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MAIS CONHECIMENTO

Jornal de Notícias Online

2026-06-21 11:07:02

A propósito de mais uma Conferência do CEIIA, desta vez com a conhecida professora e escritora Laurinda Alves, algumas notas de reflexão sobre o imperativo de fazermos do conhecimento um acelerador de modernidade para a sociedade. Este é um tema particularmente relevante e que sempre acompanhou ao longo do tempo a evolução da humanidade, nas suas diferentes dimensões. O conhecimento deve ser a expressão mais completa da ambição de querermos ser cada vez melhores e ter um contributo com sentido para a sociedade que queremos que seja também ela própria melhor. Leonardo da Vinci, em todo o trabalho de criação artística e científica que produziu, foi claramente um dos grandes expoentes na mobilização de uma agenda centrada no conhecimento e focada numa ideia de futuro em que vale a pena acreditar - já no passado essa preocupação de aposta numa ideia de bem comum tinha como eixo central a capacidade de procurar as melhores respostas para as questões que se iam colocando. Essa foi uma dimensão permanente da evolução dos tempos e não deixa de ser curioso que alguns dos mais reputados pensadores da atualidade, como Yurval Noah Harari, se refiram a isso de forma muito clara nos seus diferentes livros e textos publicados nos últimos anos - e com maioria de razão no acabado de sair NEXUS. Não podemos, de forma alguma, ter uma ideia conformista em relação ao fluxo de conhecimento que nos chega. O conhecimento é ele próprio um exercício de permanente (re)interpretação das verdades que nunca são definitivas e temos que ter a capacidade de perceber a verdadeira dimensão desta mensagem. Voltando ao nosso exercício de partilha, feito de forma diária ao longo destes seis anos e meio, ele é bem o exemplo desta disciplina que nos colocamos a nós próprios nos nossos processos de avaliação do grau de utilidade comum das ideias e das fontes que pensamos serem as melhores para os outros. Mas este não é - nem pode ser - um movimento unipolar. Tem que materializar a sua razão de ser numa verdadeira agenda de articulação percecionada como relevante e que passa assim a dar sentido. Nestes tempos incertos e complexos que estamos a viver, o conhecimento terá que ser cada vez mais a base de construção de valor para a sociedade. Não por decreto, mas de forma aberta, participada e colaborativa. Um verdadeiro exercício de construção do futuro a partir da ambição do presente e da identidade do passado. Como o CEIIA tem feito de forma exemplar. Francisco Jaime Quesado Economista e Gestor , Especialista em Inovação e Competitividade Francisco Jaime Quesado