EMPRESAS - A ATRACÇÃO QUE FALTA AO SECTOR
2024-05-22 12:41:08

A 2Pelo 9º ano consecutivo, Portugal integra o Randstad Employer Brand Research, o estudo independente de employer brand que abrangeu cerca de 173 mil entrevistados e 6084 empresas em insights. Nesta edição o inquérito independente abrangeu cerca de 173 mil entrevistados e 6084 abrangendo 32 mercados inquiridos, os quais cobrem mais de 75% da economia mundial. Em Portugal a análise contou com a participação de quase 5000 profissionais, de todas as faixas etárias, com diferentes qualificações, bem como por estudantes, pessoas empregadas e desempregadas. As respostas permitem determinar a atractividade de uma empresa enquanto marca empregadora, bem como quais os sectores mais atractivos e critérios mais relevantes numa decisão de emprego. _Emprego. Já na sua 9ª edição, o estudo Randstad Employer Brand Research acaba de ser lançado. A análise ajuda a determinar a atractividade de uma empresa enquanto marca empregadora, um exercício importante numa altura em que a falta de recursos qualificados ameaça a competitividade de alguns sectores da economia, incluindo o sector da construção e infraestruturas. Conduril Engenharia, a Casais Engenharia e Construção e a Brisa são as melhores classificadas na análise por sector Manuela Sousa Guerreiro Fotos: DR Sem surpresas o sector da construção e infraestruturas não consta entre os dez sectores mais atractivos para trabalhar em Portugal. Uma lista que é encabeçada pelo sector da saúde, o que pode ser explicado pelo facto da farmacêutica Hovione, integrar o top quatro das melhores empresas para trabalhar em Portugal. As cinco empresas mais atractivas em Portugal - Microsoft, OGMA, Delta Cafés, Hovione e Nestlé - surgem muito bem classificadas em termos de reputação e a maioria no que diz respeito ao critério da saúde financeira, com excepção da OGMA. E as duas primeiras empresas são as únicas com uma classificação elevada no que respeita ao conteúdo de trabalho interessante . Este facto sugere que este critério pode contribuir significativamente para a atractividade de uma empresa, ainda que não esteja entre principais prioridades. Isto também mostra que as empresas podem destacar-se mesmo que os seus pontos fortes não correspondam exactamente às prioridades dos colaboradores. Um sinal positivo para o sector da Construção e infraestruturas num momento em que atravessa um momento de mudança que exige novas qualificações aos seus trabalhadores, está mais tecnológico e inovador. Outro sinal para o qual o sector tem de estar alerta é que as diferenças de atractividade entre todas as outras indústrias são mínimas, o que indica que os empregadores competem pelo talento não só dentro dos seus respectivos sectores, mas também entre outras indústrias. Na lista das três empresas mais atractivas para trabalhar no sector da Construção e infraestruturas surgem este ano a Conduril Engenharia, a Casais Engenharia e Construção e a Brisa, respectivamente primeira, segunda e terceira classificada, na edição deste ano. Nenhuma delas entra, todavia, no top 20. Factores de atracção A taxa de turnover e o desejo de mudar de emprego mantêm-se estáveis (13% e 25%, respectivamente). A necessidade de uma remuneração mais elevada devido ao aumento do custo de vida é o principal factor de motivação para uma mudança, com a força de trabalho portuguesa a dar consistentemente prioridade a salários benefícios atractivos. De facto, os cinco principais factores de motivação mantiveram-se consistentes nos últimos três anos, indicando uma estabilidade nas prioridades dos trabalhadores portugueses. “Compreender o gap entre o que os profissionais procuram e o que pensam que o empregador oferece, fornece informações muito relevantes para a construção de uma marca empregadora. Além disso, a comparação com o que os trabalhadores consideram ser oferecido pelo seu actual empregador dá mais contexto às lacunas que precisam de ser colmatadas”, sublinha o estudo da Randstad. Uma remuneração demasiado baixa continua a ser o principal factor que motiva a procura de um novo emprego, e é assim para 54% dos inquiridos. Entre as pessoas com formação superior tanto o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal como as oportunidades na carreira são igualmente motivadores (44%). Algo que não deve ser ignorado pelas empresas é a importância da requalificação da carreira (considerado muito importante para 83% dos trabalhadores portugueses) o que sublinha que essas oportunidades devem ser oferecidas sempre que possível. C Manuela Sousa Guerreiro