ALFA ROMEO JUNIOR JEEP AVENGER E-HYBRID
2024-06-14 21:15:20

APRESENTAÇÃO ALFA ROMEO JUNIOR BEM-VINDOS AO PRESENTE Décadas depois de lhe terem vaticinado a morte, a Alfa Romeo volta a dar um passo marcante, com o Junior, o seu primeiro modelo completamente elétrico. E com coração italiano, apesar da polémica do nome, que até acabou por ser positiva. Já pode ser encomendado. Éatravés do Junior a nova porta de entrada na família Alfa Romeo, anos depois de esta se ter fechado com o desaparecimento do Giulietta e especialmente do MiTo. Um SUV compacto, jovem e rebelde, mas naturalmente sedutor, o mais pequeno e acessível dos Alfa chega em setembro com os seus 240 cv, disposto a conquistar clientes que até aqui nunca pensaram em comprar um Alfa Romeo. E desta vez sem poluição. Foi o espanhol Alejandro Mesonero-Romanos, responsável por vários desenhos marcantes, do Renault Laguna a toda uma geração da Seat, além dos mais recentes Alfa Romeo Tonale e 33 Stradale, quem teve a missão de o tornar realidade, a partir da plataforma eCMP2 da Stellantis, que também deu à luz máquinas como o Opel Mokka, Peugeot 2008, Fiat 600 e o Jeep Avenger, uma situação que é irrelevante para o designer espanhol, pois ninguém deixará de comprar o Junior porque a plataforma é partilhada com outros carros. “Para ser honesto, isto das plataformas é algo de que as pessoas gostam muito de falar, mas é um falso problema”, defende Mesonero, acrescentando: “Estou na indústria há trinta anos e nunca z um carro que não partilhasse a plataforma. O esqueleto de um carro tem importância, se falarmos no Giulia, não pode ser feito com tração à frente. No caso de um carro mais pequeno como este, não é a plataforma que de ne o carro. Como designer, não me interessa, desde que se conduza bem, e vão ver que é fantástico de conduzir. Se tivéssemos que criar uma plataforma para este carro, teríamos chegado ao mesmo resultado. E se fosse exclusiva para este carro, o preço dele isso não existe na indústria. É assim desde os anos 30. Querem trazer política, os italianos usam plataformas francesas . Trabalhar assim permite manter vivas marcas que, de outra forma, provavelmente estariam mortas”. As preocupações, além da já mencionada condução e de fazer um carro belo, xaram-se noutras vertentes, como ter uma boa visão da estrada, mais difícil de conseguir num modelo mais baixo, ou a facilidade em entrar e sair do carro, bastante importante para quem já não é assim tão júnior e também estará com o novo Alfa Romeo debaixo de olho, até pelo preço viável. E se nasceu Milano, nome que acabou por cair após pressão do governo italiano, por ser fabricado na Polónia, hoje o nome Junior não traz qualquer amargo de boca ao ser pronunciado, até trouxe com ele uma enxurrada de publicidade grátis em forma de notícias, quase um segundo lançamento. E se era o segundo nome da lista, conforme contam, a verdade é que nem vai aparecer na traseira do carro, dado que “Se tivermos um produto forte, toda a gente o conhece. E no nosso caso, a marca é mais importante que o carro. Compras um Alfa Romeo”, a rmou Mesonero durante a nossa visita ao Centro Stile da Alfa Romeo, em Turim. O segredo estará mesmo aí, na capacidade de fazer rodar o pescoço a quem o vê passar, algo que impede chegar à perfeição em todas as áreas: “A aerodinâmica é muito importante, mas se desenharmos um carro que é bom em tudo, vai sair um carro feio. Fazemos um jogo com os engenheiros e foi na traseira que compensámos o que precisávamos de recuperar devido ao design do resto do carro”, destaca ainda o Head of Design da Alfa Romeo. Em relação ao MiTo, do qual é uma espécie de sucessor espiritual, uma das principais diferenças é mesmo o número de portas: “Só faria sentido com cinco portas. Antigamente, o de três portas era a versão bonita. Depois tivemos de fazer os de cinco portas bonitos, porque as pessoas os compravam. Tivemos de esconder o manípulo. Querem levar os filhos para a escola, os de três portas desapareceram”, explica-nos o designer espanhol. NOVOS DESAFIOS “O objetivo foi criar o carro mais divertido de conduzir no segmento”: as palavras são do Chefe de Produto Daniel Guzzafame, que reconhece a disrupção ao avançar para o lado elétrico da força. No seu escritório ali ao lado, diz ter um artigo de 1976, da revista Quattroruote, com o título “A Alfa Romeo está morta”. Qual era então o “erro fatal” da marca italiana? Tinha pela primeira vez uma máquina movida a gasóleo, o Giulia Nuova Super Diesel A tradição não muda por estarmos perante um elétrico: o Junior é um desportivo, para o dia-a-dia. Pegaram no orçamento que tinham e aplicaram o dinheiro nos pontos que consideraram chave para este novo mundo; tornaram-no leve, a começar pela bateria, optando por uma mais cara do que as habitualmente usadas pela concorrência, assumindo que o Junior seria também ligeiramente mais dispendioso de produzir que as alternativas da Stellantis. “Não perdemos dinheiro na Alfa Romeo”. Quem o recorda mal chega à mesa é o próprio CEO, Jean-Philippe Imparato, explicando que “Estamos a avançar rapidamente na transição energética, não é um caminho fácil, mas estamos focados nisso e em paralelo estamos a trabalhar muito no software, porque não podemos desenvolver a versão elétrica dos carros sem software. Há muita incerteza em todo o lado, nada é claro. Vamos para o completamente elétrico porque acho que este vai ser o final do jogo”. O CEO fez ainda questão de deixar claro o peso da política na tomada de decisões de toda uma indústria: “Mesmo que as coisas se alterem com as eleições na Europa, até 2027 nada vai mudar. E em 2025 temos de vender 20% de veículos elétricos, vejam o que significa num mercado de 15 milhões de carros”. Alertando que este não vai ser um processo fácil: “Boa sorte! Quais vão ser as consequências: o mercado de EVs vai explodir, ou o mercado ICE vai para baixo. Para vender 20%, só existem duas soluções, empurrar EVs ou cortar nos carros ICE. Qual vai ser o impacto no desemprego, fornecedores, fábricas, tudo? ”. Como se não bastasse a indefinição regulamentar, marcas clássicas europeias como a Alfa Romeo enfrentam ainda uma nova concorrência que pode mudar muita coisa. “Dizem bem-vindo, meu amigo , entra na Europa”, continua Jean-Philippe Imparato, preocupado com a real “ameaça chinesa”: “Têm milhares de carros em todas as docas, todos os portos, quais vão ser as consequências? Vamos ver, para já vamos manter a estratégia que de-nimos, não a podemos mudar todas as manhãs. Não somos um karting, somos um grande cruzeiro. Dependendo das eleições e das regras, como temos plataformas multienergéticas, podemos ajustar. Não mudar, porque no m andará sempre à volta das zero emissões. Ajustar e tentar apanhar as oportunidades, porque nada é claro. Precisamos de clareza nos regulamentos e competitividade em termos de custos, porque os tipos que aí vêm podem perder 10 mil euros por carro, sem problemas”. ABERTURA DE ENCOMENDAS Voltando à novidade que é o lançamento do primeiro automóvel totalmente elétrico da Alfa Romeo A marca abriu já as encomendas para o Junior e anuncia para setembro a sua chegada ao mercado, nas variantes ELETTRICA de motorização 100% elétrica e IBRIDA com tecnologia semi-híbrida. A primeira, Alfa Romeo Junior Elettrica, disponibiliza motor elétrico dianteiro com 156 cv de potência alimentado por uma bateria de 54 kWh (ou 50 kWh úteis) que pode levar apenas 27 minutos para recarregar de 20% a 80% num carregador público a 100 kW DC, estando a autonomia WLTP combinada anunciada em 410 km (ou 590 km em ambiente urbano) e os preços a partir dos 38.500EUR. Por apenas mais 2 mil euros (40.500EUR), o motor elétrico de 156 cv está igualmente disponível numa versão de lançamento “Elettrica Speciale”, equipada nomeadamente com kit de carroçaria e interiores desportivos. Enquanto a versão topo-de-gama é mesmo a mais desportiva e agressiva “Elettrica Veloce”, que junta à potência aumentada até 240 cv soluções técnicas pensadas para o desempenho e comportamento, como diferencial autoblocante mecânico, direção mais direta, vias alargadas com barras estabilizadoras nos 2 eixos, suspensão e sistema de travagem a nados e jantes especí cas; esta pode ser encomendada por 47.500EUR. O acesso à gama Alfa Romeo Junior, por um preço que em Portugal deverá car abaixo dos 30 mil euros (as encomendas só vão abrir em julho), será feito com a variante “Ibrida” equipada com motor 1.2 turbo de 136 cv e sistema “mild hybrid” de 48 volts que fornece energia a um motor elétrico de 21 kW; e que até nal do ano estará também disponível numa versão com tração às 4 rodas, algo que acontece pela primeira vez na história da marca italiana num modelo híbrido não plug-in. . VERSÃO PREÇO Elettrica 156 cv desde 38.500EUR Elettrica Speciale 156 cv desde 40.500EUR Elettrica Veloce 240 cv desde 47.500EUR ALFA ROMEO JUNIOR ELETTRICA VERSÕES E PREÇOS “Estamos a avançar rapidamente na transição energética” Jean-Philippe Imparato CEO , Alfa Romeo ALFA ROMEO JUNIOR ELETTRICA EM RESUMO Motor Potência Bateria Autonomia Carregamento Chegada ao mercado 100% elétrico 156 cv (Elettrica / Elettrica Speciale) 240 cv (Elettrica Veloce) 54 kWh 410 km 0h27 , 100 kW DC (20-80%) setembro 2024 Hugo Vinagre