COM 70% DA OBRA JÁ PRONTA, METROBUS ARRANCA NO VERÃO
2024-04-12 17:19:04

Vias e passeios na Avenida da Boavista concluídos até ao São João. Estruturas das estações começam a ser visíveis. Até à noite de São João quase todas as obras nas vias e passeios ao longo da Avenida da Boavista, no Porto, ocupadas pela construção de um canal exclusivo à circulação de metrobus estarão prontas. Este cenário só não se aplicará na estação de Guerra Junqueiro, numa extensão de 80 metros, cujos trabalhos ficarão concluídos em julho. A empreitada completa estará pronta no mês seguinte, sendo que a operação, entre a Rotunda da Boavista e a Praça do Império, deverá arrancar em pleno verão. O contrato de adjudicação dos veículos de metrobus está em fase de aprovação pelo Tribunal de Contas. Cada um terá autonomia para 495 quilómetros, dos quais 50 em modo elétrico. As rodas estarão "escondidas", assemelhando-se a uma composição de metro. Contudo, os dez autocarros a hidrogénio previstos para a operação só devem chegar no final do ano. A alternativa passará por começar a operar o sistema através de autocarros tradicionais, admitiu já o presidente da Metro, Tiago Braga. O consórcio vencedor do concurso para fornecimento e manutenção dos veículos é formado pela Caetano Bus, DST Solar, Dourogás Natural, PRF e Bright City. Neste momento, adianta a Metro do Porto, "mais de 70% dos trabalhos" estão realizados. Além das necessárias intervenções para criar uma via dedicada ao sistema de transporte e as respetivas estações, a empresa explica que "alguns dos trabalhos em curso são complementares ao traçado e prendem-se com a instalação de pavimento tátil nos passeios e junto a zonas de atravessamentos, instalação de pontos de resíduos sólidos urbanos, de iluminação e sinalização". Estrutura das estações Aliás, na estação de Pinheiro Manso decorrem os trabalhos de pavimentação e são já visíveis, pela Avenida do Marechal Gomes da Costa, as estruturas que vão dar origem às estações de Serralves e João de Barros. O pavimento terá uma característica diferente dos normalmente utilizados em vias de circulação rodoviária. Terá uma cor semelhante à de algumas ciclovias ou campos de ténis (uma espécie de vermelho vulcânico), sendo assim mais fácil para os condutores fazerem a distinção entre a circulação automóvel e a faixa reservada exclusivamente ao metrobus. Isto, no caso da Avenida da Boavista. É certo que será utilizado o mesmo tipo de pavimento na Avenida do Marechal Gomes da Costa, mas nesta artéria o canal será partilhado com os carros. Ainda na Avenida do Marechal Gomes da Costa, não há intervenções de fundo nos passeios, "mantendo-se a calçada portuguesa". Segunda fase seguirá até à Anémona O projeto do metrobus terá uma segunda fase, com o prolongamento deste transporte público em toda a extensão da Avenida da Boavista até à rotunda da Anémona, em Matosinhos. Depois da estação da Pinheiro Manso, os veículos seguirão pela avenida, onde serão criadas mais cinco estações até à Anémona, em Matosinhos: Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde, Castelo do Queijo e Praça da Cidade do Salvador. A saber 12 minutos de viagem Desde a Rotunda da Boavista, o metrobus demorará cerca de 12 minutos a chegar até à Praça do Império, pela Avenida do Marechal Gomes da Costa. Videovigilância Os veículos encomendados pela Metro do Porto para operar no canal de metrobus terão sistema de videovigilância com quatro câmaras no interior. A lotação será de 35 passageiros sentados e 98 em pé. Abastecimento Cada autocarro circulará principalmente a hidrogénio (também terá motor elétrico) e o tempo de abastecimento para atingirem a carga máxima é de 15 minutos. Vida útil Estima-se que a vida útil de cada um destes veículos a hidrogénio seja de 15 anos, sendo possível que a mesma se estenda até aos 20. Imagem virtual mostra veículo na estação do Pinheiro Manso, na Avenida da Boavista Adriana Castro