OBRA DE FÁBRICA PARA HIDROGÉNIO DO METROBUS COMEÇA EM ABRIL
2024-01-28 20:28:03

Porquê autocarros a hidrogénio verde e não elétricos? "Os elétricos têm um problema de autonomia", diz o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Tiago Braga, sobre a escolha de "combustível" para alimentar a frota que vai operar o metrobus entre a Avenida da Boavista, a Praça do Império e a Anémona. Será "o primeiro modelo de transporte a 360 graus", garante, já que será também construída uma fábrica de hidrogénio no Porto, evitando a compra deste gás no mercado. Essa obra arranca nas estações de recolha da STCP em três meses. A questão da autonomia, nota Tiago Braga, está relacionada com a lotação. Isto porque, adianta, estender a autonomia dos autocarros elétricos significa adicionar mais baterias, o que representaria um aumento de peso do próprio autocarro. Ou seja, perante a tara máxima do veículo, o número possível de pessoas a transportar diminuía. O sistema funcionará através da energia produzida por painéis fotovoltaicos. "Aproveitando as instalações da STCP e as coberturas de Francos, da Areosa e da Via Norte - estamos a falar de uma capacidade máxima de 55 metros quadrados de painéis instalados -, vamos produzir energia elétrica primária de uma fonte renovável nova. Esta comunidade energética vai abastecer os eletrolisadores, que produzirão hidrogénio. Vamos armazená-lo e ter uma unidade de spencers para fornecer hidrogénio, numa primeira fase a 350 mbar [unidade de pressão]. Numa segunda fase, será escalável para veículos ligeiros", clarifica Tiago Braga, sublinhando "o excedente" de gás que se registará. "Vamos ser totalmente independentes do mercado. A ameaça dos custos deixa de existir e com o excedente ainda podemos beneficiar, vendendo esse hidrogénio ou injetando na rede de gás natural", especifica. O consórcio que venceu o concurso para a infraestrutura de produção de hidrogénio junta as empresas PRF, Caetano BUS, BrightCity, DST Solar e Dourogás Natural. A adjudicação foi formalizada em outubro, por 29,5 milhões de euros. Tiago Braga, presidente da Metro do Porto Adriana Castro