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CIMEIRA APROVA PLANO PARA COOPERAÇÃO ACADÉMICA INTERCONTINENTAL E APROXIMAR 8.700 INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

Human Resources Portugal Online

2026-11-04 06:00:03

A Declaração da Maia propõe iniciativas de cooperação científica, formação avançada e mobilidade entre instituições de ensino superior da Europa, América Latina e Caraíbas, visando a Cimeira Ibero-Americana deste mês. Ouça este artigo em formato áudio Ouvir este artigo Treze anos após o início do processo para a construção de um espaço comum de ensino superior, ciência, tecnologia e inovação entre a Europa, a América Latina e as Caraíbas, representantes académicos das duas regiões aprovaram em Portugal uma proposta para a concretização progressiva deste projecto. Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher A Declaração da Maia, adoptada no encerramento da VII Cimeira Académica América Latina e Caraíbas,União Europeia, defende o desenvolvimento de iniciativas de cooperação científica e académica, com o objectivo de transformar um universo de cerca de 52 milhões de estudantes, 4,5 milhões de professores e 8.700 instituições de ensino superior num espaço de cooperação mais estreita. Este documento será encaminhado aos chefes de Estado e de Governo, tendo em vista os próximos encontros políticos internacionais, incluindo a XXX Cimeira Ibero-Americana, este mês, e a Cimeira UE,CELAC prevista para 2027. Prioridades da cooperação académica A Declaração da Maia realça que o ensino superior, a ciência, a tecnologia e a inovação devem ocupar um lugar central nas relações entre a Europa, a América Latina e as Caraíbas. O documento sublinha que “a cooperação académica não pode limitar-se à mobilidade de estudantes e docentes, por mais importante que esta seja”, apontando também para a investigação conjunta, a formação avançada, a partilha de conhecimentos e o reforço das capacidades científicas e institucionais. Os signatários afirmam que “os grandes problemas globais exigem respostas conjuntas”, identificando áreas prioritárias como as alterações climáticas, a transição energética, a protecção dos oceanos, a sustentabilidade dos recursos naturais, a saúde e a segurança alimentar. Entre as prioridades para reforçar a colaboração contam-se o desenvolvimento de redes internacionais de investigação, projectos científicos conjuntos e a cooperação na formação doutoral. Outro aspecto central da Declaração é o reconhecimento académico, com o objectivo de facilitar a mobilidade de estudantes entre as regiões, procurando ultrapassar as diferenças entre os sistemas de ensino superior que dificultam o reconhecimento de estudos, períodos de formação e qualificações. Para tal, o documento defende uma maior cooperação entre instituições académicas e autoridades competentes, respeitando as regras nacionais e os mecanismos de garantia da qualidade. A inteligência artificial surge também como área de cooperação, especialmente nos domínios da ética, da formação de docentes e da integridade académica. Da comunidade académica aos decisores políticos A Declaração da Maia procura dar continuidade a um processo iniciado na cimeira de Santiago do Chile em 2013, propondo que as primeiras iniciativas avancem através dos programas e mecanismos de cooperação já existentes, em paralelo com a preparação de um acordo mais abrangente de integração académica entre as duas regiões. O director executivo da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP) e coordenador-geral da VII Cimeira Académica, Miguel Copetto, afirmou: fazer avançar o Espaço Comum Euro-Latino-Americano e Caribenho de Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação para uma fase de concretização progressiva, assente em iniciativas, responsabilidades e resultados que possam ser acompanhados e avaliados. O Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, numa mensagem em vídeo dirigida à Cimeira, sublinhou a importância de reforçar os vínculos entre as regiões, evocando a decisão de construir um mundo diferente, “assente na cooperação, na confiança e no conhecimento”. No encerramento, o presidente da APESP, António Almeida Dias, considerou que a Declaração da Maia deve constituir um instrumento de diálogo com decisores políticos e uma base para promover compromissos em matérias como a mobilidade, o reconhecimento académico, o financiamento, a ciência e a inovação. A VII Cimeira Académica América Latina e Caraíbas,União Europeia decorreu entre 21 e 23 de Outubro, na Universidade Portucalense e na Universidade da Maia, reunindo cerca de 250 participantes, entre dirigentes de instituições de ensino superior, investigadores e responsáveis políticos. O encontro realizou-se sob o Alto Patrocínio do Presidente da República e foi organizado pela APESP e pelo Fórum Académico Permanente América Latina e Caraíbas,União Europeia. Human Resources