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2024: O ANO DE TODAS AS ELEIÇÕES E DA CONTINUAÇÃO DOS CONFLITOS

NOVO Online

2023-12-30 06:00:11

As principais tendências que prometem marcar o próximo ano são herdadas do que foi 2023, com a manutenção de conflitos armados, tensão geopolítica e a afirmação de novos polos de poder no palco internacional. Isto, no ano de todas as eleições, quando mais de dois milhões de eleitores vão às urnas para escolher lideranças, que poderão contribuir para alterar a ordem vigente No próximo ano, realizam-se eleições nacionais em 60 países, com mais de dois mil milhões de eleitores a serem chamados às urnas para escolher parlamentos, senados, governos e presidentes, incluindo em sete dos dez mais populosos países do planeta, e, também, na União Europeia (UE), num período que se prevê seja marcado pela tensão geopolítica e pela instabilidade, seguindo uma tendência que se tem intensificado desde a pandemia de covid-19. "Será o ano em que mais países terão, pelo menos, um ato eleitoral", diz José Filipe Pinto, professor catedrático da Universidade Lusófona, especialista em Relações Internacionais, apontando que "a importância dessas eleições varia não apenas de acordo com o papel desempenhado por cada um desses países na arena internacional, mas também do tipo de regime vigente". Ou seja, se a reeleição de Vladimir Putin como presidente da Rússia é uma realidade pré-anunciada e, por isso, sem consequências inesperadas, já a corrida presidencial nos Estados Unidos da América (EUA) é, nesta altura, de resultado imprevisível, mesmo antevendo-se uma reedição do embate entre Joe Biden e Donald Trump, em que se invertem os papéis anteriores, com o primeiro a apresentar-se como incumbente e o segundo como challenger, quando em 2020 aconteceu o contrário. "A primeira tendência [para 2024] serão eleições dramáticas e tensas, com a personalização dos candidatos em detrimento da agenda dos partidos a aprofundar-se", considera Tiago André Lopes, professor de Diplomacia e Relações Internacionais da Universidade Portucalense. "O ano começa logo com as eleições em Taiwan, com Lai-Hsiao e Hou Jow a estreitarem a diferença nas sondagens. Antes das presidenciais dos EUA, em novembro, que tendencialmente colocarão [Joe] Biden e [Donald] Trump num novo frente-a-frente, teremos ainda eleições importantes em Portugal, na Índia, Irão, Moçambique, Rússia, UE e Venezuela", acrescenta. Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está, este sábado, dia 30 de dezembro, nas bancas Ricardo Santos Ferreira