MINISTRO EXPLICA QUE ADIOU DATAS DE CLASSIFICAÇÃO DOS EXAMES EM NOME DO "RIGOR TOTAL"
2026-07-03 13:37:02

O ministro da Educação justificou o adiamento da divulgação das classificações dos exames nacionais com a necessidade de assegurar que os professores dispõem do tempo necessário para concluir a correção das provas com rigor. A informação foi avançada à margem da sessão "Espaço: conhecimento, defesa e economia", organizada pelo CEiiA e a Câmara de Guimarães, e que está a decorrer esta sexta-feira, no Centro Cultural de Vila-Flor, em Guimarães. "Os principais constrangimentos técnicos e informáticos associados ao novo sistema digital de exames estão, na sua maioria, ultrapassados. Ainda assim, subsistem algumas provas por distribuir aos classificadores, motivo que levou ao ajustamento do calendário", referiu o ministro da Educação, Fernando Alexandre. Leia também Falhas na avaliação eletrónica dos exames obrigam a adiar início da segunda fase A alteração prevê que os professores tenham até 14 de julho para concluir a classificação das provas, sendo as notas afixadas a 17 de julho. A segunda fase dos exames também sofre um adiamento, acompanhando este desfasamento de três dias. O governante reconheceu que a decisão poderá causar dificuldades de organização a algumas famílias, lamentando os transtornos, mas defendeu que o objetivo é garantir "rigor total" no processo de avaliação. "O princípio do rigor sobrepõe-se a tudo o resto", afirmou Fernando Alexandre, sublinhando que seria inadequado manter os classificadores sob pressão devido ao encurtamento dos prazos provocado pelos atrasos registados. Questionado sobre a possibilidade de o calendário de acesso ao Ensino Superior vir também a ser alterado, o ministro afirmou que a expectativa é "manter o planeamento atual, embora admita que o processo continua a ser acompanhado de perto". O novo calendário foi definido após articulação com as entidades responsáveis pelo processo de exames, incluindo o Júri Nacional de Exames, tendo em conta a evolução dos trabalhos e a necessidade de garantir uma avaliação fiável. O responsável deixou, ainda, uma "mensagem de confiança a alunos, famílias e professores", defendendo que a digitalização dos exames representa uma reforma importante, que permitirá melhorar a qualidade, a objetividade e o rigor da correção, apesar dos constrangimentos registados nesta fase de implementação. Ministro da Educação, Fernando Alexandre Foto: Manuel de Almeida / Lusa Filipa Carvalho