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ISAVE APOSTA EM PARCERIAS INTERNACIONAIS E SUSTENTABILIDADE

Diário do Minho

2024-10-06 09:38:03

Região ISAVE prossegue projeto educativo abrangente focado na internacionalização e sustentabilidade Reforçar a imagem de uma escola que pretende abrir as portas ao mundo para estudantes e comunidade em geral tendo em vista um futuro sustentável e saudável. Esta é a proposta do ISAVE , Instituto Superior de Saúde, instalado em Amares, para o ano letivo que agora se inicia e que já bateu um recorde do número de alunos que ingressam no 1.º ano: 135 no total. «O nosso projeto educativo é abrangente, dinâmico e alcança grande parte dos objetivos relacionados com a lecionação, investigação e inovação que se prendem com as instituições de Ensino Superior», começou por referir a presidente do ISAVE, ontem, na sessão de abertura do ano letivo 2024/2025. A internacionalização também assume, na ótica de Mafalda Duarte, um papel importante. Nesse sentido, a presidente deu nota do aumento das parcerias dentro do espaço europeu e não só. «No último ano, temos vindo a proliferar parcerias e a integração em consórcios. Também participamos em redes internacionais e estabelecemos novas parcerias com centros de investigação e universidades internacionais», disse, acrescentando o programa de mobilidade Erasmus, que tem registado um aumento do número de participantes. A política de sustentabi-adotada pelo ISAVE também foi referida pela responsável, segundo a qual o projeto delineado tem em conta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. Aqui, «o objetivo é identificar necessidades e ir ao encontro das mesmas, proporcionando respostas relativas aos desafios societais», referiu. A ligação «muito forte» à comunidade foi também realçada pela responsável, desde logo patente na realização de diversas atividades e projetos na área da investigação com componente pedagógica. O "FiosioSenior Moving", "Cuidar com Saúde" e voluntariado são apenas alguns exemplos desta interação. Quanto aos focos em termos de ofertas educativas conferentes de grau para este ano letivo, Mafalda Duarte deu nota do mestrado em Fisioterapia, que está em processo de análise na Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), e do mestrado em Enfermagem, em execução para submissão na A3ES em março de 2025. Em representação da entidade instituidora do ISAVE, Fausto Amaro deixou algumas críticas ao Eslidade tado, que «discrimina» o ensino privado. Segundo o professor, «o ensino privado em Portugal continua a enfrentar dificuldades» devido a «alguma desconfiança por parte do Estado», a qual «não tem qualquer justificação». «A lei estabelece igualdade entre ensino público e privado, a qualidade do ensino é igual, mas é ne-gado ao ensino privado reconhecer diplomas apenas reconhecidos ao público», lamentou, considerando esta atitude «discriminatória e inconstitucional», que se estende à «dificuldade» sentida pelos estudantes em estagiar em serviços de saúde públicos. Da parte da Câmara Municipal de Amares, a vereadora da Educação começou por destacar a importância da aquisição do complexo termal de Caldelas e que permitirá aos alunos do ISAVE aprenderem em contexto real. «Sintam-se privilegiados por isso», disse Cidália Abreu. A presidente da Associação de Estudantes aproveitou o momento para dar as boas-vindas a todos os alunos, em especial aos do 1.º ano. «O ISAVE é muito mais do que uma universidade, é uma verdadeira família. A proximidade com professores e colaboradores faz com que cada um de nós se sinta acolhido», disse, salientando que «a aprendizagem vai muito para além da sala de aula». Falando sobre o futuro em termos profissionais, Vânia Alves vincou a importância da humanização da prestação de cuidados de saúde. «Devemos olhar o próximo com compaixão e cuidar com o coração para além da técnica», disse. Terminou referindo: «estamos aqui para ser a vossa voz e ajudar no que precisarem». A presidente do ISAVE falou do presente e traçou objetivos para a instituição No último ano temos vindo a proliferar parcerias com centros de investigação e a integração em consórcios. O ensino privado em Portugal continua a enfrentar dificuldades devido a alguma desconfiança por parte do Estado. FAUSTO AMARO RITA CUNHA