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BEI VAI FINANCIAR ALTA VELOCIDADE COM 3 MIL MILHÕES

Negócios Online

2024-05-20 09:05:07

A instituição financeira europeia já aprovou o financiamento pretendido por Portugal para a primeira fase da alta velocidade, entre Porto e Soure, que será formalizado a 20 de junho, ou seja, antes da entrega das propostas ao primeiro concurso que foi adiada para 2 de julho. O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai financiar com 3 mil milhões de euros a construção da primeira fase do projeto da alta velocidade, que integra os troços Porto-Oiã (Aveiro) e Oiã-Soure, com um investimento total previsto de 3,7 mil milhões de euros. O Negócios sabe que a instituição financeira europeia já aprovou o financiamento ao projeto, que é um dos maiores a nível europeu a que pretende estar associada, estando agendada para 20 de junho a formalização dessa aprovação por parte da sua administração. Esta garantia acontecerá, assim, antes de terminar o prazo para a entrega das propostas ao primeiro concurso, lançado em janeiro, para a concessão por 30 anos , dos quais os primeiros cinco para a construção , do troço Porto-Oiã, com um preço-base de 1,66 mil milhões de euros. É que se inicialmente a entrega das propostas estava definida para 13 de junho, na passada sexta-feira a Infraestruturas de Portugal (IP) adiou esse prazo para 2 de julho. Isto porque, sabe o Negócios, os potenciais concorrentes apresentaram cerca de mil pedidos de esclarecimento, tendo as respostas às questões demorado mais cerca de duas semanas face ao previsto, o que, pelas regras da contratação pública, obrigou a prorrogar o prazo. Já o concurso para o segundo troço, entre Oiã e Soure, está agora previsto ser lançado até ao final de julho, depois de a IP ter chegado a apontar o seu arranque para o dia 15 desse mês. Neste momento é expectável no mercado que sejam dois ou três os consórcios a apresentarem proposta no primeiro concurso. Será esse o caso do agrupamento formado por seis construtoras portuguesas , Mota-Engil, Teixeira Duarte, Casais, Conduril, Gabriel Couto e Alves Ribeiro , e o da espanhola Sacyr, que se aliou aos grupos portugueses Domingos da Silva Teixeira (DST) e Alberto Couto Alves (ACA). O consórcio constituído pelas construtoras espanholas Acciona, FCC e Ferrovial pode também vir a entrar na corrida a esta primeira concessão, sendo menos certa a participação do agrupamento da italiana Webuild, que segundo o jornal El Economista integra ainda a sevilhana Azvi, o fundo John Laing e três empresas portuguesas , Ascendi, Tecnovia e o fundo Transport Infrastructure Investment Company (TIIC) ,, que fontes do setor admitem que apenas avance no segundo concurso. Candidatura ao CEF decidida em julho De acordo com as apresentações que têm sido feitas pela empresa liderada por Miguel Cruz, a PPP Porto-Oiã tem previsto um investimento total de 1.978 milhões de euros, enquanto a Oiã-Soure está estimada em 1.751 milhões. Na primeira está prevista a alocação de 480 milhões de euros de fundos do Mecanismo Interligar a Europa (CEF, na sigla em inglês), enquanto a segunda poderá contar com 395 milhões deste instrumento. A IP submeteu em janeiro a candidatura da primeira fase da alta velocidade a um total de 875 milhões de euros, dos quais 729 milhões do CEF que estão reservados a Portugal e outros 146 milhões em regime concorrencial com os países da Coesão. A decisão final de Bruxelas a esta candidatura será tomada em julho. O Negócios avançou em janeiro que, depois de ter conseguido garantir para a primeira PPP 625 milhões de euros de financiamento direto do BEI, Portugal estava a desenvolver contactos com a instituição para escalar o apoio para toda a primeira fase do projeto, envolvendo financiamento indireto, de longo prazo e à taxa BEI, em que a instituição entrega à banca comercial que por sua vez empresta ao agrupamento que vencer cada PPP, que é o responsável pelo financiamento da obra. Maria João Babo mbabo@negocios.pt 08:00