ARQUIVADO CASO DE MORTE DE BEBÉ NO SANTA MARIA
2026-08-06 06:00:03

Grávida foi a cinco hospitais em 12 dias. IGAS diz que foi acidente “súbito e imprevisível” PROCESSO A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) arquivou o processo relativo à morte de um recém-nascido, a 22 de junho de 2025, Ono Hospital de Santa Maria, em Lisboa, depois de a mãe ter sido atendida em cinco hospitais Ono espaço de 12 dias. Segundo um relatório da IGAS a que o JN teve acesso, o processo, instaurado a 16 de julho de 2025, à “avaliação da qualidade dos serviços prestados em situações de urgência e emergência a utentes grávidas” concluiu que a “conduta dos profissionais envolvidos na assistência prestada à utente nos dias e horas a que recorreu aos respetivos serviços de urgência não é merecedora de reparo, tendo sido respeitadas as leges artis [regras], na medida em que terá sido prestada a assistência exigida e compatível com o quadro clínico da utente, sendo efetua-da a adequada avaliação e vigilância da mesma e do feto, e encaminhamento, com indicação de sinais de alarme a ter em conta”. A IGAS conclui que o “infeliz desfecho poderá enquadrar-se na noção de acidente obstétrico súbito e imprevisível”. De recordar que, no ano passado, a mulher, acompanhada no Centro de Saúde da Amora, Ono Seixal, procurou assistência em cinco hospitais, entre 10 e 21 de junho. No Hospital de Santa Maria, para onde foi transferida do Hospital de Cascais “dada a idade gestacional e as dificuldades na resposta assistencial da ULS da sua área de residência”, a mulher acabou por ter o bebé, depois de induzido o parto. Sem divulgar a causa de morte do bebé, a IGAS aponta que o recém-nascido foi “alvo de manobras de reanimação, mas acabou pOr não resistir”. S.G. S.G.