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BYD - SEAL DESIGN

Blue Auto

2024-05-13 21:15:44

BYD SEAL DESIGN ENTRADA A PÉS JUNTOS... Poucos concorrentes se podem “gabar” de tamanha façanha: um ano após a entrada no mercado nacional e já arrebatam galardões de Carro de Ano e de Elétrico do Ano. A marca, como já deve ter percebido, é a BYD e o protagonista é o novo Seal. A BlueAuto passou uma semana ao volante deste familiar médio e dizemos-lhe, desde já, que o entusiasmo em torno do Seal não peca por exagero. Os ingleses têm uma expressão, start with a bang, que podíamos traduzir à letra como “começar com estrondo”, que espelha bem a atitude da BYD no mercado europeu e, muito em particular, no nacional. Em vez de entrarem de mansinho, tentando auscultar os clientes e introduzindo gradualmente a sua oferta, não, o construtor chinês que, no nal do ano assumiu a liderança mundial na venda de automóveis eletri cados, resolveu atirar-se de cabeça, enfrentando tudo e todos com a con ança de quem sabe que a experiência na conceção de baterias (que, inclusivamente, fornece a vários construtores europeus) lhe dá uma vantagem decisiva. Cerca de um ano após ter chegado ao mercado nacional, a estratégia da BYD (importada em Portugal pela Salvador Caetano Auto) culminou com o lançamento do Seal. Se dúvidas restassem sobre a validade desta abordagem, a conquista dos galardões nacionais “Carro do Ano” e “Elétrico do Ano” é a prova de que a BYD, e em especial, o Seal, vieram mesmo para... ganhar. Mas, a nal, o que tem de tão especial este Seal? Bem, comecemos por esclarecer que a gama em Portugal oferece duas variantes: o Design, com tração traseira e 313 cv de potência; e o Excellence, com tração integral e 530 cv de potência. A capacidade da bateria é similar nas duas versões (83 kWh), mas como o Seal Design é mais leve e e ciente assegura, segundo a marca chinesa, 570 km de autonomia no ciclo combinado WLTP. Após termos conduzido o Excellence na apresentação dinâmica, desta vez optámos pela versão de acesso, Design, que custa 46.990EUR e já inclui de série quase todos os elementos de conforto e segurança que possa imaginar. BELEZA E EFICIÊNCIA Esteticamente, as duas versões são similares.com 4,8 metros de comprimento, o Seal posiciona-se no segmento dos familiares médios, mas já próximo dos grandes familiares. Este posicionamento no limite do segmento superior não se deve apenas às dimensões exteriores, já que, mesmo em termos de habitabilidade e de qualidade geral, o Seal está, por exemplo, um degrau acima do Tesla Model 3. Mas voltando ao desenho, e correndo o risco de sermos parciais, o Seal é um modelo inegavelmente elegante. É verdade que as linhas parecem resultar de uma mescla de in uências, mas o resultado nal agrada e foram vários os observadores que nos abordaram a elogiar o desenho e a demonstrar curiosidade sobre o modelo. Outra das vantagens das linhas de inspiração desportiva e do fundo plano (que a arquitetura e-Platform 3.0 assegura) é que o Seal anuncia um coe ciente de atrito aerodinâmico (Cd) de apenas 0,219, um dos mais baixos de toda a indústria. E que é mais um contributo decisivo para a autonomia anunciada. ESPAÇO, CONFORTO E QUALIDADE No interior, o Seal é igualmente convincente. A boa qualidade geral, mesmo face aos exigentes padrões europeus, e a oferta de equipamento estão em consonância com o que os (melhores) concorrentes oferecem. Quase todas as aplicações no tablier e nas portas são suaves ao toque e apresentam uma solidez reconfortante. Quase tudo a bordo é controlado através do enorme ecrã de 15,6 polegadas, que pode ser rodado em 90º. Existem alguns controlos físicos, mas a maioria são táteis, tal como a navegação no referido sistema de infotainment. Por falar nisso, a apresentação da informação é, por vezes, confusa, obrigando a um período de adaptação para, rapidamente, acedermos às funções pretendidas. Felizmente, todo o sistema responde prontamente, embora quase tudo esteja mergulhado sob uma camada de diferentes menus que torna o interface menos intuitivo. É verdade que a BYD tornou possível a definição de alguns atalhos, mas até esta configuração não é das mais fáceis... Um ponto a rever num próximo restyling e que em quase nada afeta a qualidade da condução deste Seal. DINAMICAMENTE IMPRESSIONANTE Como já referimos, dinamicamente este Seal é um achado. Mesmo nesta variante menos potente e apenas com tração traseira, o familiar da BYD revela-se agradavelmente despachado. É verdade que parece perder vigor quando a bateria se aproxima do 1/3 da sua capacidade, mas não nos parece que se vá alguma vez queixar de falta de potência neste Seal Design. A não ser, claro, que tenha acabado de sair da versão Excellence com tração integral e mais de 500 cv. O Seal conta com a nova plataforma 3.0 Cell-to-body, concebida especificamente para automóveis 100% elétricos e que incorpora a própria bateria na estrutura, garantindo uma maior rigidez estrutural, uma melhor distribuição de pesos e um acréscimo na segurança. Esta sensação de solidez, juntamente com o eficaz acerto das suspensões, contribui, mais uma vez, para uma relação conforto/comportamento incomum. O Seal é mesmo dos melhores familiares deste segmento neste ponto em particular, conseguindo a proeza de ser, ao mesmo tempo, tão confortável como divertido de conduzir. Como também já é habitual no segmento, o Seal oferece quatro modos de condução: Eco, Normal, Sport e Snow (neve). O modo Eco dá prioridade à eficiência energética e aumenta a autonomia, embora à custa da limitação da potência. O Normal permite uma utilização racional e foi o mais vezes usado ao longo do ensaio. Já o Sport garante uma resposta mais contundente do acelerador, mas, lá está, a autonomia não será a mesma. E, por fim, o Snow pretende incrementar a tração e a estabilidade em superfícies escorregadias, mas em Portugal acaba por perder alguma relevância. POUCO “GULOSO” Já foi referido no começo do texto que a BYD concebe e produz as suas próprias baterias. Em vez da tecnologia mais comum de níquel-manganês-cobalto, a marca utiliza uma química de fosfato de ferro-lítio (LFP), que contém menos materiais de terras raras, é mais segura e, supostamente, dura mais tempo (a BYD oferece 8 anos de garantia ou 200.000 km). A desvantagem é que a densidade energética é menor e as baterias LFP não carregam tão rapidamente. Ainda assim, a marca chinesa assegura que o Seal pode carregar até 150 kW, valor ligeiramente abaixo do oferecido pelo Model 3 e bastante abaixo do Hyundai Ioniq 6, por exemplo. Mas, face a este último, também convém referir que o preço do Seal é consideravelmente inferior. Ainda assim, conseguir recuperar dos 10 aos 80% da capacidade em pouco mais de meia-hora não nos parece mau de todo. Especialmente tendo em conta que, ao longo do teste, os consumos médios do nosso Seal Design rondaram os 18 kWh/100 km, um valor muito aceitável para um automóvel com estas dimensões e mais de 2 toneladas de peso. . FICHA TÉCNICA Motor Bateria Potência Binário Tração Suspensão Comprimento Largura Altura Bagageira Peso Consumo Autonomia Acel. 0-100 km/h Velocidade máx. Tempos de carregamento PREÇO BYD SEAL DESIGN elétrico, síncrono de íman permanente 82,5 kWh 230 kW / 313 cv 360 Nm traseira ind. triâng. sobrepostos (frente), ind. multibraços (atrás) 4800 mm 1875 mm 1460 mm 400+53 litros 2055 kg 16,7 kWh/100 km (anunciado) 570 km (anunciada) 5,9 segundos 180 km/h 9h00 , 11 kW AC (0-100%) 0h37 , 150 kW DC (10-80%) desde 46.990EUR , Seal Design Rui Reis