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AICEP PROMOVE INDÚSTRIA DA DEFESA PORTUGUESA NO MERCADO NORTE-AMERICANO

Executive Digest Online

2026-07-01 11:11:02

Ouça este artigo Clique para reproduzir Representantes governamentais, empresas, investidores e especialistas portugueses e norte-americanos debateram hoje, em Nova Iorque, oportunidades de cooperação económica, industrial e tecnológica em Defesa, num fórum organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). A 9.ª edição do Portugal Economic Forum centrou-se no tema “Defesa, Segurança e Inovação de Dupla Utilização” e visou dar a conhecer as capacidades das empresas portuguesas ao mercado norte-americano, disse à Lusa Philoméne Dias, administradora da AICEP “A Defesa é um setor onde há muito orçamento em jogo, em termos de investimento público e investimento privado. Há muitas oportunidades para as nossas empresas e queremos, de facto, dar a conhecer o que se faz em Portugal e estabelecer parcerias que tragam valor. Não são só exportações propriamente ditas, mas parcerias industriais, de investigação ou desenvolvimento”, explicou Philoméne Dias. Reforçar o posicionamento de Portugal como parceiro estratégico dos Estados Unidos (EUA) em áreas de elevado valor acrescentado e promover o diálogo sobre os desafios e oportunidades que estão a moldar o futuro da indústria da Defesa e da inovação tecnológica foram os objetivos delineados pela AICEP. A administradora realçou que o facto de Portugal ser membro da NATO confere confiança aos olhos dos investidores norte-americanos, salientando que a vasta rede de ligações aéreas entre Portugal e os EUA também é um fator decisivo. Continue a ler após a publicidade No evento, foram apresentados dois painéis: “O Panorama da Defesa Transatlântica: Prioridades,Investimentos e Necessidades Industriais” e “Capacidades de Defesa e de Dupla Utilização de Portugal: Oportunidades para Parceria com os EUA”. Entre os oradores estiveram José Maciel, em representação do Departamento do Comércio dos EUA, Adam Caruso, em representação do Gabinete de Relações Corporativas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e Emanuele Serafini, da Lockheed Martin corporation. Estiveram igualmente presentes Duarte Oom Peres, da Orion Technik, Nuno da Penha Coutinho, da OGMA, e Miguel Braga, da CEiiA. Continue a ler após a publicidade O Portugal Economic Forum contou com a presença do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, que destacou à Lusa a importância de criar uma aproximação entre empresas portuguesas e norte-americanas. “Fazer de facto esta ponte para estabelecer parcerias. Estamos numa lógica de complementaridade, ( ) neste fantástico ecossistema que chamamos de Defesa, mas que é muito vasto e pode ir desde o aeroespacial ao oceano, à inteligência artificial”, disse, no SUMMIT One Vanderbilt, em Manhattan. O secretário de Estado enalteceu as aplicações de “duplo uso”, que podem ser uma “porta para algumas das indústrias mais maduras, com mais tradição em Portugal”, como as indústrias metalomecânica, têxteis ou de plásticos, que se podem adaptar ao uso militar. Questionado sobre o que diferencia Portugal de outros países aos olhos dos investidores norte-americanos, João Rui Ferreira apontou para a “tradição atlântica”, para “o nível de inglês” entre os portugueses e para “uma longa tradição de cooperação com os Estados Unidos”. A produção de drones e respetiva tecnologia foi um dos tópicos em destaque no fórum, com o secretário de Estado a defender que Portugal tem capacidade para se tornar um parceiro dos norte-americanos nessa área e antevendo que esse será um segmento a expandir. Continue a ler após a publicidade O evento reuniu dezenas de participantes, entre representantes empresariais, investidores, instituições financeiras, entidades governamentais e especialistas do setor, tornando-se num espaço para networking , partilha de conhecimento e identificação de novas oportunidades de negócio. O Portugal Economic Forum deste ano contou ainda com a presença da cônsul-geral de Portugal em Nova Iorque, Luísa Pais Lowe, e do diretor da AICEP em Nova Iorque, Carlos Moura. Executive Digest com Lusa