DEZ RAZÕES PARA IR AO EUPAGO PORTO OPEN
2024-07-28 10:37:05

Na cidade do Porto, começa hoje e prolonga-se até ao próximo domingo, o torneio internacional de Ténis PORTO OPEN, Challenger 125 do ATP Tour (Association of Tennis Professionals), organizada pela Associação de Ténis do Porto (ATPorto), com parceria institucional e fundamental da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), O futebol ainda é, por muitos e por cá, considerado o chamado "desporto-rei", embora equivocamente. Pois há vários desportos que vão dando cartas e são variados os atletas nacionais, nas suas distintas modalidades, que já conquistaram provas, torneios e troféus a nível europeu e mundial. E uma delas é, indubitavelmente, o TÉNIS. Cada vez mais! Há que reconhecê-lo, devidamente, bem como todos esses desportistas de valor, nem sempre justamente apoiados e valorizados. Na cidade do Porto, começa hoje e prolonga-se até ao próximo domingo, o torneio internacional de Ténis Porto Open, Challenger 125 do ATP Tour (Association of Tennis Professionals), organizada pela Associação de Ténis do Porto (ATPorto), com parceria institucional e fundamental da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), presidida por Vasco Costa. Além dos apoios institucionais da C.M.Porto e do IPDJ, além dos seguintes apoios principais: Banco Carregosa, McDonalds, Renault e Una Seguros. E este ano consta com nova imagem e designação: Eupago Porto Open . O Eupago é uma empresa portuense, visando este torneio ser-lhe trampolim para a sua internacionalização. E acaba por ser mais do que o maior patrocinador - e patrocinador titular da competição - ao ser um parceiro constituinte de mais-valia, que partilha dos mesmos valores da ATPorto. Eis, portanto, 10 motivos excelentes e convincentes para se comparecer estes dias no Complexo Desportivo Monte Aventino, na zona das Antas: - Em 1880 realizaram-se os primeiros jogos de ténis em Portugal, através dum regulamento próprio e trazido pelos ingleses para o nosso país, cujos primeiros relvados da sua prática foram precisamente os do Porto, a par de Cascais e Carcavelos. A comunidade inglesa que vivia nestas localidades confraternizava de raquete na mão, tendo no Porto um carácter peculiar: subia de popularidade entre "os abastados comerciantes ligados à exportação de vinho do Porto". Portanto, Ténis e Porto estão intimamente ligados; - Nesse valor crucial inerente na génese do Ténis nacional, aqui neste torneio tal fica bem patente, ao estar aberto ao público em geral: o ponto de encontro estabelecido entre conhecidos e amigos, para ver juntos uma partida de ténis, tomar uma bebida ou uma refeição conjunta, dialogar e conviver num espírito muito próprio e apaixonante, que se respira da modalidade em si; - Curiosamente, e ao contrário do que muito gente possa pensar, o Ténis é a modalidade no Porto Cidade com mais licenciados registados (= inscritos), mais do que o afamado futebol; - Este é o maior torneio de piso duro (= rápido) em Portugal, além de ser mais longo que qualquer torneio Grand Slam, decorrendo normalmente em três semanas, tendo passado este ano para um mês. Ou seja, com quatro provas associadas: o Eupago Cup (aconteceu de 10 a 14 de julho), o ITF Womens W75 (teve lugar de 15 a 21 de julho), o ITF Mens M25 (de 22 a 28 de julho) e, agora, a maior e melhor prova: o ATP Challenger 125 (de 29 de julho a 4 de agosto); - Estamos perante a 25.ª edição do PORTO OPEN, sempre organizado sucessivamente pela ATPorto. Teve precisamente o seu início no Monte Aventino, que foi inaugurado há 27 anos, foi deslocado uns nove anos para o Clube de Ténis do Porto, e regressou a esta sua casa original em 2019, onde se mantém. O Monte Aventino é e tem sido um indiscutível palco do Ténis nacional e internacional; - A ATPorto ao ser uma associação (abarca os distritos litorais mais a Norte: clubes do Porto, Braga e Viana do Castelo), e não uma empresa, faz por continuamente promover o Ténis - o que tem feito com exímio sucesso e clarividência -, tornando-o mais conhecido e reconhecido, atraindo várias camadas jovens e novos adeptos da modalidade. A ATPorto, e consequentemente o PORTO OPEN, tem nomes cujo mérito é garantia para o sucesso do torneio e da modalidade nesta ampla e aliada região (Douro e Minho): António de Paes Faria, presidente da ATPorto e diretor da prova; Francisco Castro, diretor de operações e logística; Pedro Couto, diretor de comunicação e de relações públicas; Alice Ribeiro, secretária da Direção da ATPorto e da prova; o Cirilo Vale e a Beatriz Abreu, entre outros membros do Tournament Board, do Staff e da Supervisão e Arbitragem que, embora não citados, merecem o aplauso geral, pela dedicação e profissionalismo; - O complexo desportivo (com 11 courts: 6 piso duro e 2 sintéticos exteriores, mais 3 piso duro interiores) possui uma localização privilegiada, sendo dentro da cidade, no seu coração, o que é muito importante pelo carácter simbólico e pela facilidade na acessibilidade, em que "está sempre no ar o perfume do Porto", conforme atesta o presidente ATPorto, Paes de Faria; - Nos espaços externos e relvados das instalações constam reproduzidas quatro esculturas da artista Joana Vasconcelos, com a particularidade de serem adaptadas inteiramente com bolas de ténis: um candelabro sumptuoso (pela EB de S. Miguel), um cupcake (pela EB de Tagilde), um cone com bolas de gelado (pela EB de Infias) e uma máscara de Carnaval. Tudo isto tem um ímpeto pedagógico-educativo, por se ter enquadrado no projeto Ténis, a Arte em Movimento do Agrupamento de Escolas S. Bento, em Vizela, através dos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo; - A nível do torneio em si, tenisticamente falando, inscreveram-se nesta prova final nomes sonantes, tais como - e apenas para referir os primeiros cinco cabeças-de-série: Lukas Klein (ranking 119), Richard Gasquet (130), Mikhail Kukushkin (132), Lucas Pouille (154) e Jaime Faria (166). De referir, ainda, que o português Henrique Rocha (172) é o sétimo cabeça-de-série. - E a última razão pela qual justifica realmente apreciar e acompanhar este PORTO OPEN ATP Challenger 125, não menos importante do que as anteriores, é que na mesma semana se realizam outros cinco challengers - na Alemanha, na Itália, na República Checa, em S. Marino e nos E.U.A. - e, olhando ao quadro principal, podemos assegurar que este nosso torneio do Porto é o mais forte deles todos. André Rubim Rangel, Professor e Jornalista