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NORMAN FOSTER PROJECTA MICROCIDADE EM BRAGA

Público Online

2024-05-27 21:15:48

O Living Lab é um projecto liderado pelo dst group, em Braga, e financiado pelo PRR, que pretende reformular o conceito de construção modular. O arquitecto inglês Norman Foster é o autor da “microcidade” que o dst group está a planear construir no perímetro de Braga. A história conta-se rapidamente. Aquele grupo económico criou um consórcio e uma candidatura ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), com o objectivo de reformular o conceito de construção modular. Pela sua relação entre indústria e arquitectura, o vencedor do prémio Pritzker, em 1999, foi o escolhido para projectar quatro edifícios, em escala real, com estas valências: residências de estudantes, residências de seniores, hotelaria e habitação plurifamiliar de pequena escala. A candidatura foi a vencedora desta agenda do PRR. Foster já fez o seu trabalho, que se prolonga na função de consultor de investigação e de líder de design, e o projecto está em fase de execução. A fase seguinte será a da construção. O que o PRR define é que a data de conclusão do projecto aconteça em Dezembro de 2025. Nessa altura, haverá quatro novos edifícios no interior do campus do dst group, num lote de 4000 metros quadrados, com cem unidades modulares habitáveis, além de várias construções de apoio e espaços públicos. Todos eles terão utilização e daí o nome Living Lab, mas serão ao mesmo tempo um show room para demonstração de um projecto que pretende ser a base de um cluster de construção e arquitectura em Portugal. O Living Lab tem preocupações de sustentabilidade, que implicam o recurso a materiais ecológicos (reciclados e recicláveis), soluções técnicas e tecnológicas para a redução da pegada ecológica ou estratégias de desmantelamento em fim de vida dos módulos. Foto O empresário José Teixeira e o arquitecto inglês Norman Foster assinam o acordo para a construção do Living Lab, um projecto que prevê cem unidades modulares habitáveis DR Estamos perante um laboratório e um negócio. Os primeiros módulos a serem concluídos e testados vão ser a residência de “trabalhadores deslocados, designadamente refugiados e imigrantes, que o dst group tem vindo a integrar nos quadros”, garante o grupo num comunicado divulgado após ter vencido este concurso. O objectivo posterior é comercializar estas casas modulares, com uma meta de exportação de 70% da produção, quer a clientes individuais, quer a clientes deste sector. A escolha de Norman Foster também tem a intenção de desmistificar a construção modular enquanto expressão arquitectónica menor. O facto de se tratar de construção modular não significa que as construções sejam todas iguais. Aplicando a metáfora da Lego, estas casas podem ser construídas em função dos desejos de cada cliente, porque as peças que a compõem podem ser articuladas de forma variável, com dimensões diferentes, em função das necessidades de cada agregado. As peças dos módulos serão construídas numa fábrica no campus da dst, cujo edifício é da autoria de Álvaro Siza, que está, neste momento, em construção. O projecto esteve exposto no Centro Georges Pompidou, em Paris, no verão passado, no âmbito de uma exposição de trabalhos de Norman Foster.