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INVESTIDORES E PROPRIETÁRIOS CONTRA CONGELAMENTO DE RENDAS

Vida Económica

2023-10-27 07:02:04

A esmagadora maioria dos portugueses (83,7%) considera que as medidas de apoio à habitação deveriam ser uma prioridade no Orçamento do Estado e 56,7% defendem que o documento não responde às necessidades reais do mercado, conclui um inquérito da Imovendo junto de investidores e proprietários nacionais. A maior parte dos inquiridos (77,9%) considera que o congelamento das rendas não resolve o problema da habitação, no entanto, as previsões das consequências da medida no mercado dividem-se. De facto, cerca de 30,6% sente que existirão mais casas à venda, 22,4% acha, por outro lado, que teremos menos e 28,2% dos inquiridos não acredita em mudanças significativas. “Para 43% dos inquiridos, a melhor forma de contornar o congelamento das rendas passaria pela execução de um novo contrato de arrendamento, sendo que 27,4% optaria por vender o seu bem. Os arrendatários e o Estado, segundo os inquiridos (60,4%), ganham com esta medida, compensada pela perspetiva de grande parte dos proprietários (49,4%) vender as suas casas por mais dinheiro, mas demorarem mais tempo a concluir o negócio”, adianta o inquérito. Os custos associados à compra de um imóvel é, segundo 67,4% dos inquiridos, um dos principais entraves à decisão de adquirir casa, e 71,5% está contra o apoio do Estado à entrada do crédito habitação para os jovens. “Menor carga fiscal para senhorios e arrendatários”, “IVA reduzido para toda a construção de forma a aumentar a oferta”, “libertar mais terrenos para construção”, “subsidiar os proprietários para que possam manter os arrendamentos” e “terminar com o imposto aplicado às rendas para estimular o mercado de arrendamento” foram algumas sugestões dos investidores e proprietários que participaram no inquérito da Imovendo.