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"A MAIOR AMBIÇÃO DO PAÍS DEVIA SER A DO CRESCIMENTO"

Negócios

2024-03-05 09:09:03

co da simpatia e da empatia, que são essenciais nas relações sociais porque "funcionam, têm um valor económico e constroem-se". Responsabilidade em vez de líder Não gosta da palavra líder, prefere falarem responsabilidade de gerir a empresa e os projetos hoteleiros, que considera mais importantes do que a própria empresa, refere Margarida Almeida, CEO da Amazing - Gestão de Hotéis. Foi a personalidade inspiradora no turismo na l. a edição do Portugal Inspirador. Asua forma de gestão passa "pelo exemplo, nunca achar que o sucesso está garantido, porque a 1 inha entre o sucesso e o insucesso é muito ténue. O insucesso faz parte do sucesso, só não queremos que pequenos insucessos se transformem em grandes", defendeu Margarida Almeida Acrescenta que quem tem a responsabilidade de gerir as empresas deve ter e fazer as pessoas felizes a trabalhar. "Não quero pessoas infelizes a trabalhar nas organizações em que sou responsável." Na sua opinião, "é importante fazer todos os dias mais, gostar do que se faz, explicar que maravilhoso que é trabalhar, faz parte da essência do ser humano, mas também é fundamental que as pessoas tenham tempo para as suas atividades pessoais, estarem em descanso, nas férias, ou nas licenças de maternidade sem serem incomodadas pela empresa", salienta Margarida Almeida. A Amazing - Gestão de Hotéis é uma empresa de gestão independente, que tem 50 pessoas, mas gere 600 em 23 operações hoteleiras e tem mais 16 em desenvolvimento. Começou a sua atividade em plena crise da troika e nessa altura, como disse numa entrevista, teve de fazer "a transformação de hotéis maus em bons hotéis". Refere que foi a inspiração de uma financeira internacional que a fez entrar neste negócio quando lhe pediu para apresentar uma proposta de gestão de alguns ativos hoteleiros em Portugal.» Os eixos, os prémios e os jurados Este ano, o prémio tem dois eixos - não candidatável e candidatável - e seis categorias, sendo atribuídos 21 prémios a empresas e a pessoas inspiradoras em seis áreas. A 2. a edição do Prémio Portugal Inspirador vai reconhecer e dar visibilidade às empresas que atuam em território nacional e que se destacam pela sua capacidade de criar emprego, dinamizar o mercado, inovar, potenciar o desenvolvimento económico e que mais contribuem globalmente para o crescimento da economia nacional. Na edição de 2024, o Prémio Portugal Inspiradoréconstituído por dois eixos e seis categorias. No Eixo Não Candidatável mantém o princípio da premiação por desempenho e o modelo da primeira edição. As empresas são selecionadas com base em dados cedidos pela Informa D&B e nos critérios predefinidos pela Accenture em cinco setores: Agricultura, Indústria, Internacionalização, Tecnologia e Turismo. Os principais critérios, ponderados por cada um dos setores, são o crescimento e a qualidade do negócio, o impacto na sociedade, a inovação e a exportação. Cada um dos júris elegerá os vencedores nas grandes empresas, nas pequenas e médias empresas, e, ainda, as personal idades inspiradoras destes cinco setores. Agrande novidade desta 2. a edição é a criação da categoria de Sustentabilidade, que vai ser aberta a candidaturas que se iniciarão em Março de 2024 através de um formulário no site Portugal Inspirador (portugalinspirador.negocios.pt). Esta categoria do Eixo Candidatável vai distinguir startups e scaleups que se destaquem pelo seu compromisso sustentável. Nesta categoria, é a Nova SBE a responsável pela análise das candidaturas e pelos critérios de avaliação, que passam pelo impacto na sociedade, o nível de maturidade do negócio e o potencial de crescimento e a inovação. O júri selecionará de forma igualitária três startups e três scaleups. O Prémio Portugal Inspirador mantém a sua missão de destaque às empresas que desempenham um caminho de excelência, de responsabilidade e de impacto positivo na sociedade. O Prémio Portugal Inspirador pretende criar ambição, reconhecer e celebrar as boas histórias e as excelentes empresas e empresários que fazem a diferença. OPortugal Inspirador pretende ser "inspirador num país em que falta ambição. O prémio é uma oportunidade de dar visibi-1 idade a estes empresários e a estas empresas para poderem inspirar este país a ter uma ambição maior, que é a do crescimento", referiu Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Portugal. O prémio Portugal I aspirador é uma iniciativa do Santander de Portugal eda Medialivre, com o Jornal de Negócios, o Correio da Manhã e a CMTV, e em parceria com a Informa D&B, a Accenture e a Nova SBE. "Estamos a falar de empresas que conseguem atrair talento, inovar, investem em I&D, que se querem internacionalizar e ser grandes", referiu Pedro Castro e Almeida. Salientou que há vinte anos, por causa da tecnologia mais global, uma pequena e média empresa pode transformar-se em grande empresa em três a sete anos, quando no passado demorava uma a duas gerações. "Este prémio também se destina a reconhecer e a celebrar, que é uma coisa que se faz pouco, as boas histórias que temos e as excelentes empresas e empresários que fazem a diferença", disse Pedro Castroe Almeida Na sua opinião, o prémio "não deixa de ser também um desafio ao status quo empresarial, económico e político em Portuga] através destes exemplos". Este prémio também ajuda o Santander a sair de dentro "deste nosso autossucesso, que parece muitas vezes que é feito sozinho, para termos mais proximidade com os nossos cl ientes e aprender muito com o que fazem e com o exemplo que nos dão estes empresários e estas empresas". Plataformas de divulgação "E crucial para o futuro da nossa economia e da nossa sociedade saber promover e dinamizar o potencial inspirador de Portugal, o que é vál ido para o tecido empresarial, para a criação de riqueza e para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores portugueses e da sociedadeemgeral",considen u Luís Santana, CEO da Medialivre. A história e a cultura de Portugal mostram um exemplo de resiliência e de inovação ao longo dos tempos. "Hoje mais do nunca testemunhamos o renascimento económico em Portugal impulsionado por empresas e pessoas empreendedoras. Temos visto o surgimento de empresas, associações e de outras entidades que são exemplares. Não procuram só o sucesso financeiro, mas estão comprometidas com práticas empresariais éticas, sendo entidades responsáveis e socialmente conscientes. Estas organizações com propósito geram riqueza, contribuem para o desenvolvimento sustentável do país e para o bem-estar dos cidadãos", sublinhou Luís Santana. As empresas que sejam galardoadas com o Prémio Portugal Inspiradorpoderão aceder a"uma plataforma única para partilhar os seus planos de sucesso, as suas práticas empresariais inovadoras e os seus valores essenciais e serão certamente exemplos inspiradores para o tecido empresarial, mas também para toda a sociedade portuguesa". Luís Santana acentuou ainda o papel fundamental que a Medialivre e o Santander têm na promoção do Prémio Portugal Inspirador, porque são "empresas reconhecidas pelo seu sucesso empresarial, são um exemplo a seguir num caminho de excelência, de responsabilidade e de impacto positivo na sociedade". A empatia e a felicidade como valores empresariais "Para Nietzsche e Kafka, a vida é uma constante acrobacia, andamos num fio tensionado e temos de nos equilibrar. Só que as personagens de Nietzsche andam numa corda bem estendida e bem tensionada, Zaratustra pendura a corda a uns três metros de altura Por sua vez, as personagens de Kafka estendem a corda ao nível do chão e o risco que têm é apenas de tropeçar na corda. Nas empresas também há muitas que estendem a corda no chão para não a subirem e arriscarem alguma coisa", foi uma das alegorias de José Teixeira, presidente do Grupo DST, que foi uma das personalidades inspiradoras na l. a edição do Prémio Portugal Inspirador em 2022, durante a apresentação da segunda edição do Prémio Portugal Inspirador. A DST provavelmente inspirou-se em Zaratustra, arriscou. A DST apoia uma companhia de teatro há 40 anos, o seu prém io de literatura vai na 29. a edição. O Grupo DST fat ura cerca de 500 milhões de euros, tem perto de 3 mil trabalhadores e desenvolve a sua atividade nas áreas da engenharia e construção, ambiente, energias renováveis, telecomunicações, imobiliário e ventures. José Teixeira salientou que a l iderança pelo exemplo se deve revestir de um carácter permanente, positivo, empático. Na Teoria dos Sentimentos Morais, Adam Smith explicavao valor economise Os júris do Portugal Inspirador Estas são as 36 personalidades que se dispõem "a dar o seu tempo para olhar para os outros", como referiu Pedro Castro e Almeida, CEO do Banco Santander Portugal. AGRICULTURA Gabriela Cruz, presidente da AP0S0L0 (Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo), Joaquim Pedro Torres, diretor-geral da Valinveste, e José Pedro Salema, presidente da administração da EDIA. INDÚSTRIA Armindo Monteiro, presidente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal), Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive, e Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés. INTERNACIONALIZAÇÃO Carlos Pacheco, membro da direção da AICEP, Fátima Vila Maior, diretora de internacionalização da FIL, e Ricardo Costa, CEO do Grupo Bernardo da Costa. TECNOLOGIA Ana Paiva, professora do Instituto Superior Técnico, Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal, e Pedro Santa Clara, partner da Shaken not Stirred. SUSTENTABILIDADE Alice Khouri, fundadora da Women in ESG, Pedro Oliveira, dean da Nova School of Business and Economics, e Salvador Mendes de Almeida, presidente da Associação Salvador. Luís Santana, CEO da Medialivre Este prémio também se destina a reconhecer e a celebrar, que é uma coisa que se faz pouco, as boas histórias que temos e as excelentes empresas e empresários que fazem a diferença. PEDRO CASTRO E ALMEIDA, CEO do Santander Portugal Temos visto o surgimento de empresas, associações e de outras entidades que são exemplares. Não procuram só o sucesso financeiro, mas estão comprometidas com práticas empresariais éticas, sendo entidades responsáveis e socialmente conscientes. LUÍS SANTANA, CEO da Medialivre Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Portugal FILIPE S. FERNANDES