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ARTES PLÁSTICAS - THE WRONG BIENNALE ´ESTENDIDA À MADEIRA

Diário de Notícias da Madeira

2023-10-31 07:01:03

com curadoria de Hernando Urrutia phenriques@dnotidas.pt Hernando Urrutia submeteu uma candidatura à 6. a edição da The Wrong Biennale e foi aceite, apresentando entre 1 de Novembro e 1 de Março de 2024 um pavilhão virtual onde reúne sob a sua curadoria o seu próprio trabalho e o de outros nove artistas audiovisuais que convidou a integrar este evento à escala mundial. A exposição pode assumir a forma física, as chamadas embaixadas, ou ficar-se por um endereço na internet, os pavilhões. Urrutia escolheu um pavilhão, intitula-se *Meta-Morphosis e destaca a transformação. A bienal está aberta a todos os que com obra nesta área queiram participar, bastando os interessados contactar a marca e sob o chapéu desta criar um projecto de curadoria São inúmeros os artistas de todo o mundo que responderam à chamada, apresentanao-se esta bienal como uma janela para mostrar ao mundo o que vem sendo feito neste domínio. Criado por David Quiles Guilló, a The Wrong Biennale conta, segundo Hernando Urrutia, com mais de uma centena de pavilhões, cada um com dez ou mais artistas. Pode aceder a mais informação e às ligações em Thewrong.org. Sobre a curadoria específica do artista multidisciplinar português, professor em Multimédia e Artes na Universidade Portucalense, revelou: "Meta-Morphosis Digital é um encontro com a transtormaçao enquanto metamorfose a partir da esfera digital, onde são expostas diferentes visões de cada um dos diferentes artistas seleccionados, apresentando diferentes metamorfoses das linguagens digitais sob a forma de visualização, procurando sempre no seu desenvolvimento a ligação formal entre arte e tecnologia". Além da sua própria obra, escolheu Alessandro Bavari (Itália), Elie Thorkveld (Estados Unidos da América), Iury Lech (Espanha), João Pedro Oliveira (Portugal), Malitzin Cortes (México) Martin Del Carpio (Venezuela/EUA), Pandelis Diamandes (Grécia), Tatsuru Arai (Japão) eUgn Maladauskait (Lituânia). De destacar nesta selecção que são todos compositores, além de artistas visuais. O conjunto apresentará diferentes abordagens à metamorfose a partir das suas obras, "diferentes formas de narrativas através de processos de múltiplas linguagens de erro ou de novos processos tecnológicos, produto dos diferentes defeitos dos dispositivos digitais e analógicos que nos dão imagens incompletas ou transformadas, bem como dos novos processos de geração de imagens e som", resume o curador. Sobre a sua obra, Took at you on the display, segue dentro da linha de trabalho que vem realizando há vários anos, a transformação do analógico para o digital. "Tem a ver com o mundo digital em constante transformação", Urrutia quer chamar à reflexão, nomeadamente salientando o facto de comunicação humana estar hoje debaixo da esfera digital, de um display. "Perdemos o contacto natural", diz. A metamorfose é espelhada em monitores antigos e em novos equipamentos tecnológicos. Alessandro Bavari apresenta Coaxial Sharing of The Big Deception, a transformação como movimento total, os seres metamorfosea-dos e com eles também o espaço e o mundo. Elie Thorkveld apresenta Edge Noise, a metamorfose a partir da imagem estática e do som e da inversão da descaída da onda sonora. Transmorph Realities é a proposta de - Iury Lech, a transformação da realidade e do não real. João Pedro Oliveira assina TMeshamah, a transformação do corpo em ciclos, de passagem de um espaço a outro. Malitzin Cortes usa codigo de transformação digital em Tame Dune*, um trabalho com muito de biográfico e de improviso. Witchery, de Martin Del Carpio acredita no potencial do erro como factor criativo e de como o som se integra e ajuda na transformação. Pandelis Diamandes com o seu Symmetry Of Gravel Waves faz o que se chama abstracionismo rítmico, padrões que mudam em função ao som Tatsuru Arai é a única que traz um trabalho especificamente adaptado a esta bienal. Face Of Universe interliga ecossistemas, aborda a natureza como um cosmos em que todos são metamorfoseados. Ugn Maladauskait Undveld é a autora de When You Havent Seen Yourself In a Few Weeks, uma obra criada a partir dos sonhos, da dicotomia entre a luz e os brilhos versus o escuro e mundo interno dos indivíduos. Pavilhão virtual junta obra audiovisual de dez artistas de várias nacionalidades Imagens dos vários trabalhos.