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CONSÓRCIO DA MOTA-ENGIL ENTREGA PROPOSTA À PRIMEIRA PPP DA ALTA VELOCIDADE

Negócios Online

2024-07-02 18:23:06

O prazo para a apresentação de propostas no concurso para o troço de alta velocidade entre Porto e Oiã terminou esta terça-feira. O consórcio das seis construtoras nacionais confirma que está na corrida. O consórcio liderado pela Mota-Engil, que integra outras cinco construtoras portuguesas, entregou esta terça-feira uma proposta no concurso público internacional para a construção e concessão do primeiro troço da linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto, confirmou ao Negócios fonte oficial do agrupamento. O prazo para a entrega de propostas no concurso para o troço entre Porto e Oiã -, lançado em janeiro com um preço base de 1.950 milhões de euros - terminou esta terça-feira, desconhecendo-se ainda se outro agrupamento, designadamente integrando grupos espanhóis, também apresentou uma oferta neste concurso, em que o critério preço pesa 70% na adjudicação. Em maio, ao Negócios, o CEO da Mota-Engil, Carlos Mota dos Santos, tinha afirmado que "o preço é um desafio" neste primeiro concurso para a alta velocidade, mas tinha garantido que o consórcio que lidera , que integra ainda a Teixeira Duarte, Casais, Gabriel Couto, Alves Ribeiro e Conduril , iria entregar uma proposta. Em janeiro, o jornal El Economista dava conta que para este concurso, que inclui a conceção, financiamento, construção e manutenção em regime de parceria público-privada, o grupo Sacyr tinha formado um agrupamento com a DST e a Alberto Couto Alves, e que as construtoras espanholas Acciona, FCC e Ferrovial se estavam a preparar para entrar na corrida. Revelava ainda que outro consórcio estava a ser formado pela Azvi, em parceria com a italiana Webuild, o fundo John Laing e as portuguesas Ascendi, Tecnovia e TIIC, e que havia ainda outro grupo interessado, com a OHLA, a Comsa e as francesas NGE e TSO. O troço da alta velocidade entre o Porto e Oiã tem um total de 71 quilómetros, sendo considerado o mais complexo por incluir vários quilómetros em túnel e em pontes e viadutos, assim como a modernização da estação da Campanhã, a construção de uma nova estação em Gaia e uma nova ponte sobre o Douro. O segundo concurso para a alta velocidade Lisboa-Porto vai ser para o troço entre Oiã e Soure, com um valor previsto de 1.751 milhões de euros, que deverá ser lançado neste terceiro trimestre. Para ajudar a financiar o projeto, Portugal apresentou uma candidatura a um total de 875 milhões de euros de fundos europeus do CEF (Mecanismo Interligar a Europa, na sigla em inglês), dos quais 729 milhões são fundos que estão reservados a Portugal e outros 146 milhões em regime concorrencial com os países da Coesão. Também o Banco Europeu de Investimento já aprovou financiamentos de até 3 mil milhões de euros para os primeiros troços da alta velocidade em Portugal. Maria João Babo mbabo@negocios.pt