pressmedia logo

CONSÓRCIO DA TEIXEIRA DUARTE EM VIAS DE GANHAR OBRA DO IP3

Negócios Online

2024-03-08 06:00:30

O agrupamento da Teixeira Duarte, Gabriel Couto e Embeiral apresentou a quinta proposta de preço mais baixa no concurso para a requalificação do troço do IP3 entre Santa Comba Dão e Viseu, mas o júri já propôs que a obra lhe seja adjudicada. O consórcio da Teixeira Duarte, Gabriel Couto e Embeiral está em vias de ganhar a empreitada de requalificação e duplicação do troço Santa Comba Dão-Viseu do IP3. O Negócios sabe que essa foi a proposta de adjudicação apresentada pelo júri, sendo que está ainda a decorrer o período de audiência prévia. Este concurso foi lançado em julho do ano passado pela Infraestruturas de Portugal (IP) com um valor base de 130 milhões de euros. O agrupamento das três construtoras portuguesas apresentou um preço de cerca de 118,15 milhões de euros para esta primeira de três intervenções no IP3, tendo havido quatro ofertas com valores mais baixos, três delas ligadas a construtoras espanholas. O menor preço foi proposto pela Ferrovial (abaixo de 103,3 milhões de euros), seguindo-se o consórcio da Acciona e da DST (109,2 milhões), o agrupamento da FCC e da Alberto Couto Alves (cerca de 115 milhões) e a ABB (inferior a 118 milhões). A proposta de preço do agrupamento da Teixeira Duarte é, assim, 14,4% superior à da Ferrovial, o equivalente a mais quase 15 milhões de euros, mas a ponderação deste fator nos critérios de adjudicação é, neste concurso, de 60%, pesando a valia técnica 40%, considerando o programa de trabalhos, a memória descritiva e justificativa e o cronograma financeiro. Dos 10 interessados que apresentaram uma proposta de preço para esta empreitada no IP3, quatro ofereceram valores acima do preço do concurso. No caso do consórcio da Teixeira Duarte o valor é 9,1% abaixo do preço base. A empreitada no troço Santa Comba Dão-Viseu é a primeira de três intervenções no IP3 que vão representar um investimento total da ordem dos 300 milhões de euros. Este é o troço que tem o maior registo de sinistralidade, razão pela qual o Governo considerou que esta obra “representa um importante passo na melhoria da segurança rodoviária”, além de trazer “reduções no tempo de percurso” e permitir “aproximar a região centro do país ao litoral”. Relativamente aos troços Souselas-Penacova e Penacova-Santa Comba Dão, a expectativa é que o lançamento do próximo concurso tenha lugar no primeiro semestre deste ano. Esta intervenção no IP3 é o maior investimento rodoviário de sempre feito exclusivamente com investimento do Orçamento do Estado. Variante de Olhão contratada à Gabriel Couto Já no âmbito dos projetos rodoviários financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a IP assinou esta quinta-feira o contrato para a construção da variante de Olhão, na EN125, com a Gabriel Couto, um investimento de 14,4 milhões. E no mesmo dia lançou o concurso para EN103 entre Vinhais e Bragança com um preço base de 24 milhões de euros. A IP tem 27 projetos rodoviários inscritos no PRR, num investimento total de 463 milhões de euros, dos quais 320 milhões para “missing links” e aumento de capacidade, 37 milhões para ligações transfronteiriças e 106 milhões para áreas de acolhimento empresarial. Destas obras, uma está concluída, 11 estão em curso e 10 em contratação, num total de 319,4 milhões. Há ainda cinco empreendimentos na fase de projeto. O preço base do concurso era de 130 milhões. Teixeira Duarte ofereceu 118,15. Maria João Babo mbabo@negocios.pt 07 de Março de 2024 às 22:30