BRAGA - BRAGA USA ARTE E CULTURA PARA COMBATER A POBREZA
2026-07-19 07:35:03

LIVRO “FIOS DE VIDA E HISTÓRIAS COSTURADAS” FOI APRESENTADO ONTEM NO MUZEU DST Braga quer usar arte e cultura para combater a pobreza O MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst, em Braga, acolheu ontem a apresentação do livro “Fios de Vida e Histórias Costuradas”, que relata a história de superação de 13 pessoas que tiveram vidas difíceis e que, através do trabalho colaborativo de várias instituições, estão numa posição bem melhor. Aliás, uma das ideias bem vincadas pelos diferentes intervenientes é que Braga pode e quer usar a arte e a cultura para combater a pobreza. A publicação, “Fios de Vida e Histórias Costuradas”, é uma iniciativa desenvolvida no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS) Braga I e Braga II, onde ficou patente a importância do trabalho em rede, com parceiros como a Câmara de Braga, a Cáritas Arquidiocesana de Braga ou a Cruz Vermelha Portuguesa. A obra reúne um conjunto de narrativas inspiradas em percursos de vida reais, adaptadas para crianças e jovens, promovendo valores como a empatia, a inclusão, o amor e o respeito pela diferença. O projeto integra ainda uma coleção de bonecos artesanais, concebidos pelos participantes, que dão vida às personagens e reforçam a dimensão humana e educativa desta iniciativa. A sessão começou com atuação da Escola de Dança Ent artes. José Teixeira, CEO do dstgroup, foi o primeiro a dar o mote. Aliás, este é um tema caro a José Teixeira e à dst que, frequentemente e de muitos modos usa a cultura, a arte e a filosofia para promover o conhecimento, as relações humanas, mas também os negócios. Diz-se plenamente convencido que o trabalhador culto, com conhecimentos de filosofia, faz melhor o seu trabalho, incluindo negócios. Ontem, na sua intervenção, José Teixeira voltou a sublinhar a importância da cultura e da arte para se fugir ao destino da pobreza e suas consequências. «Uma das causas da existência do Muzeu é o combate à pobreza. E o combate à pobreza a partir das armas que nós identifci amos, que são as armas mais poderosas, que são as literacias da beleza. As artes, a literatura, a poesia, a filosofia, as humanidades de uma forma geral», disse, voltando a citar Victor Hugo dizia que «pior do que a miséria era a falta de conhecimento. E o que nós estamos aqui a proporcionar é conhecimento para sair da miséria. É uma ferramenta», frisou, revelando que quando lhe falaram do livro “Fios de Vida e Histórias Costuradas”, que é um trabalho com a comunidade, e que gostavam que fosse apresentado no Muzeu, abriu logo as portas. «Porque essa é a nossa causa. A causa da dst é a minha causa pessoal. É o primeiro dos objetivos para o desenvolvimento sustentável. Esta obra vai muito de encontro à aquilo que é a mensagem que a dst e que este espaço procura passar à comunidade. Ele nasceu para isto. Ele nasceu para nós tirarmos os muros que existem nas cidades». Helena Pereira, diretora do Muzeu, também ela com vasta experiência de voluntariado em prisões, garante que acredita firmemente que a cultura e a arte são armas poderosas para combater a pobreza. Recordou que os estudos assim o comprovam de forma inequívoca. Aliás, Helena Mendes Pereira reforçou que a criação do Muzeu e a sua abertura gratuita às quintas-feiras é na perspetiva de propor-cionar cultura a todos, independentemente da sua condição social. Por sua vez, a autora, Kátia Santos mostrou-se emocionada com o vídeo que foi apresentado, onde as «suas pessoas», os 13 vencedores que chegaram ao fim demonstraram todo o apreço e carinho pelo trabalho desenvolvido. Um momento de celebração Quem também participou na sessão foi a vereadora da Coesão Social, Hortense Santos, que destacou a importância de projetos que valorizam as pessoas e as suas histórias. «Este livro é um testemunho de que cada percurso de vida tem valor e merece ser contado. Ao transformar experiências de superação em histórias dirigidas às crianças e aos jovens, estamos a promover uma cultura de empatia, inclusão e respeito pela diferença, contribuindo para uma comunidade mais consciente, solidária e humana». Para a autarca, a apresentação do livro constituiu um momento de celebração do trabalho desenvolvido no âmbito dos CLDS Braga I e Braga II, evidenciando o papel da criatividade, da participação e da partilha de experiências como ferramentas de inclusão social e de valorização da dignidade humana. De referir que o livro vai ser distribuído nas escolas , precisamente para enviar uma mensagem sobre a importância da cultura e da arte, mas também para ensinar a não julgar as pessoas, antes de se conhecer a sua história. Até porque, muitas delas foram «empurradas» pela própria sociedade que as marginalizaram. Várias instituições de Braga mostraram imbuídos do mesmo compromisso de combater a pobreza através da arte e da cultura A autora, Kátia Santos; e a diretora do Muzeu, Helena Pereira José Teixeira apreciou os bonecos feitos pelos “autores” Francisco de Assis