AUDI PROMETE 12 NOVIDADES EM 12 MESES - CONTRA-ATAQUE
2024-10-09 06:40:05

Novidade Especial AUDI Dois passos ãlrente Mais quatro anéis na gama da marca alemã, com os A5 Limousine e Avant e os A6 Sportback e Avant e-tron. A promessa é de 12 automóveis novos em 24 meses, primeiro para acelerar o programa de eletrificação, depois para regressar ao crescimento nas vendas, após período de decréscimo, “de olho” no topo do mercado “premium”. A Audi vive momento de entusiasmo, independentemente da travagem nas vendas durante os primeiros oito meses do ano, que não surpreende, por traduzir o processo de transformação em curso na gama de automóveis da marca alemã. Muitas vezes, dois passos à frente apenas depois de passo atrás! E, após a tempestade, bonança na linha do horizonte, sobretudo cumprindo-se a promessa de 12 novidades nos próximos 24 meses. No imediato, mais quatro anéis na gama: A5 Limousine, A5 Avant, A6 Sportback e-tron e A6 Avant e-tron. Todos contam com arquiteturas técnicas novas, mas os dois primeiros têm mecânicas de combustão interna, enquanto o terceiro e o quarto existem apenas com motores elétricos. Os quatro partilham o desenho excitante e a tecnologia de ponta, incluindo no campo da digitalização. O foco da Audi está na eletrificação, mas a marca não despreza a importância dos motores térmicos durante a mudança de paradigma, o que obriga a investimentos no desenvolvimento de geração nova de automóveis que contribua, também, para a disseminação comportamento das tecnologias híbridas de transição promotoras da redução dos consumos e dos gases de escape, ao mesmo tempo que asseguram experiências de condução que aproximam (mais) o presente do futuro, sobretudo nos modelos com motorizações híbridas Plug-ln, por disponibilizarem os dois modos de ação - térmico e elétrico. E, assim, ganha-se tempo para a construção do ecossistema indispensável para o sucesso da implementação da estratégia de eletrificação da Audi, que pressupõe, nomeadamente, investimentos massivos no desenvolvimento das energias verdes e até a construção de infraestrutura de carregamento própria. No plano da marca, até 2027, automóveis com a tecnologia e-tron em todos os segmentos essenciais. Em 2023, comparativamente a 2022, crescimento de 51% nas vendas de elétricos, com o fabricante a entregar cerca de 178.000 automóveis. Atualmente, a marca dispõe de quatro plataformas, duas do Grupo Volkswagen, a MEB e MLB Evo, a J1 da Porsche e a PPC, encontrando-se, por isso, bem preparada para o cumprimento da missão muito complexa que tem pela frente. O objetivo é o topo do mercado "premium”. O aumento do portefólio com o A5 e o A6 apoiam-na nessa empreitada. ESPECIAL AUDI. Limousine e Avant novas no segmento médio A5 em vez de A4 A Audi introduziu mudança importante na estrutura de nomes dos automóveis, de forma a aumentar a diferenciação entre os modelos com mecânicas térmicas e os equipados com motores elétricos, decisão que também facilita a interpretação da arquitetura da gama: números ímpares nos primeiros e pares nos segundos. Entre os beneficiários da nomenclatura nova encontra-se o A5, que não é mais do que o sucessor do A4 concorrente no segmento médio (D)l Trata-se, todavia, de designação que não é nova, pois a marca alemã adotou-a em 2007, muito pouco tempo antes da apresentação da quarta geração do A4 (2008), para diferenciar mais a berlina e a carrinha do Coupé e do Cabrio fabricados sobre a mesma estrutura técnica. À época, também apareceu Sportback com 5 portas e desenho mais desportivo que o modelo de 4 portas. No imediato, os três “saem de cena”! O A4 teve cinco gerações (B5 de 1994, B6 de 2000, B7 de 2004, B8 de 2008 e B9 de 2016), o A5 apenas duas (2007 e 2017), se não contabilizarmos o automóvel novo, independentemente de apresentar-se sob o mesmo nome. No imediato, na gama, não encontramos o Coupé nem o Cabrio (desconhece-se mesmo se há plano para a sucessão das duas variantes!) e, para a berlina, privilegiou-se o nome Limousine (ou Sedan...) ao Sportback, mesmo se o sucessor tem, também, 5 portas, formato que beneficia, por exemplo, o acesso à mala. E a Avant mantém-se no catálogo de marca com tradição na produção de carrinhas - e o formato, no mercado europeu, ainda é de sucesso. Este A5, comparado com o A4 que substitui, é 67 mm mais comprido (4,829 m), 13 mm mais largo (1,860 m), 16 mm mais alto (1,444 m) e mede, ainda, mais 80 mm entre eixos. Deve-o ao facto de assentar numa arquitetura técnica moderna, a Premium Platform Combustion (PPC), de-senvolvida, especificamente, para geração nova de automóveis com mecânicas técnicas ou motorizações híbridas, e tração dianteira ou quatro rodas motrizes - esta estrutura, ignorando o nome semelhante, não tem nada em comum com Premium Platform Electric (PPE) de Porsche Macan ou Audi Q6 e-tron e A6 e-tron. Também no habitáculo, A5 novo muito, muito diferente dos A4 e A5 que substitui... O painel de bordo aproxima-se do que a Audi estreou, recentemente, no Q6 e-tron. Tem nome “pomposo” (MMI panoramic display) e combina dois monitores digitais com tecnologia do tipo OLED sob superfície curva, um para a instrumentação com 11,9” (Virtual Cockpit), outro para o sistema multimédia (14,5”). Opcionalmente, a marca alemã também disponibiliza ecrã com 10,9” para o passageiro dianteiro e a versão mais recente do Head-Up Display da “casa”. Entre os equipamentos, faróis e farolins com LED, possibilidade de seleção de até seis assinaturas luminosas, tejadilho panorâmico em vidro que admite seleção do nível de opacidade e transparência, sistema de som Bang&Olufsen, integração de inteligência artificial (ChatGPT) e jantes até 20”. E o pacote de apoios eletrónicos à condução também muito completo, propondo muito mais do que é imposto pelas normativas europeias mais recentes. Motores de 150 cv a 367 cv No A5 Limousine, mala com 445 litros. No Avant, 476. Nos dois casos, rebatendo-se os encostos dos bancos traseiros, mais capacidade, com 1299 litros na berlina e 1424 na carrinha. Em qualquer dos modelos, portões com movimentos elétricos de abertura e fecho. Estes Audi partilham, igualmente, a gama de motorizações no arranque da carreira comercial, com entregas das primeiras unidades aos clientes no próximo mês: 2.0 TFSI com 150 cv, 2.0 TDI com 204 cv e, nos S4, V6 3.0 TFSI com 367 cv. Todas as mecânicas dispõem de tecnologia do tipo “mild hybrid" com rede elétrica complementar de 48 V, exceto a unidade a gasolina com menos potência. O sistema MHEV plus da Audi conta com duas máquinas elétricas, uma para a alimentação dos sistemas de bordo convencionais e arranque do motor de combustão, outra com 24 cv e 230 Nm que tem a capacidade de movimentar o A5 sem intervenção da mecânica de combustão, embora somente a baixa velocidade e em circunstâncias específicas (manobras de estacionamento, por exemplo). E a potência do sistema de recuperação e regeneração de energia em desacelerações e travagens também é muito mais potente do que o habitual nos MHEV, com picos de 25 kW. De série, todas as versões têm caixas automáticas. No topo da gama, S5 Limousine e S5 Avant com elementos decorativos e estéticos específicos no exterior e no interior, somando-se-lhes a preparação “à medida” do chassis - esta intervenção técnica incidiu na suspensão, na direção e nos demais elementos com impacto na condução. Exclusivo é, ainda, o diferencial traseiro do tipo desportivo, com sistema de vectorização do binário. Existem 10 cores para os A5, mas apenas os “S” podem contar com o Azul Ascari. Berlinas desde 46.309 EUR e carrinhas a partir de 48.258 ESPECIAL AUDI. Sportback e Avant com 381 cv e 551 cv Gama e-tron ganha A6 O momento de incerteza política na Europa tem impacto no automóvel (indústria e mercado). Se Bruxelas determinou o ponto final no comércio de motores térmicos em 2035, o que é quase “depois de amanhã”, também é verdade que existem cada vez mais pressões para a introdução de mudanças nas regras, para abrandamento da velocidade do processo de transição. Os fabricantes adaptam-se. Na Audi, por exemplo, a ambição é propor apenas elétricos a partir de 2033, com o responsável da marca no nosso País, Nuno Mendonça, a anunciar até o objetivo de antecipar a “revolução” para 2030! A marca do Grupo Volkswagen introduziu o primeiro e-tron em 2019. Durante este ano, a gama ganhou mais três automóveis, passando a contar com oito. Os A6 que apresentamos nestas páginas ficarão disponíveis nos concessionários apenas no próximo mês, coexistindo no catálogo com os homónimos com motores térmicos até à introdução do sucessor (A7). Os modelos novos (Sportback e Avant) contam com a Premium Platform Electric (PPE) desenvolvida em parceria com a Porsche e estreada pela Audi no Q6 e-tron. Concorrentes: BMW i5 (também disponível como Touring) e Mercedes EQE. O A6 Sporttback e-tron é o automóvel mais aerodinâmico do Grupo Volkswagen (a marca anuncia coeficientes de 0.21 para a berlina e 0,24 para a carrinha), devido à importância deste item para o aumento das autonomias dos elétricos (até 756 km, diz a Audi). Na gama, versões performance com 270 kW (381 cv) e tração traseira e S6 com 370 kW (500 cv) - o sistema produz “pico” de 405 kW (543 cv), ativando-se o controlo de arranque (Launch Control) - e quatro rodas motrizes. Nas primeiras, 0-100 km/h em 5,4 segundos. Nas segundas, este arranque cumpre-se em menos de 4 segundos (reivindica-se 3,9!). E a velocidade máxima apresenta-se limitada a 210 km/h e 240 km/h, respetivamente. Potência máxima de carregamento: 270 kW A Audi, na apresentação de A6 Sportback e-tron e A6 Avant e-tron (para a carrinha, a autonomia máxima anunciada é de 720 km), comprometeu-se com a introdução de versões novas e baterias com 82 kWh de capacidade, mas todos os modelos já em produção baseados na PPE, incluindo na Porsche, têm acumuladores com 100 kWh de capacidade. As potências máximas de recarregamento são de 11 kW com cor-rente alternada (futuramente, até 22 kW) e 270 kW com corrente contínua. Este sistema é de 800 V, o que beneficia a rapidez da operação. Nos A6 e-tron, como no Q6 e-tron, a eletrificação combina-se com a digitalização. No painel de bordo, três monitores - instrumentação (11,9”), multimédia (14,5”) e, em opção, ecrã (10,9”) para informação e entretenimento do passageiro dianteiro. Complementarmente, Head-Up Display com realidade aumentada e câmaras em vez de retrovisores (as primeiras permitem ganhar até 7 km de autonomia extra por carga da bateria). A arquitetura eletrónica baseia-se no sistema operativo Android Automotive OS, que tem a particularidade de integrar inteligência artificial, por via do ChatGPT, e admitir atualizações remotas regulares de “software”. Nos A6, a Audi também propõe tejadilho panorâmico em vidro que pode tornar-se opaco ou transparente, parcial ou totalmente, através de toque em comando, e há dois compartimentos de carga. Os cabos de alimentação da bateria, querendo-se, podem colocar-se no dianteiro, o traseiro tem 500 litros em qualquer das variantes (Sportback e Avant). O chassis tem suspensão com molas metálicas de série, mas existe sistema pneumático inscrito entre os equipamentos opcionais para adaptar a altura ao solo (como também adiciona o amortecimento variável, teoricamente, beneficia o conforto de rolamento e o desempenho dinâmico). A5 LIMOUSINEeAVANT ¦ A6 SPORTBACK e AVANT e-tron JOSÉ CAETANO