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UMINHO ASSINALA 50 ANOS COM DESFILE PELAS RUAS DE BRAGA

Diário do Minho

2024-02-15 07:02:08

Rita Cunha Para assinalar meio século de atividade, a Universidade do Minho preparou um programa que recorda o passado, afirma o presente e projeta o futuro. O vasto leque de atividades já vem sendo concretizado de há um ano a esta parte e continuará até fevereiro de 2025. Exposições, conferências, lançamentos e espetáculos musicais fazem parte das iniciativas pensadas pela Comissão Comemorativa presidida por João Cardoso Rosas, que se referiu ao programa como «muito diversificado» e que «espelha o que a UMinho é hoje: grande, diversa e complexa internamente». «Por isso, este programa também tinha de ser longo e diversificado», salientou. Segundo o docente, este é um programa que «tem momentos de celebração» mas que conta com um fio condutor, que é a música, no sentido de permitir às pessoas «estarem juntas e partilharem uma linguagem universal». Espetáculos de teatro e de performance e momentos de reflexão foram igualmente destacados ontem, na apresentação desta comemoração. O facto de este programa envolver toda a comunidade e não só membros da academia foi enaltecida. «A UMinho tem uma grande relação com o meio, com as empresas e outras entidades da sociedade civil e essa relação está plasmada nestas comemorações (...). A UMinho é uma universidade aberta ao território em que está implantada, aberta ao país e ao mundo», sublinhou João Cardoso Rosas. O reitor da UMinho salientou que este é «um momento importante e simbolicamente muito relevante para a universidade». «Foram 50 anos de atividade que permitiram tornar a UMinho numa universidade maior no sistema de ensino superior em Portugal e uma universidade com uma afirmação cada vez maior também no contexto internacional», referiu. Segundo o responsável, esta comemoração assenta em três objetivos fundamentais: «o da memória, a recordação daquilo que foi o percurso da universidade, das pessoas e os resultados dessa atividade; um momento de reflexão sobre o presente e os desafios; e a projeção de futuro, o que é que queremos que a universidade seja nas próximas décadas». Programa com pontos altos amanhã e sábado Um dos pontos altos do programa, pelo simbolismo que representa, acontece já este sábado, 17 de fevereiro, dia no qual, em 1974, tomaram posse o primeiro reitor da Universidade do Minho, Carlos Lloyd Braga, e a Comissão Instaladora da altura. Tendo por base a cerimónia que aconteceu há precisamente 50 anos, e que está registada em vídeo, será recriado o cortejo desde o Arco da Porta Nova até ao edifício da Reitoria da UMinho. Para Rui Vieira de Castro, este «será um momento de grande festa e de imensa alegria para esta comunidade universitária que tem protagonizado um projeto que foi essencial para o desenvolvimento da nossa região e do nosso país». O desfile antecede a sessão solene na Reitoria, às 10h30, e que contará com as presenças da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato; do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro; e do secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Nuno Teixeira. A cerimónia contempla ainda a entrega de prémios e distinções a membros da academia minhota. Para a parte da tarde está reservada, às 15h00, a inauguração da exposição itinerante “Universidade do Minho: 50 anos a reinventar a educação e o conhecimento”, no Largo do Paço, e que passará por vários concelhos. Mas as comemorações começam já amanhã, dia 16, com a apresentação da Biblioteca Digital da UMinho, às 11h00. Pelas 15h00, tem início o Fórum + Educação Superior “Caminhos de Sucesso no Ensino Superior” e às 18h00, é inaugurado o mural “Os nossos rostos – 50 Anos UMinho”. As iniciativas desta tarde decorrem no campus de Gualtar. Já o 1.º Concerto comemorativo do 50.º aniversário pela Orquestra da UMinho acontece às 22h00, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Este concerto repete no dia seguinte, às 21h30, no Theatro Circo, em Braga. A programação estende-se ao longo de todo o ano. Em março, é lançado o estudo “A UMinho e a transformação da região” e, em abril, decorrem a conferência “As novas universidades no contexto da democratização portuguesa” e a meia-maratona por estafetas “De Guimarães a Braga”. Em maio, é apresentado o livro “(E)vidência futura” e, em junho, destaque para a Festa do Cinquentenário e Festival de Performance na Casa de Monção. Em julho, realiza-se a Conferência Anual da Arqus; em setembro o “Cool Campus 2.0”; e em outubro são apresentadas novas esculturas nos dois campi. Para novembro está agendado o XXIII Encontro de Reitores do Grupo Tordesilhas e, para dezembro, a conferência “A Universidade do Minho – Os próximos 50 anos”. Reitor deseja «condições» para que a UMinho «possa exprimir todo o seu potencial» Que sejam «criadas condições» para que a universidade «possa exprimir todo o seu potencial». Este foi o desejo manifestado pelo reitor da Universidade do Minho, ontem, numa altura em que a academia está prestes a assinalar 50 anos. Falando sobre o «desequilíbrio orçamental» que já está «identificado» e que prejudicou a UMinho ao longo de uma década, Rui Vieira de Castro exige que, agora, «o processo de convergência seja prosseguido no futuro pelo Governo em funções, seja ele qual for». «Os passos destes dois anos não podem ser senão continuados. Não reivindicamos nenhum tratamento especial, mas que seja reposta a justiça e que o financiamento tenha correspondência na intensidade da atividade da universidade. Infelizmente, não foi o que aconteceu durante uma década», lamentou. Sobre o futuro, o reitor disse que a universidade tem «metas claras». Entre estas, destaca a ambição de «estar cada vez mais empenhada na formação das pessoas que já estão no ativo». Segundo Rui Vieira de Castro, este é um trabalho que já tem sido feito, contando atualmente a UMinho com mais de 60 cursos que não têm grau mas permitem aprofundar competências. Numa outra dimensão, o reitor destacou a produção científica da UMinho. «Queremos reforçar essa dimensão aproximando-nos dos níveis de desempenho das universidades europeias. Esta aposta numa investigação de cada vez maior qualidade é, para nós, central», disse. A tudo isto, Rui Vieira de Castro acrescentou a vontade de «alargar a rede de relações» que permita «criar condições para as pessoas que graduamos». Ao longo de 50 anos, a Universidade do Minho conferiu mais de 50 mil diplomas de graduação, um número que tem «crescido muito», em particular na última década. Atualmente, conta com 12 escolas e institutos, 30 unidades de investigação, 27 centros avaliados com “excelente” ou “muito bom”, 13 laboratórios colaborativos e 9 associados, 12 unidades de interface, 48 spin-offs, 11 Unidades Culturais e Diferenciadas. Possui um total de 21 mil estudantes, dos quais 2400 estrangeiros, 1900 de doutoramento, 13.022 de licenciatura e mestrado integrado, 4910 de mestrado e 1700 de doutoramento. A estes juntam-se mais de 360 investigadores, 1747 professores e investigadores e 737 técnicos ou administrativos. zet gallery e dst cedem obras de arte à UMinho A zet gallery e o dstgroup vão ceder duas obras de arte à Universidade do Minho – campus de Braga e de Guimarães – no âmbito das comemorações dos seus 50 anos, resultado de uma Open Call que determinou como vencedores o coletivo de artistas constituído por Fernando Maia, Filipe Mendes, Marta Lima e Rui Ferro, com a obra “Calçada para o Conhecimento”, bem como Volker Schnütggen, com a obra “Common Home”. O júri, composto por um representante da zet gallery, Helena Mendes Pereira, outro da Universidade do Minho, António Gonçalves, e a artista visual Sandra Baía, analisou as propostas e selecionou os dois melhores projetos, num total de 70 participações de todo o mundo, desde Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, Brasil, Chile, Turquia, Roménia, Irão, China ou Japão. A cada uma das obras, destinadas ao Campus de Gualtar, em Braga, e ao Campus de Azurém, em Guimarães, será atribuído um apoio de 15 mil euros. A zet gallery terá a seu cargo a produção e a implementação das obras de arte, devendo o vencedor acompanhar, ativamente, todo o processo de produção e de implementação, bem como fornecer todas as informações técnicas necessárias à sua correta produção e implementação. A decisão do júri teve em conta a adequação do portfólio do candidato à proposta, a originalidade, qualidade estética e materiais e recursos escolhidos. »O júri elogia a quantidade e a diversidade de propostas, que permitiram pensar a história e o futuro da Universidade do Minho, revelando diferentes soluções técnicas e formais», revelou Helena Mendes Pereira. Ainda no âmbito das comemorações dos 50 anos da UMinho, Helena Mendes Pereira é curadora, com o apoio do dstgroup, da exposição “50 anos e um futuro feito de mundo”, que inaugura no campus de Gualtar, no dia 16 de fevereiro, às 18h00.