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NOVA FÁBRICA DA DST CRIARÁ 80 POSTOS DE TRABALHO

Diário de Coimbra

2024-02-26 09:06:05

Parque Industrial Empresa de Braga investe 25 milhões de euros numa unidade de pré-fabricados em betão que promete revolucionar a construção modular O grupo Domingos da Silva Teixeira (DST) SA adquiriu 21 lotes no Parque Industrial e Empresarial da Figueira da Foz para instalar, já no próximo ano, uma inovadora fábrica de vigas e painéis em betão armado. Com projeto de impressão 3D em betão, forte componente de robotização e aposta na inteligência artificial também para as áreas de gestão e logística, o investimento ascende a 25 milhões de euros, suportados em apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Ontem, na cerimónia de assinatura do contrato-promessa de compra e venda com o Município, o presidente do Conselho de Administração da empresa, José Gonçalves Teixeira adiantou que a construção deve arrancar ainda este ano e que o objetivo é ter 80 pessoas a trabalhar na nova unidade. A empresa, que ganhou a única agenda mobilizadora do PRR para a construção modular, quer contribuir para uma rápida e consolidada mudança de paradigma nesta área, de acordo com a apresentação ontem feita pelo responsável, na Casa do Paço. «Ao nível da construção, somos hoje um carro térmico e o que a Figueira da Foz vai passar a ter, no âmbito da agenda mobilizadora para a construção modular, é o carro elétrico da construção», comparou o empresário. «Estamos em fase de estudo prévio, mesmo à espera de arrancar com o projeto de execução e projetos de especialidade e existe aqui um bom acolhimento do investimento», referiu o empresário aos jornalistas, prevendo arrancar com a obra «antes do fim do ano» e conclui-la em cerca de seis meses. No que se refere a postos de trabalho, esta que é a primeira unidade fabril da DST Engenharia e Construção fora da zona de Braga (onde está a sede) terá uma forte componente mecanizada, apostando em mão de obra especializada, com engenheiros projetistas, arquitetos, designers, técnicos e operadores. «Vamos apostar nos técnicos superiores profissionais, queremos inventar novas profissões», avançou José Gonçalves Teixeira, notando que essa é precisamente uma das vocações do projeto na agenda mobilizadora. «A inteligência artificial não vai acabar com o trabalho, vai criar novas profissões», reparou. O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, sublinhou a importância do investimento e, sobretudo, «a componente de investigação e inovação» que o projeto traz, contribuindo para uma «cidade mais distinta e competitiva». José Gonçalves Teixeira e Pedro Santana Lopes assinaram contrato de compra e venda dos lotes onde se instalará unidade Andrea Trindade