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FUTURO AUTARCA? “É UM CENÁRIO POSSÍVEL”, ADMITE RICARDO COSTA NA HORA DE DEIXAR A AEMINHO

Expresso Online

2024-04-25 17:49:06

Margarida Cardoso Jornalista Rui Duarte Silva Fotojornalista Ricardo Costa procura “novo projeto onde possa dar algo à sociedade”, no âmbito de um “movimento de cidadãos” A partir de maio, Ricardo Costa estará livre de funções executivas na Associação Empresarial do Minho (AEM) e no grupo empresarial da família e quer continuar a ter um papel ativo no Minho e na sociedade em geral. À pergunta “o que vai fazer agora?” responde que “vai surgir qualquer coisa interessante”. Deixou o PSD há três anos, por não se rever nos partidos tradicionais, “desatualizados, sem saberem acompanhar o mundo, presos a listas e carreirismo”. Quer “um projeto motivador, onde possa dar algo à sociedade”. Acredita que “ser ministro ou secretário de Estado dificilmente significa intervenção direta visível na vida dos cidadãos”. Já “um presidente de câmara é diferente, toma decisões, tem impacto na vida das pessoas do seu concelho a médio e longo prazo”. “É algo desafiante e é um cenário possível”, admite. No entanto, se avançar numa autarquia como Braga, por exemplo, será no âmbito de um movimento de cidadãos, “à imagem do que aconteceu no Porto com Rui Moreira”. “Acredito que temos de nos perguntar sistematicamente se somos a melhor pessoa para a função que exercemos” Ao deixar a liderança da AEM, onde deverá ser sucedido pelo seu primeiro vice-presidente, Ramiro Brito, nas eleições de dia 30, também passou o testemunho no grupo familiar Bernardo da Costa ao diretor comercial, Nuno Santos. Há ano e meio perdeu o único irmão, que seria o “sucessor natural na empresa”, e encheu a agenda “ao limite”, mas quer agora “fazer finalmente o luto”. “Tenho 45 anos e acredito que temos de nos perguntar sistematicamente se somos a melhor pessoa para a função que exercemos. Neste momento senti que já não era essa pessoa.” Continuará no grupo Bernardo da Costa, fundado pelo avô em 1957, como presidente não executivo, “sempre empenhado” em continuar um legado que começou limitado a fazer instalações elétricas e hoje fatura EUR47 milhões e emprega 300 pessoas. Desde que entrou na empresa, em 2022, abriu-a a outros negócios, da segurança eletrónica à domótica, formação ou consultoria, avançou no Brasil, Camarões e Espanha, investiu em projetos como o Doutor Finanças, Kuanto Kusta e Academia da Felicidade e deixou como uma das marcas da sua gestão a oferta de viagens a destinos tropicais a todos os colaboradores, um incentivo que a pandemia transformou em prémios mensais até 45% do salário do trabalhador.