TUB TÊM O MAIOR FINANCIAMENTO DO PRR ÀS INSTITUIÇÕES DO MINHO
2024-01-22 08:04:05

Braga TUB têm o maior financiamento do PRR às instituições do Minho Os Transportes Urbanos de Braga garantiram o maior apoio financeiro do Plano de Recuperação e Resiliência aprovado para as entidades públicas e privadas da região do Minho. Têm mais de 100 milhões de euros da “bazuca europeia”, que reserva quase 500 milhões de euros a um conjunto de 18 entidades públicas e privadas dos distritos de Braga e de Viana do Castelo, com financiamento superior a um milhão de euros. Os Transportes Urbanos de Braga são a entidade da região do Minho que vai receber o maior apoio financeiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinado às instituições públicas, privadas e do setor social da região do Minho. Os números divulgados pela autoridade de gestão do PRR revelam que as candidaturas validadas até ao dia 10 de janeiro de 2024 reservam quase 457 milhões de euros a um conjunto de 18 entidades dos distritos de Braga e de Viana do Castelo com apoios financeiros superiores a um milhão de euros, sendo que a transportadora municipal de Braga surge na liderança da lista, à frente de instituições como a Universidade do Minho, a Câmara Municipal de Braga, a Câmara Municipal de Guimarães ou a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Qualquer coisa como 100 milhões 19 mil 740 euros é a verba que o Plano de Recuperação e Resiliência têm reservada para os TUB, montante que equivale a mais de 21 por cento dos apoios destinados às entidades minhotas que conseguiram aprovar candidaturas financiadas em mais de um milhão de euros até ao final de 2026. No segundo lufar das entidades minhotas com o maior financiamento assegurado pelo PRR surge a Universidade do Minho (UMinho), que viu o Plano de Recuperação e Resiliência validar-lhe apoios da “bazuca” europeia no montante de 64 milhões 726 mil euros. É praticamente o dobro do financiamento que o Plano de Recuperação e Resiliência atribui à Câmara Municipal de Braga, que até ao dia 10 de janeiro de 2024 tinha garantidos 32 milhões e 165 mil euros do Plano e Recuperação e Resiliência. Apoios já pagos na casa dos 20% Apesar da grandeza dos financiamentos aprovados para o TUB, UMinho e Câmara Municipal de Braga, o PRR tinha liber-tado uma parte muito reduzida dos financiamentos aprovados. Até ao dia 10 de janeiro deste ano, tinham sido pagos 13 milhões 714 mil euros dos quase 65 milhões de euros aprovados para a Universidade do Minho (21 por cento do montante aprovado); 13 milhões dos 100 milhões validados para os Transportes Urbanos de Braga (13 por cento do valor das candidaturas validadas em sede de PRR) e três milhões 718 mil 199 euros das candidaturas aprovadas para a Câmara Municipal de Braga e que têm de ser executadas até ao final de 2026. Ainda no domínio das entidades públicas do concelho de Braga, destaca--se o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência à BragaHabit , Empresa Municipal de Habitação de Braga. A entidade que gere o parque habitacional do Município de Braga conseguiu aprovar financiamento para as candidaturas quer apresentou ao PRR no valor de nove milhões 891 mil 396 euros. Até ao dia 10 de janeiro de 2024, a BragaHabit tinha recebido financiamentos no montante de três milhões 143 mil 294 euros, verba que corresponde a 24 por cento do financiamento aprovado, revela o site da autoridade de gestão do Plano de Recuperação e Resiliência. Taxa de execução dos vários projetos ligados à educação e à ciência está nos 21 por cento Institutos e centros de investigação com financiamento de 133 milhões Os dois institutos politécnicos dos distritos de Braga e de Viana do Castelo e dois centros de investigação de referência do Minho garantiram um financiamento global próximo dos 134 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência. O maior volume de apoios financeiros está reservado ao Instituto Internacional Ibérico de Nanotecnologia, que tem garantidos mais de 51 milhões de euros. O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), o Instituto Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL) e o Centro Tecnológico Têxtil e do Vestuário (CITEVE) garantiram já um financiamento no valor de 133 milhões 649 mil 22 euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). As verbas, que estão validadas pela equipa de gestão do PRR, tinha à data de 10 de janeiro de 2024 uma taxa de execução na casa dos 21 por cento, revela um relatório de monitorização a que o Diário do Minho teve acesso e que precisava que as quatro instituições de ensino superior e investigação e desenvolvimento já executaram 28 milhões 907 mil 218 euros. O maior volume de apoios atribuídos foi para o instituto luso-espanhol sediado em Braga. O INL, que é uma referência mundial na investigação nanotecnológica, garantiu 51 milhões 292 mil 634 euros do PRR, tendo já executado 23 por cento das operações, no valor de 11 milhões 797 mil 306 euros. Para o IPCA, que tem sede em Barcelos e presenças em Braga, Guimarães, Vila Verde, Esposende, Famalicão, o PRR reservou apoios financeiros no valor de 19 milhões 376 mil 948 euros. O Instituto presidido por Maria José Fernandes tinha executado, 10 de janeiro último, 33 por cento das operações, que envolveram verbas de 6 milhões 336 mil e 14 euros. Mais reduzida estava a taxa de execução do CITEVE, que vai encaixar o dobro dos apoios financeiros que o PRR atribui ao IPCA. O Centro Tecnológico com sede em Vila Nova de Famalicão, e que tem sido um dos motores da inovação e do desenvolvimento de produto dos têxteis e vestuário do Ave, assegurou 38 milhões 577 mil 407 euros do Plano de Recuperação e Resiliência. Até meados deste mês estavam executados 8 milhões 965 mil 719 euros, revelou a entidade de gestão do Plano, fazendo saber que a taxa de execução do CITEVE estava nos 23 por cento. Têxtil garante quase 17 milhões Bem mais inferior estava a taxa de execução dos pro- Plano de Recuperação e Resiliência garante 18,56 milhões de euros à Câmara de Guimarães, 7 milhões à Câmara de Famalicão e reserva 13,4 milhões à Câmara de Melgaço. Pormenores Santa Casa da Misericórdia de Braga assegurou apoio financeiro de 3 milhões 720 mil 530 euros do PRR e até ao dia 10 de janeiro deste ano tinha executado um milhão 116 mil 159 euros (30%). Centro Social do Vale do Homem tem apoios do PRR no valor de 5 milhões 449 mil 973 euros e já executou 1,29 milhões (24%). jetos assumidos pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo. A escola de referência do ensino superior para os concelhos do Alto Minho foi financiada com um pacote financeiro de 24 milhões 407 mil 237 euros do Plano de Recuperação e Resiliência. Até ao dia 10 de janeiro deste ano estava executados um milhão 808 mil 179 euros, verba que traduz uma taxa de execução de 7 por cento. No setor puramente empresarial, a empresa têxtil Riopele, de Vila Nova de Famalicão, surge destacada com um financiamento do PRR no valor 16 milhões 661 mil 239 euros. Até ao dia 10 de janeiro deste ano, a têxtil tinha executado um milhão 541 mil 240 euros, ou seja 9 por cento. BRAGA P.04-05 Transportadora de Braga assegurou 100 milhões dos 457 milhões de euros que o PRR reserva às 18 entidades do Minho com apoios superiores a um milhão de euros. ADMoiAs NgrHupÃos privados dos setores da construção civil e dos têxteis garantem apoios de quase 37 milhões de euros. Destaque Construção do BRT garante aos Transportes Urbanos de Braga o apoio do PRR a entidades públicas e privadas do Minho dst garante 20 milhões Duas empresas da dst group, com sede no concelho de Braga, garantiram apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) num valor superior a 20 milhões de euros. Os dados publicados pela autoridade de gestão do PRR dão conta que, até ao dia 10 de janeiro de 2024, a construtora dst tinha garantido um financiamento do PRR no valor de 14 milhões 39 mil 539 euros. A esse financiamento acresce um apoio financeiro de 6 milhões 263 mil 239 euros à Bysteel, uma outra empresa do grupo. Instituto Internacional Ibérico é um dos centros de investigação mais avançados na área das nanotecnologias Vizela na frente A Câmara Municipal de Vizela tem a taxa de execução mais elevada do Minho. Até 10 de janeiro deste ano executou 4,16 milhões de euros, verba que corresponde a 85 por cento do financiamento total do PRR. JOAQUIM MARTINS FERNANDES