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PRAÇAS EUROPEIAS CONTAGIADAS POR OTIMISMO ASIÁTICO. STELLANTIS SOBE MAIS DE 4%

Negócios Online

2026-05-27 21:09:16

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira. há 17 min.18h00 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Europa divide-se com incerteza sobre Médio Oriente. Akzo Nobel dispara 20% Os principais índices europeus inverteram a tendência de ganhos que vinham a registar ao longo da sessão e encerraram sem rumo definido, com o clima entre os investidores a mudar repentinamente depois de a Casa Branca ter dito que pontos de um alegado memorando de entendimento entre Washington e Teerão partilhados pela televisão estatal iraniana eram uma “invenção total” que “não correspondia à verdade”. O índice Stoxx 600 , de referência para a Europa , somou 0,03%, para os 628,18 pontos, mantendo-se ainda abaixo do máximo histórico de mais de 633 pontos atingido na véspera do início dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX desvalorizou 0,03%, o italiano FTSEMIB perdeu 0,64%, o francês CAC-40 ganhou 0,43%, o espanhol IBEX avançou 0,49%, ao passo que o neerlandês AEX caiu 0,21%, num dia em que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 0,13%. As ações europeias têm sido apoiadas por uma forte época de resultados do primeiro trimestre, enquanto uma queda dos preços do petróleo registada nos últimos dias tem vindo a atenuar as preocupações com a inflação e com aumentos agressivos das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE). Ainda assim, os constantes avanços e recuos em torno de um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente têm pesado sobre o sentimento dos investidores. A região também tem menos exposição a ações ligadas à tecnologia e à inteligência artificial, fatores que pela Ásia e EUA têm levado os índices a atingir novos recordes. "A tendência na Europa é compreensivelmente mais fraca do que no resto do mundo, dado que a dimensão do setor tecnológico é muito mais modesta”, resumiu à Bloomberg Fares Hendi, da Societe de Gestion Prevoir. Também durante o dia de hoje, o BCE alertou que as sucessivas valorizações nas ações e o peso das gigantes tecnológicas norte-americanas nos mercados financeiros globais deixam as bolsas vulneráveis a rápidas mudanças no sentimento dos investidores, segundo o relatório de estabilidade financeira apresentado pela autoridade de política monetária nesta quarta-feira. Entre os setores, o automóvel (+2,48%) e o dos bens domésticos (+2,38%) registaram as subidas mais expressivas. O setor automóvel valorizou depois de dados terem revelado que as vendas de automóveis na Europa subiram pelo terceiro mês consecutivo em abril, à medida que os consumidores continuaram a adquirir mais modelos elétricos e híbridos. Por outro lado, o setor do petróleo e gás (-3,25%) liderou as perdas, seguido pelas “utilities” (-1,85%). Quanto aos movimentos do mercado, a Akzo Nobel disparou 20% - a maior valorização intradiária de sempre da fabricante de tintas e revestimentos -, após a empresa neerlandesa ter rejeitado uma proposta de aquisição conjunta apresentada pela fabricante de tintas norte-americana Sherwin-Williams e pela japonesa Nippon Paint Holdings. há 20 min.17h57 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Juros somam ligeiras subidas na Zona Euro Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram com agravamentos em toda a linha, num contexto de crescentes preocupações com uma escalada da inflação devido ao aumento dos preços da energia. Ainda assim, as subidas registadas nas “yields” das dívidas da região foram contidas, dado um recuo dos preços do petróleo nos mercados internacionais durante a sessão desta quarta-feira. Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 0,7 pontos-base, para 3,347%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade subiu 0,8 pontos-base, neste caso para os 3,404%. Já os juros da dívida soberana italiana avançaram 0,4 pontos, para 3,702%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agravou-se em 0,6 pontos, para 3,595%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, somaram 0,8 pontos, para os 2,985%. Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, contrariaram esta tendência e aliviaram 1,7 pontos-base, para os 4,857%. 16h26 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Iene em mínimos de final de abril. Dólar desliza com queda dos preços do petróleo O iene atingiu hoje o valor mais baixo face ao dólar desde o final de abril, aproximando a divisa nipónica dos níveis que motivaram a intervenção das autoridades japonesas no mercado cambial mês passado, à medida que os "traders” avaliam os novos desenvolvimentos em torno do Médio Oriente, numa altura em que os preços do crude registam quedas, pressionando o dólar. Neste contexto, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes , cede 0,13%, para os 99,044 pontos. Face ao iene, o dólar soma agora 0,08%, para os 159,430 ienes, o valor mais baixo desde 30 de abril. O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, assumiu uma postura mais agressiva na quarta-feira, afirmando que o choque petrolífero provocado pela guerra no Irão poderia tornar-se persistente num contexto de elevadas expectativas de inflação e de aumento dos salários. Os mercados estão atualmente a prever uma probabilidade de 70% de um aumento de 24 pontos-base na próxima reunião de política monetária do Banco do Japão, a realizar-se de 15 a 16 de junho, de acordo com dados da LSEG. Já por cá, o euro regista uma subida de 0,15%, para 1,165 dólares, enquanto a libra soma 0,05%, para 1,345 dólares. 16h25 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Ouro perto de mínimos de dois meses pressionado por expectativas de taxas de juro mais altas O ouro está a registar desvalorizações nesta quarta-feira e negoceia perto de mínimos de dois meses, pressionado pelas expectativas de uma política monetária mais restritiva para conter o aumento da inflação. A esta hora, o ouro perde 1,39%, para os 4.445,030 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso cede 2,68%, para os 74,848 dólares por onça. O metal amarelo tem estado sob pressão desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, no final de fevereiro. O encerramento do estreito de Ormuz provocou um aumento de 31% nos preços do petróleo Brent até agora, alimentando a inflação e impulsionando as expectativas de subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais em todo o mundo. Nesta medida, os “traders” continuam a considerar que a inflação impulsionada pela energia levará a Reserva Federal dos EUA a aumentar a taxa de juro de referência em 25 pontos-base até ao final deste ano. Apesar de ser uma proteção contra a inflação, o ouro, que não rende juros, tende a ter um pior desempenho num ambiente de taxas diretoras mais elevadas. Os mercados viram agora atenções para dados dos EUA a serem divulgados ainda esta semana, incluindo o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE na sigla em inglês) de abril, que poderá das pistas sobre o rumo da política monetária na maior economia mundial. 15h12 Carla Pedro cpedro@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Irão revela detalhes de alegado de acordo com EUA. Petróleo acentua quedas Os Estados Unidos e Irão poderão estar perto de um entendimento para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz. Segundo a televisão pública do Irão, há um memorando de entendimento não oficializado entre as duas partes e, entre os primeiros detalhes, sabe-se que as forças militares norte-americanas poderão retirar-se e levantar o bloqueio naval às embarcações iranianas , desde que Teerão se comprometa a restabelecer o tráfego pelo estreito de Ormuz. De acordo com estas informações, citadas pelo El Economista, a gestão do tráfego pelo estreito será dividida entre o regime dos aiatolas e Omã. Com estas informações, os preços do petróleo estão a reagir em baixa, depois de ontem já terem perdido bastante terreno. Leia mais aqui. 14h44 João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Wall Street negoceia com ganhos tímidos. IA e Irão centram atenções e Micron pula 4% Os principais índices norte-americanos estão a negociar com ganhos em toda a linha pela quinta sessão consecutiva, depois de tanto o S&P 500 como o Nasdaq Composite terem ontem fixado novos máximos históricos, à medida que os investidores mantêm intactas as esperanças de que Washington e Teerão vão alcançar um acordo de paz para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz, enquanto continuam a reforçar posições em cotadas ligadas à inteligência artificial (IA). Neste contexto, o S&P 500 avança 0,07% para os 7.524,30 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, soma 0,04% para os 26.666,06 pontos. Já o Dow Jones sobe 0,32% para os 50.622,75 pontos. O petróleo Brent cai cerca de 4% para perto de 95 dólares por barril fator que também está a impulsionar o apetite dos investidores por ativos de risco. Isto depois de a televisão estatal iraniana ter divulgado detalhes de um esboço de memorando de entendimento não oficial entre Teerão e Washington que prevê o restabelecimento da circulação através do estreito de Ormz, com a República Islâmica e Omã a dispor de um mecanismo para gerir a passagem pela via marítima. As esperanças de que o fluxo de petróleo do Médio Oriente normalize em breve reforçaram o clima otimista, à medida que os operadores se mostram menos preocupados com uma escalada da inflação. Os movimentos também reforçaram a dinâmica por trás do comércio de IA, com os investidores a apostarem que as fabricantes de chips irão captar uma grande quota do investimento global ao longo deste ano. Nesta linha, analistas do Goldman Sachs Group juntaram-se ao Morgan Stanley e Deutsche Bank na previsão de que o índice de referência dos EUA atingirá os 8.000 pontos este ano, havendo já quem aponte para os 9 mil pontos. “Tendo em conta os planos de investimento das gigantes da IA, não há motivos para pensar que a recuperação esteja prestes a terminar”, disse à Bloomberg Fares Hendi,da Societe de Gestion Prevoir. “Se houver um avanço nas relações entre os EUA e o Irão, a tendência poderá acelerar, com os investidores a recomprar as suas posições curtas”, resumiu o mesmo especialista. Neste contexto, a Micron Technology está a negociar em alta e soma agora quase 4%, depois de ontem ter disparado 19% em bolsa e ultrapassado um “market cap” de um bilião de dólares pela primeira vez. Já a Marvell Technology Inc. subiu 6,1% antes da divulgação dos resultados do primeiro trimestre. Já quanto às “sete magníficas”, a Nvidia perde 1,64%, a Apple soma 0,97%, a Tesla pula 2,04%, a Alphabet cede 0,41%, a Amazon valoriza 0,31%, a Meta cai 0,42% e a Microsoft recua 1%. 11h42 Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt Otimismo da Ásia e EUA aproximam Europa de máximos históricos Os principais índices europeus estão a negociar em alta ligeira, aproximando-se de máximos históricos registados antes do início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão, numa altura em que os ganhos estão a ser impulsionados pelo setor tecnológico e automóvel. A descida dos preços do petróleo nos mercados internacionais também está a dar algum ânimo aos investidores europeus. O índice de referência do Velho Continente, o Stoxx 600, avança 0,37% para 630,32 pontos, a cerca de 0,6% do anterior recorde. O setor tecnológico recebeu algum impulso com a chegada da Micron Technologies ao patamar de "trillion dollar baby" - o seleto grupo de cotadas avaliadas em mais de 1 bilião de dólares. Este é o mais recente sinal de como os "chips" de memória se tornaram num elemento crucial para a construção de infraestruturas de inteligência artificial (IA). Ainda assim, este impacto é mais limitado na Europa, uma vez que "a dimensão do setor teconológico é muito modesto", explicou à Bloomberg, Fares Hendi, gestor de portefólio da Societe de Gestion Prevoir. No entanto, a maior subida entre os setores europeus é do automóvel, depois de novos dados terem mostrado que as vendas de carros aumentaram pelo terceiro mês consecutivo em abril, com os consumidores a priorizarem veículos elétricos e híbridos. A Stellantis ganha mais de 4%, ao passo que a Ferrari recupera das perdas de ontem e soma quase 2%. O setor energético vai em sentido contrário, pressionado pela descida dos preços do petróleo, e recua mais de 2,2%, pressão que também está a chegar à petrolífera portuguesa Galp, que segue a perder pouco mais de 2%. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX valoriza 0,71%, o italiano FTSEMIB perde 0,29%, o francês CAC-40 avança 0,84%, o espanhol IBEX soma 0,63% e o neerlandês AEX ganha 0,28%. Por sua vez, o britânico FTSE 100 avança 0,06%. 11h30 Lusa Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses A taxa Euribor subiu esta quarta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a terça-feira. Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,229%, continuou abaixo das taxas a seis (2,492%) e a 12 meses (2,742%). A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,492%, mais 0,046 pontos do que na terça-feira. Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente. No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu para 2,742%, mais 0,020 pontos do que na sessão anterior. A Euribor a três meses também avançou, ao ser fixada em 2,229%, mais 0,039 pontos, depois de ter subido em 13 de maio para um novo máximo desde abril de 2025 (2,283%). A média mensal da Euribor subiu nos três prazos em abril, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março. Em abril, a média mensal da Euribor subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,132 pontos para 2,454% e 0,182 pontos para 2,747%, respetivamente. 10h53 Rui da Rocha Ferreira ruiferreira@negocios.pt Juros das dívidas soberanas em alívio Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão em alívio nesta quarta-feira, num dia que está a ser marcado por uma acalmia nas negociações entre os EUA e o Irão, aquele que tem sido o principal catalisador dos mercados e também da tendência de agravamento registada nas obrigações nas últimas semanas. As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a recuar 2,4 pontos-base para uma taxa de 2,953%. Já em França, a descida dos juros é de 2,8 pontos-base para 3,561%. Em Itália a descida é ainda mais acentuada, de 3,5 pontos-base, para 3,663% de rendibilidade. A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos recua 3,1 pontos para 3,310%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a deslizarem 2,8 pontos-base para 3,368%. Fora da Zona Euro, no Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,829%, uma descida de 4,6 pontos-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a ceder 2,2 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,463%. 08h17 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ouro perde terreno e negoceia abaixo dos 4.500 dólares por onça O ouro não está a conseguir encontrar novos catalisadores para quebrar o intervalo restrito em que tem negociado e encontra-se, mais uma vez, a registar perdas, apesar de os investidores estarem mais otimistas em relação a um possível acordo de paz entre EUA e Irão. O conflito completa na quinta-feira três meses e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, já avisou que qualquer pacto demorará vários dias a ser finalizado. A esta hora, o metal amarelo recua 0,56% para 4.485,25 dólares por onça, depois de já ter perdido mais de 1% do seu valor na sessão passada, quando foi pressionado por uma troca de ataques no Médio Oriente. Apesar de o ouro tradicionalmente beneficiar de uma escalada das tensões geopolíticas, o bloqueio do estreito de Ormuz está a levar os preços da energia a dispararem e os investidores a apostarem num aperto da política monetária - não só na Europa, como também nos EUA. "Embora a esperança de um acordo entre os EUA e o Irão tenha proporcionado algum apoio, a situação continua frágil e persistente, uma vez que os receios de inflação continuam a pairar sobre os metais preciosos", explica o analista da TD Securities Ryan McKay, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "Em última análise, a assimetria de preços continua fortemente inclinada para o lado negativo em todos os setores", acrescenta. Desde o estalar do conflito no Médio Oriente, o ouro já perdeu quase 15% do seu valor. A escalada na inflação nas principais economias mundiais está a obrigar bancos centrais por todo o mundo a adaptar uma nova estratégia para conter os preços e, mesmo que o conflito termine no curto prazo, os investidores estão a antecipar um impacto prolongado - até porque os fluxos de petróleo vão demorar vários meses a normalizarem. 07h57 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Petróleo cai e volta a negociar abaixo dos 100 dólares por barril Após ter acelerado quase 4% na sessão anterior, os preços do petróleo estão novamente a aliviar esta quarta-feira, num dia em que o otimismo em torno de um possível acordo de paz entre EUA e Irão volta a dominar o sentimento dos mercados. A incerteza ainda é grande e um entendimento pode vir a ser alcançado apenas daqui a vários dias, mas o apaziguamento das tensões após uma troca de ataques entre os dois países está a dar esperança aos investidores. Neste contexto, o Brent - de referência para a Europa - perde 1,61% para 97,96 dólares por barril, voltando a negociar abaixo do nível dos 100 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - desvaloriza 2,22% para 91,80 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão cai 1,81% para 46,77 euros por megawatt-hora. O estreito de Ormuz, por onde passa um quinto de todo o crude e gás natural consumidos no mundo, continua a enfrentar um duplo bloqueio, mas, pela primeira vez no espaço de uma semana, pelo menos dois petroleiros que carregavam cerca de quatro milhões de barris conseguiram atravessar a via marítima na terça-feira. "Os mercados estão a reagir à perspetiva de um acordo com o Irão, mas ainda faltam meses e, possivelmente, trimestres para que se concretize uma reabertura total: o estreito continua tecnicamente fechado e a normalização levará tempo", explica Robert Rennie, diretor de investigação de matérias-primas da Westpac Banking Corp à Bloomberg. “O Brent pode testar níveis mais baixos devido ao otimismo em torno do acordo, mas até que o Estreito de Ormuz seja genuinamente reaberto - e não apenas gerido de forma condicional, racionado politicamente ou parcialmente contornado - as quedas devem permanecer superficiais e temporárias", acrescenta. Nos EUA, Donald Trump vai encontrar-se com o seu Gabinete esta quarta-feira na Casa Branca. A guerra no Irão será, certamente, um tópico, numa altura em que ainda há vários pontos nas negociações a bloquearem um acordo de paz - incluindo os ativos iranianos congelados, avaliados em cerca de 24 mil milhões de dólares, bem como as pretensões de Teerão de controlar o estreito de Ormuz. 07h40 Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt "Rally" na IA dá novos máximos históricos ao Japão e Coreia do Sul. Europa aponta para ganhos As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira maioritariamente em território positivo, com o Japão e a Coreia do Sul a atingirem novos máximos históricos, numa altura em que os preços do petróleo voltam a dar algum descanso aos investidores e o setor tecnológico está a alimentar um "rally" nas ações globais. O MSCI Asia-Pacific Index está, neste momento, a acelerar 0,7%, tendo chegado a tocar num novo recorde esta madrugada, impulsionado em grande parte pelos ganhos avultados do sul-coreano Kospi. O índice já acelerou quase 100% este ano e, para já, detém o título de índice com melhor desempenho em todo o mundo - um resultado só possível de alcançar devido à valorização astronómica da SK Hynix, uma fabricante de semicondutores, que se tornou recentemente a terceira empresa asiática a atingir três biliões de dólares em capitalização bolsista. O Kospi terminou a sessão a subir 2,6%, tendo chegado a ganhar mais de 4% esta quarta-feira para um novo máximo histórico de 8.457,09 pontos. A Samsung, a maior empresa da Coreia do Sul, saltou 3,01%, depois de os sindicatos da tecnológica terem aprovado um acordo salarial que conseguiu evitar uma greve sem precedentes no país, atribuindo aos trabalhadores que prevê bónus anuais substanciais ligados aos lucros gerados pela inteligência artificial (IA). Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura em alta, com o Euro Stoxx 50 a acelerar 0,27%. Os investidores continuam a mostrar-se otimistas em relação a um possível acordo de paz no Médio Oriente, apesar dos ataques realizados na segunda-feira pelos EUA contra o Irão. O Presidente norte-americano, Donald Trump, já assegurou que as negociações para estender o cessar-fogo e reabrir o estreito de Ormuz procedem. "Os investidores devem ter cuidado para não confundir progresso com resolução", explica Josh Gilbert, analista da eToro, à Bloomberg. "As negociações parecem estar a avançar, o que é positivo, mas já vimos este padrão antes. As notícias positivas melhoraram rapidamente o sentimento do mercado, mas, neste momento, as questões subjacentes continuam em aberto", conclui. Entre os principais índices asiáticos, o japonês Nikkei 225 acelerou para um novo máximo, fechando a sessão a ganhar mais de 0,3%, enquanto os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite contrariaram o otimismo asiático e encerraram a negociação com perdas superiores a 1%. Já o australiano ASX 200 saltou 0,69%. Negócios jng@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Carla Pedro cpedro@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt João Duarte Fernandes joaomfernandes@negocios.pt Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt Lusa Rui da Rocha Ferreira ruiferreira@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt Ricardo Jesus Silva ricardosilva@negocios.pt [Additional Text]: wall street bolsa mercados traders Irão revela detalhes de alegado de acordo com EUA. Petróleo acentua quedas Negócios jng@negocios.pt