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DALILA RODRIGUES, A NOVA MINISTRA DA CULTURA: HISTORIADORA, PROFESSORA UNIVERSITÁRIA, DIRETORA DO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

Expresso Online

2024-03-28 20:25:07

Luciana Leiderfarb Jornalista Maria João Bourbon Jornalista Até agora diretora do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, a historiadora de arte e professora universitária foi a escolha de Luís Montenegro para a pasta da Cultura Já se sabe quem é a ministra que vai substituir Pedro Adão e Silva à frente da pasta da Cultura: Dalila Rodrigues é a escolha do novo executivo liderado por Luís Montenegro. Historiadora de Arte e professora universitária, Dalila Rodrigues era, até agora, diretora do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, dois monumentos classificados como Património Mundial pela UNESCO. Nascida a 15 de agosto de 1960 em Granja de Penedono, distrito de Viseu, Dalila Rodrigues é doutorada em História de Arte pela Universidade de Coimbra. Ao longo da sua carreira teve vários cargos de responsabilidade na área dos museus, tendo sido diretora do Museu Grão Vasco (2001-2004), em Viseu, do Museu Nacional de Arte Antiga (2004-2007), em Lisboa, e da Casa das Histórias Paula Rego (2008 e 2009), tendo sido responsável por conceber e coordenar o programa museológico deste museu dedicado à obra da pintora portuguesa em Cascais. Diretora de comunicação e de marketing da Casa da Música, no Porto, em 2008, integrou entre 2012 e 2015 o conselho de administração do Centro Cultural de Belém (CCB) como vogal, com os pelouros das exposições, comunicação e marketing, tendo tido sob a sua alçada a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo. Era igualmente membro do Conselho Diretivo da Associação Trienal de Arquitetura de Lisboa desde 2010. No campo académico, foi investigadora integrada do Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património e, entre 1995 e 2001, formadora da Fundação Calouste Gulbenkian em Património Artístico e Museologia. Foi igualmente professora coordenadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu, assim como professora catedrática convidada do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, tendo igualmente lecionado disciplinas em cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa e Porto), no ISCTE e na Universidade Portucalense. Autora de livros e artigos científicos nas áreas de História da Arte, Património e Museologia, recebeu vários prémios e distinções pelo seu trabalho académico e profissional. “A história da pintura portuguesa, o património artístico e os museus são temas de eleição no seu percurso nacional e internacional de investigadora, coordenadora e colaboradora de projetos, comissária de exposições, conferencista, orientadora e autora de publicações”, escrevia-se a 14 de maio de 2021 em Diário da República, a propósito da sua designação oficial para o cargo de diretora do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém. Polémicas no passado Dalila Rodrigues possui um longo currículo, mas nem sempre a sua atuação nos cargos que ocupou foi consensual. Em 2007, por exemplo, a sua saída da direção do MNAA foi controversa, com outros 16 diretores de museus a subscreverem um abaixo-assinado no qual discordavam das suas posições. A historiadora defendia a autonomia financeira do organismo que dirigia e colocou essa condição para continuar em funções, mas Manuel Bairrão Oleiro, então diretor do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), não lhe renovou a comissão de serviço assinalando a “total discordância” de Dalila relativamente ao funcionamento do IMC. No abaixo-assinado, os 16 colegas acusavam-na de se ter auto designado representante “da classe museológica portuguesa", e afirmavam que não tinham atribuído à diretora do MNAA "poderes de representação como porta-voz da classe museológica portuguesa a que igualmente pertencem". O afastamento de Dalila Rodrigues gerou até um protesto em frente ao Museu e foi criticado por Cavaco Silva, na altura Presidente da República. A historiadora, por sua vez, veio a público afirmar que estava a ser “penalizada por discordar publicamente do modelo de gestão” dos museus nacionais. Em 2009, depois de ter feito parte do Conselho de Instalação da Casa das Histórias de Paula Rego, Dalila Rodrigues foi de novo afastada da direção. Isto aconteceu apenas um mês após a abertura, em Cascais, do museu dedicado à pintora portuguesa. Nessa altura, a autarquia justificou-se argumentando que o nome de Dalila Rodrigues não era consensual no seio do Conselho de Administração. Notícia atualizada às 20h06 com mais informação sobre a nova ministra da Cultura, Dalila Rodrigues