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DST E ACA TÊM 45% DO CONSÓRCIO LUSO-ESPANHOL QUE VAI À FRENTE NO SEGUNDO TROÇO DA ALTA VELOCIDADE

Negócios Online

2026-07-22 19:17:03

O grupo espanhol Sacyr controla 55% do agrupamento que apresentou uma proposta cerca de 260 milhões de euros mais baixa do que a do consórcio liderado pela Mota-Engil no concurso para o troço Oiã-Soure, em que o fator preço tem um peso de 80% na decisão de adjudicação. O consórcio da Sacyr, DST e Alberto Couto Alves (ACA), que apresentou o melhor preço no concurso para o troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade entre o Porto e Lisboa, é controlado pelo grupo espanhol (55%), que fechou o último exercício com uma faturação de aproximadamente 4,7 mil milhões de euros e 14.841 trabalhadores. O grupo bracarense DST, com um volume de negócios superior a 700 milhões de euros e quatro mil trabalhadores, detém uma participação de 22,5% no consórcio, estando os restantes 22,5% nas mãos da famalicense ACA, que fatura 350 milhões de euros e emprega cerca de duas mil pessoas. 22,5%Participação A Sacyr detém 55% do consórcio que está a a concorrer ao segundo troço da alta velocidade, e o grupo DST e a ACA detêm 22,5% cada. O Negócios sabe que a proposta da Sacyr/DST/ACA entregue no passado a 6 de julho, em base de EPC (Engenharia, Aquisição e Construção, na sigla em inglês), é de 2.038 milhões de euros, abaixo dos 2,3 mil milhões oferecidos pelo agrupamento liderado pela Mota-Engil, e que integra outras seis construtoras portuguesas, sendo que o critério preço representa 80% da ponderação para a adjudicação. Este concurso para o troço Oiã-Soure tem previsto um encargo total para o Estado nos 30 anos da concessão de 4.765 milhões de euros, a preços correntes, a que acrescem 600 milhões de fundos públicos destinados a cobrir despesas associadas à execução dos projetos, expropriações, montagem e manutenção de estaleiros, serviços de fiscalização e obras que sejam objeto de candidaturas a programas de fundos comunitários. Tendo em conta que o fator qualidade tem um peso de 20% na ponderação das propostas , em que 75% diz respeito à estação de Coimbra e 25% ao acesso sul à estação de Coimbra -, caso não haja motivos de exclusão, a proposta da Sacyr/DST/ACA deverá sair vencedora desta segunda PPP da alta velocidade. Neste concurso para o troço Oiã-Soure (que vai acabar em Taveiro), o Governo decidiu manter os 1,6 mil milhões de euros de preço-base anterior, mas diminuiu o volume de obra, reduzindo 11 quilómetros à extensão desta obra , que passou de 71 para 60 quilómetros - e eliminando uma ligação à linha do Norte. No entanto, a localização da estação de Coimbra foi mantida, assim como a quadruplicação da linha do Norte, duas componentes do projeto consideradas de complexidade técnica e elevado custo. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, já disse que espera que a assinatura deste contrato tenha lugar em 2027, prevendo esta PPP de 30 anos que os primeiros cinco sejam para a fase de projeto e construção e os outros 25 de disponibilidade. Rui Neves ruineves@negocios.pt | Maria João Babo mbabo@negocios.pt Rui Neves ruineves@negocios.ptMaria João Babo mbabo@negocios.pt