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PORTUGAL NO RUMO CERTO

Vida Económica

2024-07-19 07:02:04

2º ano de Direito da Universidade Portucalense Coordenador dos Jovens da Iniciativa Liberal de Matosinhos Entre os últimos dias 6 a 9 de junho, mais de 400 milhões de europeus foram a votos para decidir a composição do próximo Parlamento Europeu. Num olhar mais genérico e supercial, esta eleição é marcada pelo crescimento da direita e da extrema-direita, enquanto que o lado esquerdo do hemiciclo teve uma queda abrupta. Em Portugal, como país do contra na União Europeia (UE), seja a nível de crescimento económico ou de baixos salários, não acompanhou os restantes 26 estados-membros nos resultados eleitorais. O PS, perdendo mais de 500 mil votos em relação a janeiro, consegue eleger oito eurodeputados, seguido da AD que conseguiu sete mandatos. A parte mais interessante da noite eleitoral foi, sem dúvida, a primeira derrota do Chega, que, apontando para vencer as eleições, elegeu uns meros dois deputados. O partido unipessoal de André Ventura sofreu da sua própria natureza, o candidato não ser o presidente do partido. A derrota, naturalmente, é apontada ao cabeçade-lista, Tânger Corrêa, mas também a quem o escolheu. Os portugueses foram imunes às teorias da conspiração, desinformação e populismo barato vindos do candidato do Chega. Em vez disso, escolheram eleger, pela primeira vez, dois liberais para o parlamento europeu. A Iniciativa Liberal conseguiu dois mandatos sendo o único partido a crescer, em número de votos, em relação às legislativas, e o único partido a crescer em seis eleições consecutivas. Naturalmente, os liberais foram os únicos vencedores da noite, essa vitória deve-se ao candidato, um dos melhores quadros do partido, e ao Presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, pela escolha do mesmo. O que acontece na União Europeia tem repercussões no que toca a Portugal. Quase 70% da legislação portuguesa advém da UE, mas a generalidade dos portugueses não tem essa noção presente. O espaço de liberdade, democracia e segurança que é a União Europeia permitiram a muitos portugueses, jovens e adultos, procurarem outras opções para a sua vida, seja a nível de ensino, trabalho ou lazer. Para mim enquanto jovem estudante e liberal, estas eleições demonstraram a importância de mostrar às pessoas o quão presente a União Europeia está nas suas vidas. Uma maior integração europeia é necessária, a partir de uma política de defesa comum, para não sermos apenas dependentes da NATO, e um mercado comum verdadeiramente livre, que fomente o crescimento económico do bloco europeu. Portugal não seguiu, e ainda bem, a tendência Europeia, não virou para a extrema-direita. É preciso continuar a mostrar aos portugueses que a solução não passa por quem berra mais alto, por quem utiliza a demagogia e o populismo, mas sim pelas políticas moderadas que pelo seu histórico impulsionaram o crescimento económico dos países que as seguiram. Não existem soluções fáceis para problemas complexos, por isso é que Portugal não cedeu a quem as dizia ter, tal como a Europa, seguramente, não o irá fazer. PEDRO MOREIRA