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PAGAMENTO - EUPAGO FECHA COMPRA DA PAGAQUI A BRITÂNICOS

Negócios

2024-02-02 08:03:05

EMPRESAS FINTECH Portuguesa Eupago compra Pagaqui à britânica Teya Com a expansão da sua presença aos pontos físicos, o grupo liderado por José Veiga e Telmo Santos pretende tornar-se o principal operador de "pagamento de contas" em Portugal, estimando investir 2,5 milhões de euros nos próximos três anos, no aumento da rede Pagaqui de 2,5 mil para 8 mil pontos de venda, sobretudo no interior. ruineves@negocios.pt Três anos depois de ter sido comprada pela SaltPay, empresa britânica que mudou entretanto de nome para Teya, a Pagaqui acaba de ser comprada pela portuguesa Eupago, que se apresenta como "líder nacional" no setor de pagamentos eletrónicos. "A Eupago adquiriu a Pagaqui para fortalecer a sua posição no mercado de pagamentos, expandindo a sua presença aos pontos físicos", revelou ao Negócios o presidente da "fintech" com sede no Porto. "Com esta aquisição, a Eupago e a Pagaqui pretendem tornar-se o principal operador de billpayments [pagamento de contas] em Portugal, pelo que vamos investir 2,5 milhões de euros em três anos na expansão da rede Pagaqui para mais de oito mil pontos de venda", sinalizou JoséVeiga. A"fintech" agora adquirida detém uma rede de2.500pontos de venda, distribuídos por lojas, quiosques, cafés, pastelarias e papelarias. "A méd io e longo prazo, o foco é solidificar a presença em áreas rurais, muitas vezes esquecidas pela banca, e desenvolver novos produtos e serviços financeiros, e aumentar a quota de mercado em Portugal", adiantou Veiga Já com parcerias estabelecidas com juntas de freguesia, a Pagaqui deverá expandirestas colaborações para um nível distrital, incluindo as ilhas, nos próximos três anos. "Democratização dos meios de pagamentos em Portugal "Este esforço tem como objetivo assegurar que comun idades de locais como, por exemplo, Jurome-nha, no Alentejo, tenham as mesma opções de pagamento e serviços financeiros que as grandes ci-dades como Lisboa ou Porto", realçou Veiga Segundo o CEO do grupo Eupago, este plano de expansão não significa apenas um crescimento de mercado: "E um passo em direção à verdadeira democratização dos meios de pagamento em Portugal, garantindo igualdade de acesso a todos, independentemente da sua local ização", enfatizou, não querendo revelar o valor da aquisição da Pagaqui. Constatando que a distribuição de pontos de pagamento em Portugal é mais densa no litoral, refletindo o maior desenvolvimento e densidade populacional destas áreas em comparação com o interior, a estratégia da Pagaqui para os "próximos cinco anos" está focada em reverter a disparidade. "Esta expansão visa promover a inclusão financeira e facilitar o acesso a serviços essenciais para as comunidades mais afastadas dos centros urbanos", concluiu o gestor que lidera o grupo Eupago em conjunto com Telmo Santos. A empresa, através da Pagaqui, prevê obter autorizações regulamentares para oferecer uma gama mas ampla de serviços, inclu indo ser promotor de serviços bancários e agente de envio de remessas para o estrangeiro. A Pagaqui "fintech" que geriu o I VAucher - "durante o ano de 2023 processou cerca de três milhões de transações, o que representou um volume de cobranças (TPV) de cerca de 100 milhões de euros". A Eupago, que faturou 15 milhões de euros em 2023 e tem "cerca de 17 mil contas ativas em Portugal e 3.500 em Espanha", emprega 32 pessoas, às quais se juntam agora as 24 da Pagaqui, com o novo dono a prever aumentar a equipa "para 35 em dois anos". Asoma das duas deverá gerar "uma faturação de 22 milhões de euros em 2024". PERGUNTAS A JOSÉ VEIGA Presidente do grupo Eupago "Pagaqui surge como solução essencial no povoamento do interior de Portugal" O CEO do grupo Eupago, que acaba de adquirir a Pagaqui, revela alguns dos "serviços altamente inovadores, nunca antes acessíveis aos consumidores fora das suas capitais de distrito", que esta "fintech" vai prestar. Qual o papel que a Pagaqui pretende ter no interior do país? A Pagaqui surge como uma solução essencial no povoamento do interior de Portugal, onde a redução dos serviços bancários e o encerramento de estações dos correios obrigam as populações a grandes deslocações para aceder a serviços financeiros básicos. Na Pagaqui, vai iniciar-se o processo de autorização junto das entidades reguladoras, para prestar serviços altamente inovadores nunca antes acessíveis aos consumidores fora das suas capitais de distrito. Quais serviços? Dê exemplos... Renovação do Cartão de Cidadão ou da carta, depósitos bancários, levantamento de numerário, envio de remessas para o estrangeiro... Ao estabelecer mais de cinco mil novos pontos de serviço nestas áreas, a Pagaqui não só oferece uma alternativa conveniente e acessível para pagamento de contas e outros servi-ços financeiros, mas também contribui para a revitalização destas comunidades, assegurando o acesso a serviços essenciais e promovendo a inclusão financeira em regiões menos servidas. Há mais lacunas no interior do país que a Pagaqui pretende colmatar? Ao disponibilizar serviços de pagamento de contas e outras transações financeiras, a Pagaqui não só oferece uma alternativa prática e acessível para as necessidades financeiras básicas, mas também compensa a perda de um ponto de interação social importante para as comunidades. Especialmente relevante para as populações mais idosas ou menos familiarizadas com a tecnologia, a Pagaqui substitui de forma eficiente as funcionalidades de uma caixa multibanco, restabelecendo assim a acessibilidade e a conveniência dos serviços financeiros nas áreas mais afetadas por estes encerramentos. Numa era em que a digitalização é predominante, a Pagaqui traz calor humano e proximidade ao processo, algo cada vez mais raro e valioso. A Eupago une o melhor dos dois mundos: a eficiência do digital e a necessidade e a proximidade do "offline". Qual a estratégias para as "utilities"? A estratégia passa pelo estabelecimento de relacionamentos diretos de serviços de "utilities", sobretudo no âmbito regional. Ao prestar um serviço de assistência no pagamento, garantimos que nenhum setor populacional fica desfavorecido. As integrações desejadas correspondem aos serviços de bens de primeira necessidades, tais como pagamento de água, eletricidade, internet, entre outros. EMPRESAS 18 e 19 8.000 PONTOS DE VENDA 0 novo dono pretende investir 2,5 milhões de euros no aumento da rede Pagaqui de 2,5 mil para 8 mil pontos de venda em três anos. Com a aquisição da Pagaqui, o grupo Eupago, que tem sede no Porto, emprega agora 56 pessoas. Na Pagaqui, vai iniciar-se o processo de autorização junto das entidades reguladoras para prestar serviços altamente inovadores nunca antes acessíveis aos consumidores fora das suas capitais de distrito. RUI NEVES