BRAGA - INOVAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA NO CENTRO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE BRAGA
2024-01-07 08:02:05

Afirmar como «uma cidade inteligente e moderna», capaz de se afirmar nos planos nacional e internacional pela «inovação» e pela «qualidade de vida». É o propósito central do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável que vai definir o futuro da capital minhota até 2030. O documento, que é votado na reunião camarária desta segunda--feira. A coesão social e a dinâmica cultural são dois pilares centrais do Plano, que surge vocacionado para posicionar Braga como «uma cidade que planeia cuidadosamente o seu caminho rumo a um futuro mais resiliente, inclusivo e equitativo». Para o presidente da Câmara Municipal, a definição do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável 2030 em conjunto com as mais diversas instituições do concelho é a demonstração de que «Braga está empenhada em alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e [que] está a tomar medidas concretas para tornar a cidade mais sustentável, inclusiva e resiliente». Na mensagem que inclui no Plano, Ricardo Rio nota que o documento estratégico que vai nortear o futuro da capital minhota numa época marcada pelos grandes desafios ecológicos só foi possível depois de a maior economia do Minho ter promovido um modelo de desenvolvimento económico que «potenciou a criação de emprego, estimulou o investimento sustentável, disseminou a cultura cosmopolita e contemporâ- nea que atraiu e reteve visitantes e que dinamizou o comércio». «Todo este trabalho foi também fundamental para que Braga fosse reconhecida como uma verdadeira “smart and trendy city” (cidade inteligente e inovadora)», destaca o autarca, vincando que, «adicionalmente, uma verdadeira “smart and trendy city” passa ainda por potenciar os seus índices de qualidade de vida, susten-tabilidade e dinâmica social e cultural». «Este posicionamento estratégico pretende, assim, alinhar Braga às orientações das políticas públicas para a próxima década focadas na inovação e conhecimento, nomeadamente a Estratégia da Europa para o novo ciclo de fundos de coesão e a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável», enfatiza Ricardo Rio. O documento liga «as prioridades de Braga às mega tendências globais e agendas internacionais», numa lógica que alinha a cidade com «a expetativa dos cidadãos» que é «impulsionada por uma consciência crescente sobre a sustentabilidade e qualidade de vida» e que «reforça a necessidade de abordagens inclusivas e ambientalmente saudáveis». É que «um plano estratégico bem executado não apenas impulsiona o desenvolvimento urbano, mas também fortalece a resiliência da cidade face aos desafios emergentes, alinhando-se harmoniosamente com as dinâmicas globais do século XXI», acentua o documento. Assumindo um conjunto de 10 medidas centrais, o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentado 2030 elege o território, a mudança para um modelo de desenvolvimento sustentado e equilibrado, o conhecimento que suporta a mudança, o desenvolvimento da criatividade, a criação de novas competências, e o fortalecimento do papel das empresas municipais como os grandes eixos da sua ação. Aplicação das medidas do Plano de Sustentabilidade vão ser monitorizadas através da realização de um relatório periódico Plano promove a criação de um Laboratório da Inovação para os ODS, garantindo a Braga «soluções inovadoras» que potenciam o surgimento de novos negócios. Município de Braga vai aprovar o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável 2030 na reunião camarária de amanhã. destaque Câmara Municipal de Braga vai usar incentivos fiscais para promover a inovação sustentável e o empreendedorismo responsável. JOAQUIM MARTINS FERNANDES