PORTUCALENSE BUSINESS SCHOOL - COMPETÊNCIAS QUE VÃO DEFINIR OS LÍDERES DO FUTURO
2026-06-26 06:00:38

Uma resposta à medida dos desafios da transformação digital, da liderança e da inovação, num mercado que exige aprendizagem contínua e competências diversificadas Aformação executiva assume um papel cada vez mais estratégico, procurando responder a desafios concretos do mercado e preparar líderes e equipas para contextos de mudança. Em entrevista à Marketeer, Marta Lopes Ferreira, coordenadora executiva da Portucalense Business School, explica como a instituição tem ajustado a sua oferta formativa às novas exigências do mercado, destacando a proximidade às empresas, a aposta em competências digitais e comportamentais e a crescente procura por programas desenhados à medida das organizações. CADERNO NEGOGIOS DIGITAIS A evolução do mercado de trabalho tem levado a Universidade Portucalense e a Portucalense Business School a rever continuamente os seus programas, adaptando-os às necessidades das empresas e dos profissionais. Segundo Marta Lopes Ferreira, esta actualização tem passado pela integração de áreas como transformação digital, marketing digital, inteligência artificial aplicada aos negócios, análise de dados, inovação, sustentabilidade e experiência do cliente. A responsável considera que as organizações procuram profissionais capazes de combinar conhecimento técnico com visão estratégica e capacidade de adaptação. Por isso, a oferta formativa procura responder a uma realidade em que o domínio das ferramentas digitais já não é suficiente sem competências de liderança, pensamento crítico ou gestão da mudança. Marta Lopes Ferreira sublinha que «a forte proximidade ao tecido empresarial, através de parcerias estratégicas e de um corpo docente com uma forte ligação às empresas, permite-nos acompanhar de perto as tendências do mercado e identificar as competências emergentes mais valorizadas pelas organizações». Esse contacto traduz-se numa oferta alinhada com desafios reais e com a evolução dos contextos de negócio. Ao mesmo tempo, observa uma procura crescente por formação que vá além da actualização de conhecimentos técnicoS. Na sua perspectiva, as organizações valorizam cada vez mais as competências relacionadas com a comunicação, a tomada de decisão, a liderança de equipas e a capacidade de conduzir processos de transformação. Quando questionada sobre as competências mais valorizadas pelas empresas, Marta Lopes Ferreira destaca uma combinação entre capacidades técnicas, digitais e humanas. A inteligência artificial, a análise de dados, a inovação, a sustentabilidade e a transformação digital assumem hoje um peso significativo, mas as competências comportamentais continuam a ser um elemento diferenciador. Neste contexto, refere que «a capacidade de comunicação, o pensamento crítico, a resolução de problemas, a adaptabilidade, a inteligência emocional e a gestão da mudança são hoje factores diferenciadores para profissionais que actuam em ambientes cada vez mais dinâmicos e complexos». Por essa razão, estas dimensões são trabalhadas de forma transversal nos vários programas da instituição. A responsável acrescenta que «mais do que transmitir conhecimento técnico, o objectivo é capacitar os profissionais para aprender continuamente, adaptar-se à mudança e assumir um papel activo na transformação das suas organizações». FORMAçàO ALINHADA COM AS EMPRESAS O impacto da formação na empregabilidade e na progressão profissional é avaliado através de vários indicadores. Marta Lopes Ferreira considera que «a prescrição é um dos principais barómetros de avaliação da qualidade e do impacto da formação da Universidade Portucalense». O acompanhamento próximo realizado por docentes, coordenadores e formadores permite também monitorizar a evolução profissional dos participantes e compreender de que forma a formação influencia percursos de carreira. Segundo a responsável, o feedback recolhido junto de alumni e organizações confirma a relevância da formação para responder aos desafios actuais do mercado. Outro sinal apontado é o crescimento da procura por programas desenvolvidos à medida das empresas. A Portucalense Business School trabalha com organizações de diferentes sectores, da indústria à saúde, passando pela tecnologia, serviços, turismo, retalho e Administração Pública, o que tem permitido construir uma abordagem flexível e multidisciplinar. Marta Lopes Ferreira explica que a formação personalizada resulta de um trabalho conjunto com as empresas, que participam activamente na definição dos conteúdos e dos objectivos dos programas. Esta colaboração permite criar soluções orientadas para problemas concretos e com aplicação directa na realidade das organizações. Nesse sentido, sublinha que «a formação à medida resulta, acima de tudo, de um trabalho próximo com as empresas, que participam activamente na identificação de necessidades e na definição dos conteúdos formativos». Isto resulta em programas desenhados para responder a desafios específicos nas áreas da liderança, gestão de equipas, transformação digital, estratégia, marketing, análise de dados ou competências comportamentais. A responsável considera ainda que a eficácia destes programas depende da sua capacidade para reflectir a realidade de cada organização. Por isso, defende que «só quando integra O ADN da empresa é possível gerar resultados efectivos e um impacto duradouro nas equipas e no negócio». As vantagens para as empresas que optam por desenvolver programas em parceria com instituições de ensino superior passam precisamente pela possibilidade de construir soluções ajustadas aos seus desafios. Marta Lopes Ferreira refere que «uma das principais vantagens é precisamente a possibilidade de co-construção dos programas com a instituição de ensino superior, o que garante que os conteúdos estão directamente alinhados com os objectivos estratégicos das organizações». Além disso, a conjugação entre conhecimento académico actualizado e experiência prática dos docentes permite assegurar uma formação que alia rigor científico e aplicabilidade empresarial. A integração de casos reais contribui igualmente para aumentar o impacto da aprendizagem. A responsável destaca a preocupação das empresas em desenvolver competências: «Não basta capacitar líderes, é essencial desenvolver as competências de todos os colaboradores. só assim é possível construir equipas preparadas para responder às constantes transformações e desafios do mercado.» IA, SUSTENTABILIDADE E LIDERANçA A procura por formação executiva tem vindo a evoluir em linha com as transformações tecnológicas, económicas e sociais que afectam as organizações. Entre as principais tendências encontram-se a inteligência artificial, a análise de dados, a sustentabilidade e a gestão da mudança. Estas áreas deixaram de ser complementares para assumirem um papel central na forma como as empresas operam e tomam decisões. Paralelamente, verifica-se uma preferência crescente por formações mais curtas, práticas e orientadas para a resolução de problemas concretos. De acordo com a coordenadora executiva, «destaca-se o crescimento da procura por competências ligadas à inteligência artificial, análise de dados e marketing digital, com enfoque na personalização, na gestão de informação e na tomada de decisão baseada em dados». E continuam a ser muito valorizadas as competências de liderança e gestão de equipas. A adaptação dos programas da Portucalense Business School a esta realidade tem passado pela integração de temas relevantes de forma transversal nos programas. Marta Lopes Ferreira recorda que «tivemos que nos adaptar e reinventar rapidamente. Foi necessário incorporar temas de elevada importância, como a transformação digital, a inovação e a sustentabilidade (ESG), tendo também aumentado o foco para o desenvolvimento das competências comportamentais». A sustentabilidade e a transformação digital são hoje tratadas como dimensões estruturais dos programas. Mais do que áreas isoladas, atravessam disciplinas ligadas à estratégia, finanças, liderança e operações, procurando desenvolver uma visão integrada dos desafios empresariais. No que diz respeito à oferta para os próximos meses, a Universidade Portucalense e a Portucalense Business School apostam em programas que respondem directamente às necessidades emergentes do mercado. João Silva Carvalho, director do Departamento de Economia e Gestão da Universidade Portucalense, destaca a oferta graduada e pós-graduada da instituição, referindo que o departamento disponibiliza «três licenciaturas clássicas: Gestão, Economia e Marketing, assim como uma nova Licenciatura em Gestão e Administração em Saúde», além do Mestrado em Gestão, do Mestrado em Marketing e Negócios Digitais e do Doutoramento em Ciências Empresariais. Ao nível da formação executiva, Marta Lopes Ferreira destaca programas como a Pós-Graduação em Marketing Digital, Business Intelligence & Inteligência Artificial, o Strategio Brand Leadership, o MBA Executivo e O Programa Intensivo em Liderança com Propósito. Todos eles procuram responder a três grandes necessidades identificadas no mercado: aceleração da transformação digital, gestão estratégica da marca e desenvolvimento de lideranças capazes de conduzir equipas em contextos de mudança. Para terminar, a responsável deixa uma mensagem sobre o papel da formação contínua nas organizações: «Num contexto marcado pela mudança acelerada, a formação não pode ser vista como um investimento secundário, mas sim como um factor essencial de competitividade.» Marta Lopes Ferreira, coordenadora executiva da Portucalense Business School João Silva Carvalho, director do Departamento de Economia e Gestão da UPT