PORTUGUESA EUPAGO COMPRA PAGAQUI À BRITÂNICA TEYA
2024-02-02 06:00:20

Com a expansão da sua presença aos pontos físicos, o grupo liderado por José Veiga e Telmo Santos pretende tornar-se o principal operador de “pagamento de contas” em Portugal, estimando investir 2,5 milhões de euros nos próximos três anos, no aumento da rede Pagaqui de 2,5 mil para 8 mil pontos de venda, sobretudo no interior. Três anos depois de ter sido comprada pela SaltPay, empresa britânica que mudou entretanto de nome para Teya, a Pagaqui acaba de ser comprada pela portuguesa Eupago, que se apresenta como "líder nacional" no setor de pagamentos eletrónicos. "A Eupago adquiriu a Pagaqui para fortalecer a sua posição no mercado de pagamentos, expandindo a sua presença aos pontos físicos", revelou ao Negócios o presidente da "fintech" com sede no Porto. "Com esta aquisição, a Eupago e a Pagaqui pretendem tornar-se o principal operador de billpayments [pagamento de contas] em Portugal, pelo que vamos investir 2,5 milhões de euros em três anos na expansão da rede Pagaqui para mais de oito mil pontos de venda", sinalizou José Veiga. A "fintech" agora adquirida detém uma rede de 2.500 pontos de venda, distribuídos por lojas, quiosques, cafés, pastelarias e papelarias. "A médio e longo prazo, o foco é solidificar a presença em áreas rurais, muitas vezes esquecidas pela banca, e desenvolver novos produtos e serviços financeiros, e aumentar a quota de mercado em Portugal", adiantou Veiga. Já com parcerias estabelecidas com juntas de freguesia, a Pagaqui deverá expandir estas colaborações para um nível distrital, incluindo as ilhas, nos próximos três anos. 8.000POSTOS DE VENDA O novo dono pretende investir 2,5 milhões de euros no aumento da rede Pagaqui de 2,5 mil para 8 mil pontos de venda em três anos. "Democratização dos meios de pagamentos em Portugal "Este esforço tem como objetivo assegurar que comunidades de locais como, por exemplo, Juromenha, no Alentejo, tenham as mesma opções de pagamento e serviços financeiros que as grandes cidades como Lisboa ou Porto", realçou Veiga. Segundo o CEO do grupo Eupago, este plano de expansão não significa apenas um crescimento de mercado: "É um passo em direção à verdadeira democratização dos meios de pagamento em Portugal, garantindo igualdade de acesso a todos, independentemente da sua localização", enfatizou, não querendo revelar o valor da aquisição da Pagaqui. Constatando que a distribuição de pontos de pagamento em Portugal é mais densa no litoral, refletindo o maior desenvolvimento e densidade populacional destas áreas em comparação com o interior, a estratégia da Pagaqui para os "próximos cinco anos" está focada em reverter a disparidade. "Esta expansão visa promover a inclusão financeira e facilitar o acesso a serviços essenciais para as comunidades mais afastadas dos centros urbanos", concluiu o gestor que lidera o grupo Eupago em conjunto com Telmo Santos. A empresa, através da Pagaqui, prevê obter autorizações regulamentares para oferecer uma gama mas ampla de serviços, incluindo ser promotor de serviços bancários e agente de envio de remessas para o estrangeiro. A Pagaqui , "fintech" que geriu o IVAucher , "durante o ano de 2023 processou cerca de três milhões de transações, o que representou um volume de cobranças (TPV) de cerca de 100 milhões de euros". A Eupago, que faturou 15 milhões de euros em 2023 e tem "cerca de 17 mil contas ativas em Portugal e 3.500 em Espanha", emprega 32 pessoas, às quais se juntam agora as 24 da Pagaqui, com o novo dono a prever aumentar a equipa "para 35 em dois anos". A soma das duas deverá gerar "uma faturação de 22 milhões de euros em 2024". Rui Neves ruineves@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2024 às 22:05