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IMOVENDO REFERE QUE QUEIXAS AOS BANCOS SUBIRAM 17 POR CENTO NO ANO PASSADO

Diário de Aveiro

2024-02-20 08:03:03

Inquérito Portal imobiliário acredita que a principal causa assenta na subida dos juros. Reclamações aumentaram para mais de 7.000 face a 2022 No ano passado, os portugueses queixaram-se mais junto dos seus bancos, anunciou, ontem, a Imovendo, depois de um inquérito realizado junto de 14.749 compradores, proprietários e consultores imobiliários, entre os dias 5 e 9 deste mês. As queixas subiram 17 por cento, para mais de 7.000 face a 2022, e o portal imobiliário acredita que a prin cipal causa assenta na subida dos juros. A imobiliária adianta que, para além dos juros, outras causas estão a justificar este aumento, como a falta de transparência dos contratos e inflexibilidade dos bancos, já que metade dos portugueses atribuem à bonificação dos juros e à prestação fixa uma garantia de estabilidade financeira. O inquérito revela que 79,5 por cento dos inquiridos diz que, em 2023, houve quebras sucessivas no financiamento e que, quando as taxas de juro aumentam, 71,7 por cen - to dos inquiridos considera que a opção dos proprietários dos imóveis é renegociar o crédito, contrastando com os 17,4 por cento que dizem que o caminho comum é colocar a casa à venda. Com a dificuldade assumida de acesso ao crédito habitação, a maioria (57,8 por cento) acredita que vai haver mais casas à venda, enquanto 17,8 por cento afirma que o número das vendas será idêntico e apenas 13,3 por cento prevê uma redução do número de imóveis no mercado. No que toca ao preço das casas, os portugueses dividem-se. Há 40 por cento que acha que o valor vai baixar, 35,6 por cento acredita numa estabilização, 15,6 por cento não pre vê consequências e apenas 8,9 por cento diz que vão aumentar. A destacar ainda o facto de a maioria dos inquiridos (67,8 por cento) defender também que as taxas de ju ro vão baixar, mas continuarão demasiado altas, enquanto 15,3 por cento não acredita na sua diminuição, «o que demonstra o desalento dos portugueses na dura realidade imobiliária que o país atravessa», re fere a Imovendo. «Verificou-se que a maioria dos portugueses (65,1 por cento) evidencia que 2023 foi um mau ano para comprar casa, pelo que esperemos que 2024 reverta esta tendência, traduzindo-se em mais e melhores condições de habitação para os cidadãos», conclui Miguel Mascarenhas, CEO da Imovendo. «Os bancos não apresentam soluções razoáveis de renegociação»; «a incerteza das políticas para habi - tação retrai a decisão de vender e/ /ou comprar. A crise gerada pela inflação também não ajuda»; «o pacote Mais Habitação trouxe instabilidade ao mercado imobiliário. Foi prejudicial». Estas são algumas das queixas registadas. | Falta de transparência dos contratos é apresentada como justificação