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DST OFERECE À UMINHO “CALÇADA DO CONHECIMENTO”

Diário do Minho

2024-07-05 09:08:04

Foi debaixo de um coro de aplausos que a Universidade do Minho e a dstgroup inauguraram a “Calçada do Conhecimento”, uma criação conjunta dos artistas Fernando Maia, Filipe Mendes, Marta Lima e Rui Ferro, projetada para assinalar os 50 anos da academia minhota. Esta obra, que pode ser encontrada junto ao pavilhão gimnodesportivo, foi um dos dois projetos selecionados de um leque de 70 candidaturas que resultaram de uma open call destinada a artistas plásticos e visuais nacionais e internacionais, tendo chegado a Braga candidaturas de todo o mundo. Segundo explicou uma das artistas que integra a equipa responsável para conceção da obra, esta tem por base o símbolo da UMinho, que é um hexágono «que se encontra na natureza, em construções típicas como os favos de mel das abelhas, mas também nas disjunções prismáticas de grandes massas de lava basáltica». «Estas relações foram importantes para a concetualização do projeto pela ligação ao trabalho coletivo das abelhas para manterem a sua comunidade e o seu importante papel no meio ambiente onde se estabelecem», referiu Marta Lima. De acordo com a artista, esta proposta é «um campo que se pode percorrer com o nosso corpo, espaços cuja utilidade será o apelo a participar neles, a torná-los nossos». Nesse sentido, a “Calçada do Conhecimento” é uma peça térrea formada por 201 módulos hexagonais cujo topo será marcado pelo símbolo da UMinho gravado, sendo que em 50 unidades dispersas existirão placas de latão polido com espaço para a instituição ir gravando datas marcantes no seu futuro. José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup, deu os parabéns à equipa vencedora por ter acrescentado mais uma obra àquele espaço onde, desde 2011, tem patente “Sinapse”, na Escola de Medicina, para além de outras no espaço público. Sobre o expor mais uma obra na academia minhota , a terceira neste espaço e a 16.ª cedida à cidade , José Teixeira destacou o facto de deixar o nome do Grupo dst «eternamente associado ao campus». «Ficarmos eternamente associados ao campus não é coisa pouca. Ficarmos associados à casa do conhecimento é muito. Milhares de alunos por aqui passarão e vão ler a história desta calçada do conhecimento e ver que a DST doou, e isso gerará bons momentos em que quem lê o nosso nome num momento qualquer, de um inconsciente individual poderá passar a um inconsciente coletivo e, um dia, um qualquer aluno desta casa, vir connosco pela empatia criada», disse. Já o reitor da UMinho considerou que a inauguração desta obra «é uma das melhores formas de celebrar a história» da academia e salientou a importância da construção de uma «forte ligação» entre os diferentes parceiros da sociedade e da economia. «O Grupo dst é um bom exemplo de como sólida e produtiva pode ser uma parceria entre uma universidade e uma empresa», realçou, agradecendo a José Teixeira e aos artistas que «integraram muito bem a ideia da atividade da instituição». João Cardoso Rosas, presidente da Comissão Comemorativa dos 50 anos da UMinho, enalteceu a inauguração desta obra, que vai «deixar marca» no campus de Gualtar e recordar o momento. «Era algo que queríamos fazer desde o início», vincou. RITA CUNHA