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COMPACTOS HÍBRIDOS EM CONFRONTO - RENAULT SYMBIOZ FRENTE A TOYOTA C-HR

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2024-10-09 06:40:05

Confronto I X I X /---X / A I I I / I I x__/ V / B ^V^^^B ^BB BH WWB HB Renault Symbioz E-TECH full hybrid 145 vs Toyota C-HR 1.8 Hybrid Square Collection A eletrificação do au-tomóvel é mais lenta do que rápida, como demonstram todos os das vendas on o qmuee rctaodrnoa as tec- que nologias de transição, sejam elas quais forem, ainda mais importantes, por proporcionarem experiências de condução novas por menos dinheiro. A Toyota soma décadas de experiência na produção de sistemas híbridos, superiorizando-se, neste ponto, à Renault, que tinha decidido arrepiar caminho nesta matéria, mas não deixa, agora, de disseminar a fórmula em boa parte da sua gama de modelos. Symbioz e C-HR, ambos Sport Utility Vehicles (SUV), formato com recorde de quota em julho (representou 54% das matrículas novas no Velho Continente...), Confronto. A Renault, com o Symbioz, não ganha somente alternativa aos dois automóveis elétricos com que compete na categoria dos compactos (Mégane e Sécnic). Também passa a contar com modelo que tem o formato da moda (SUV) e motorização híbrida, condições para competir pelo topo do segmento C, e contra adversários como o Toyota C-HR. Renault Symbioz E-TECH full hybrid 145 Iconic vs Toyota C-HR 1.8 Hybrid Square Collection competem na mesma categoria, com o primeiro a apresentar-se como alternativa válida à geração dois do segundo, de 2023. O Renault Symbioz tem “ar” de SUV e altura ao solo (169 mm) que permite alguma liberdade de ação fora dos percursos habituais, mas dispõe de tração só às rodas dianteiras, facto que limita as aptidões para a condução fora de estrada. Todavia, a marca do losango equipou-o com controlo de tração específico: tem sistema de extensão da aderência (chama-se Extendend Grip), e programas de atuação pouco comuns (Neve e Todo-o-Terreno) nesta categoria. O C-HR, na versão 1.8 Hybrid, tem capacidades muito semelhantes, mesmo se a imagem do Toyota, mais disruptiva, parece mais “aventureira". O Symbioz mede 4,41 m de comprimento, posicionando-se acima do Captur (4,24 m) e abaixo do Austral (4,51 m) na gama térmica da Renault. A base é a mesma do primeiro, a plataforma CMF-B, e, neste momento, apenas conta com a motorização híbrida em exame, muito penalizada por fiscalidade automóvel anacrónica, por punir a capacidade dos motores em vez dos gases de escape. E o Renault paga-o... No segmento C, existem alternativas com preços mais atrativos. Mas, neste item, Toyota pior, por estar equipado com motor a gasolina com maior capacidade. Repare no IUC a pagar! Habitabilidade e versatilidade No entanto, ignoremos estas informações, que são apenas denúncias de políticas fiscais erradas, por contar muito mais o dinheiro do imposto do que a proteção do meio ambiente, e concentremo-nos nas qualidades dos SUV neste frente a frente. A Renault, talvez por chegar mais tarde à categoria, preparou-se muito bem para a ferocidade do segmento C. O Symbioz, no equipamento, na funcionalidade, ou, Confronto até, na qualidade, posiciona-se no topo da categoria, superiorizando-se ao Toyota em pontos que valem... pontos. Exemplo: os assentos dos bancos traseiros admitem regulação longitudinal (até 16 cm), o que permite aumentar o espaço para pernas, ou a capacidade da bagageira de 434 litros para 548 - na posição mais recuada, e rebatendo os encostos, mala com 1582 litros. O compartimento tem formas muito regulares, e pode contar com acessórios para arrumação e organização mais fáceis da carga. E existem duas posições em altura para fixação da plataforma. Sob este piso, mais espaço para colocar quase todo o tipo Renault Symbioz E-TECH full hybrid 145 Iconic vs Toyota C-HR 1.8 Hybrid Square Collection de objetos. Finalmente, o portão pode apresentar-se com sistema elétrico de abertura e fecho, incluindo com função mãos-livres, que ativa os dois movimentos com a passagem do pé sob o para-choques. O Toyota, nas cotas de habitabilidade, superioriza-se ao Renault só na largura nos bancos traseiros (e consegue-o apenas por 3 cml), tem bagageira mais pequena, e perde este “mano a mano” na funcionalidade e na versatilidade. E o C-HR apresenta desenho diferenciado que também não favorece as acessibilidades ao habitáculo, mormente atrás - prova-se, assim, este facto: as moedas têm duas faces! Motorizações híbridas eficientes No Symbioz, motorização com tecnologia E-TECH full hybrid 145, sistema em que a marca associa mecânica de 4 cilindros e 1,6 litros a gasolina, unidade com 94 cv e 147 Nm, a dois motores elétricos, um com 49 cv/36 kW e 205 Nm, e outro com 20 cv/15 kW e 50 Nm, ambos alimentados por bateria de iões de lítio com 1,2 kWh de capacidade (só 0,85 kWh são utilizáveis), e caixa automática sem embraiagem ou sincronizadores - a marca chama-lhe tão-simplesmente “multimodo”. No sistema E-TECH full hybrid, o motor elétrico principal (também o mais potente) pode movimentar o Symbioz de forma autónoma em meia dúzia de condições. E o secundário atua sempre apenas como motor de arranque da mecânica térmica (a gasolina), e enquanto gerador, para carregamento da bateria de alta tensão. O condutor tem dois comandos que permitem atuar no funcionamento: o EV (existindo carga “q.b.” na bateria, faz com que o Renault acelere só de modo elétrico), e o E-Save (mantém reservas de energia, de 40%, para aqueles momentos que exigem mais capacidade de resposta ou fôlego, como subidas ou ultrapassagens, por exemplo). Em percursos citadinos, 80% da con-Confronto dução do Symbioz é EV, devido à capacidade otimizada do sistema de recuperação e regeneração de energia, aproveitada para o carregamento da bateria. E o modo preditivo de condução híbrida contribui para a eficiência de sistema, e para a moderação nos consumos, conseguindo-se, facilmente, médias próximas das reivindicadas pela Renault para modelo que arranca sempre de forma elétrica. Em contrapartida, a motorização oferece resposta com contundência à pressão no pedal do acelerador apenas no modo Sport. O C-HR adota a 5.a geração do sistema híbrido da Toyota. A motorização 1.8 HEV é suficiente para a satisfação das expetativas da maioria dos utilizadores, sobretudo conduzindo-se muito em circuito urbano e a baixa velocidade, situações em que o automóvel pode movimentar-se (quase sempre) de forma elétrica. Existem quatro programas de ação: Customer, Normal, Sport e Eco. A capacidade de aceleração nem no modo mais desportivo tem impetuosidade capaz de impressionar-nos. E a sonoridade da mecânica aumenta somente quando precisamos de mais potência para ganhar velocidade rapidamente, e mantermos ritmos elevados, característica com origem no funcionamento da caixa. Também neste Renault vs Toyota caso, consumo moderado até quando conduzimos de forma menos eficiente. Equipamento e tecnologia A Renault propõe o Symbioz com quatro níveis de equipamento. A Icone encontra-se no topo da gama. Tem materiais e montagem que contribuem para a muito boa impressão de qualidade. Entre os itens de série, sistema Multi-Sense para seleção de diversos modos de condução, faróis e farolins com tecnologia LED, e programa multimédia com monitor tátil de 10,4” no centro do painel de bordo, montado em posição vertical e orientado para o condutor (o OpenR Link tem sistema operativo Android Automotive 12, com o ecossistema Google - navegação Maps, assistente de voz, e loja com mais de 50 aplicações disponíveis para “download” -, e permite, ainda, a atualização remota do “software”, através da Internet, além de ser compatível com Android Auto e Apple CarPlay). Já para a instrumentação, monitor com 10,3”. A experiência de utilização, pela facilidade e rapidez de resposta (não há sistema melhor na categoria), mais do que satisfaz. Na versão Iconic, sistema de som da Harman Kardon e teto panorâmico Solarbay. Este sistema dispensa cortinas de proii Confronto teção térmica, uma vez que muda os níveis de opacidade e transparência do vidro, parcial ou totalmente, em função de todas as necessidades, através de comando específico ou por ordem vocal. Também no Toyota, tejadilho panorâmico que beneficia o ambiente a bordo (possui cortina de proteção fácil de desmontar ou montar, recomendando-se a segunda operação só quando a radiação e a temperatura são excessivas, para proteção do bem-estar no automóvel), e digitalização em paralelo com a eletrificação, com monitores (12,3”) para instrumentação e multimédia. Ainda assim, o C-HR não tem tudo o que há no Symbioz, mesmo se o muito que possui proporciona apresentação supermoderna e sofisticada de um interior que também sobressai pela qualidade dos materiais e pela solidez da montagem. No Symbioz, automóvel novo, e, por isso, obrigado ao cumprimento das regras que vigoram na Europa: três dezenas de assistentes eletrónicos à condução, incluindo regulador de velocidade ativo, que atua de forma coordenada com o programa que assegura a manutenção do Renault na faixa de rodagem. A marca, para o sistema Active Drive Assist, anuncia nível 2 de condução autónoma. Pretendendo-se mais liberdade de ação, em botão específico (My Safety Switch), desativam-se diversos mecanismos. O equipamento do C-HR também é com-Renault Symbioz E-TECH full hybrid 145 Iconic vs Toyota C-HR 1.8 Hybrid Square Collection pleto. O Toyota Safety Sense (T-Mate) dispõe de funções e formas de intervenção ampliadas e otimizadas - assim, aumenta-se a proteção dos ocupantes, reduz-se o perigo de acidente, e diminuem-se, também, os níveis de pressão sobre o condutor. Entre as novidades, programa que retarda a atuação do acelerador, após a deteção do perigo de embate em viatura à frente do SUV, o Proative Driving Assist (PDA) - desaceleração suave sempre que é retirado o pé do acelerador, a baixa velocidade, ou na aproximação a automóvel mais lento e a curva. Somam-se Assistência à direção, que também atua em curva, e melhora a estabilidade e a suavidade; e tecnologia para reconhecimento de ciclistas e peões, que atua tão bem de dia como à noite. Os condutores de Symbioz ou do C-HR instalam-se confortavelmente e em posições sobrelevadas, a norma nos SUV, com os comandos e os elementos funcionais por perto; melhorando a ergonomia, otimiza-se a facilidade de utilização. No Renault, a calibração pró-conforto de amortecedores e direção convidam-nos a condução tranquila, características que deve, igualmente, às dimensões, ou ao formato SUV da carroçaria. O Toyota também é competente dinamicamente, mas satisfaz mais os adeptos do conforto e da suavidade de rolamento. Mas, neste frente a frente, o C-HR, com controlo de estabilidade preditivo (e, assim, proativo, em vez de reativo), superioriza-se na agilidade. 1 FICHA TÉCNICA Renault Symbioz E-TECH full hybrid 145 Iconic 4 cilindros em linha + 2 motores elétricos 1598 cc Injeção eletrónica 2 a.c.c./16V 145 cv/5600 rpm 148 Nm/3600 rpm Dianteira Automática, multimodo Ind. MacPherson Eixo de torção Discos ventilados/Discos Elétrica/11,1 m 4,413/1,797/1,575 m 2,638 m 169 mm 434/548-1582 litros 48 litros 225/45 R19 225/45 R19 1498 kg 10,47 kg/cv 170 km/h 10,6 s 4,7 1/100 km 106 g/km 3 anos sem limite de km 3/12 anos 1 ano/30.000 km 148,22 EUR MOTOR Arquitetura Capacidade Alimentação Distribuição Potência Binário TRANSMISSÃO Tração Caixa de velocidades CHASSIS Suspensão F Suspensão T Travões F/T Direção/Diâmetro de viragem DIMENSÕES E CAPACIDADES Comprimento/Largura/Altura Distância entre eixos Altura ao solo Mala Depósito de combustível Pneus F Pneus T Peso Relação peso/potência PRESTAÇÕES E CONSUMOS Velocidade máxima Aceleração 0-100 km/h Consumo médio (WLTP) Emissões de C02 (WLTP) GARANTIAS/MANUTENÇÃO Mecânica Pintura/Corrosão Intervalos entre revisões Imposto de Circulação (IUC) Sistema híbrido: 5 anos/100.000 km Toyota C-HR 1.8 Hybrid Square Collection ----------------- 4 cilindros em linha + motor elétrico 1798 cc Injeção eletrónica 2 a.c.c./16V 140 cv/5200 rpm 185 Nm/3600 rpm Dianteira Automática de variação contínua Ind. MacPherson Eixo multibraços Discos ventilados/Discos Elétrica/10,8 m 4,362/1,832/1,558 m 2,640 m 154 mm 388-1490 litros 43 litros 225/55 R18 225/55 R18 1480 kg 10,57 kg/cv 175 km/h 9,9 s 4,7 1/100 km 105 g/km 3 anos sem limite de km* 3/12 anos 1 ano/15.000 km 221,37 EUR PREÇO (CLIENTE PARTICULAR) 38.500 EUR Preço da unidade ensaiada 41.600 EUR (4) Avaliação e-auto . . . . PREÇO (CLIENTE PARTICULAR) 40.800 EUR Preço da unidade ensaiada 40.800 EUR . . Avaliação e-auto (4) § PONTUAÇÃO INTERIOR Espaço à frente 7 TOYOTA 8 MAX 10 Espaço atrás 9 7 10 Qualidade 9 8 10 Bagageira 8 7 15 Acessibilidade/Funcionalidade 13 11 15 SUBTOTAL 46 41 60 CONFORTO Suspensão 13 12 15 Posição de condução 7 8 10 Ergonomia 8 7 10 Equipamento 18 17 20 Insonorização 4 4 5 SUBTOTAL 50 48 60 MOTOR/TRANSMISSÃO Bateria/Capacidade 7 7 10 Acelerações 11 12 15 Recuperações 11 12 15 Carregamento 13 13 15 Velocidade máxima 3 3 5 SUBTOTAL 45 47 60 DINÂMICA Comportamento 17 18 20 Direção 7 8 10 Facilidade de condução 8 8 10 Travagem 7 8 10 Equipamento de segurança 9 8 10 SUBTOTAL 48 50 60 ECONOMIA Consumo 13 13 15 Autonomia 13 13 15 Garantia/Manutenção 8 8 10 Preço 14 14 20 SUBTOTAL 48 48 60 TOTAIS 237 234 300 JOSÉ CAETANO