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REPORTAGEM - AGORA ESCOLHA!

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2024-10-09 06:40:05

Reportagem. Nunca a indústria automóvel, no domínio da eletrificação, ofereceu tantas opções de motorização para fazer face às necessidades dos condutores e, também, às exigências ambientais. A multiplicidade tecnológica permite, hoje, que híbridos convencionais, híbridos Plug-ln e elétricos coexistam, cada qual com as suas vantagens e desvantagens. E-AUTO explica-lhe a forma de escolha da melhor opção para si! automóvel atravessa a sua maior revolução em mais de um século. A necessidade de redução das emissões poluentes (bem como a imposição de normas regulamentares cada vez mais restritivas) obrigou os construtores a acelerar o desenvolvimento de novos conceitos tecnológicos, com os últimos 20 anos a serem de rápido surgimento para diversas soluções, a ampla maioria em torno da eletrificação. Neste cenário, com a massificação dos veículos eletrificados, as tipologias divergem: se, no passado, alguns automóveis 100% elétricos foram concebidos em moldes experimentais, ou pouco mais que isso, foi com a tecnologia híbrida que começaram a impor-se, nomeadamente, com os esforços da Toyota e da Honda, as grandes impulsionadoras, na década de 1990 destes sistemas de maior eficiência. Com a aceitação progressiva da hibridação, e o desenvolvimento de novos esforços para reduzir as emissões e os consumos, o progresso deu azo aos híbridos Plug-ln (PHEV), cujas competências de circulação em modo elétrico são mais amplas, graças à possibilidade de serem ligados à tomada, para autonomias que já superam, nalguns casos, os 100 km em modo de condução totalmente elétrico. Mas a eletrificação total ganha cada vez maior preponderância, e, na atualidade, praticamente todos os fabricantes têm já planos para a conversão total rumo aos automóveis sem emissões. Escolher entre estas tecnologias pode não ser tarefa fácil, e importa reter algumas ideias, mais racionais do que emocionais, para a opção por cada um destes sistemas. Híbridos De composição mais simples, a tecnologia híbrida (HEV) é vista como o primeiro passo de acesso à eletrificação, tendo como principal vantagem a capacidade de usufruir de baixos consumos e de baixas emissões sem alteração de hábitos ou costumes de condução, sem custos de aquisição excessivamente elevados, e sem necessidade de um acesso nem sempre fácil à infraestrutura qu3e permita o carregamento exterior da bateria. Os híbridos “puros”, ou seja, sem ligação à tomada, combinam um motor de combustão de elevada eficiência (usualmente, acima dos 40%) com uma máquina elétrica de tração alimentada por uma bateria compacta, que permite circulação em modo elétrico por breves períodos, quando não existem grandes exigências em termos de velocidade ou carga. Além disso, conseguem ajudar nas prestações. A grande vantagem destes sistemas, presentes numa vasta quantidade de marcas, é a facilidade de atuação e de vivência, já que não exigem cabos de carregamento, nem obrigam a tempos de espera nos postos para recarregar a bateria - o motor térmico e a própria recuperação da energia cinética em desaceleração e travagem encarregam-se disso. Outra vantagem, dada a sua maior simplicidade, é o custo mais baixo, o que ajuda a que sejam um primeiro passo na eletrificação bastante convidativo. Por outro lado, a sua maior desvantagem é a circulação limitada em modo elétrico: as baterias de baixa capacidade inviabilizam grandes trajetos em modo “zero emissões”. Havendo ainda que ter em conta que boa parte destas motorizações faz uso de caixa de velocidades de variação contínua (CVT), não raro responsáveis por um aumento do ruído a bordo proveniente do motor de combustão, em particular nas situações em que é exigido mais da mecânica. Atualmente, os sistemas híbridos também podem ser “mild hybrid” (MHEV), ou seja, com recurso a uma rede eletrificada de 48 V, que assegura assistência elétrica nas acelerações, e alguma contenção dos consumos, sem ser tão versátil como um híbrido “puro”. Generalizando um pouco mais, embora saindo do âmbito da eletrificação, também se poderia incluir neste campo os modelos a GPL, uma vez que estes combinam dois combustíveis, gasolina e Gás de Petróleo Liquefeito, proporcionando autonomias em torno do milhar de quilómetros, assim como emissões de poluentes mais reduzidas, e custos de utilização mais baixos (devido ao preço do GPL, inferior ao do da gasolina ou do gasóleo), quando a funcionar a GPL. Híbridos Plug-ln O conceito dos híbridos Plug-ln (PHEV) é semelhante ao dos híbridos anteriormente descritos, mas tanto o motor elétrico, como a bateria de alta tensão, são mais competentes, traduzindo-se, assim, num rendimento combinado mais elevado, e numa maior autonomia sem emissões. Essa é, efetivamente, a sua principal vantagem, a de possibilitar uma poupança substancial nos custos de combustível e nas emissões, ao serem conduzidos por várias dezenas de km em modo elétrico, sem recurso ao motor de combustão. Os sistemas PHEV mais modernos já permitem autonomias em modo EV superiores a 100 km, cumprindo de forma eficaz a maioria dos trajetos diários apenas com o motor elétrico. Além disso, invalidam qual-quer indício de ansiedade com a autonomia limitada, graças ao motor de combustão, que pode ser usado também para as viagens mais longas. No momento de escolher os PHEV, os condutores devem garantir, desde logo, que poderão ter forma de carregar a bateria, já que apenas dessa forma poderão usufruir das vantagens deste sistema híbrido. Neste capítulo, os condutores devem adaptar de forma ligeira o seu estilo de vida, carregando a bateria elétrica sempre que possível - alguns dos sistemas modernos já permitem carga em tomadas rápidas, o que acelera este processo, embora possa ter custos não despiciendos, sobretudo quando a mesma for efetuada na rede pública. Uma das desvantagens dos PHEV é o facto de serem mais dispendiosos do que os híbridos convencionais, pelo que essa é uma circunstância a ter em conta. Ainda assim, também poderão usufruir de incentivos fiscais que ajudam a amortizar esta opção, e mais ainda, em Portugal, no caso das empresas (tendo uma autonomia homologada superior a 50 km em modo totalmente elétrico, por exemplo, dedução de IVA para preços de aquisição de até 50.000EUR antes de IVA, e redução da Tribu-tação Autónoma, escalonada em função do preço de aquisição). Resta é saber até quando poderão vigorar estes benefícios, não faltando quem defenda o respetivo desaparecimento, em virtude das muitas críticas que têm sido formuladas a boa parte dos utilizadores dos PHEV, mormente as que têm por base a alegação de que tiram partido desta tecnologia para aceder, a preço mais competitivo, a automóveis com elevados valores de potência, binário e prestações, negligenciando o carregamento frequente da bateria, e/ou praticando uma condução que reduz drasticamente a autonomia 100% elétrica, assim pervertendo significativamente o trunfo das baixas emissões de poluentes. Elétricos Tecnologia em tendência crescente na indústria, os elétricos a bateria recorrem a um conceito também simples, mas fazendo uso apenas de motores elétricos, e de uma bateria de capacidade elevada, com autonomias já bastante comuns acima dos 500 km. Esta tecnologia é apontada como a solução para a redução das emissões poluentes no setor dos transportes, e tem, efetivamente, a vantagem incontornável de ser neutra em emissões poluentes localmente. A suavidade de condução, o espaço mais amplo a bordo, graças à utilização cada vez mais comum de plataformas dedicadas, e, simultaneamente, a possibilidade de dispor de prestações bastante elevadas (nalguns casos, rivalizando com as de modelos verdadeiramente desportivos) são outras das competências dos automóveis elétricos. Porém, pelo lado menos positivo, os condutores ficam mais dependentes da rede de carregamento, e torna-se ainda mais vantajosa a instalação de um ponto de carregamento dedicado em casa, sendo que o processo de carregamento da bateria é (ainda) mais moroso do que o abastecimento de qualquer veículo a combustão. Além disso, as temperaturas exteriores tendem a afetar a autonomia. O preço dos elétricos tende, igualmente, a ser uma desvantagem, já que o custo dos componentes ainda é mais elevado do que o dos modelos de combustão interna (sobretudo o da bateria), ainda que a paridade de preços esteja cada vez mais perto - em Portugal, pelo menos enquan-to os 100% elétricos estiverem isentos de ISV (Imposto Sobre Veículos), além de que também não pagam IUC. Os compradores que optem por esta tecnologia também poderão usufruir de benefícios fiscais que ajudam à opção pela mobilidade sem emissões, em especial as empresas (isenção ou redução de Tributação Autónoma, dedução total do IVA para viaturas com preço de aquisição até 62.500 EUR antes de IVA). CARREGAR ELÉTRICOS E HÍBRIDOS PLUG-IN Cada vez mais extensa, a rede pública de postos de carregamento para automóveis híbridos Plug-ln e totalmente elétricos ainda tem pela frente um grande desafio para chegar a todos os condutores, caso a grande maioria decida trocar, de forma rápida, os modelos a combustão por EV ou PHEV. Estes postos públicos melhoram o lado prático da convivência com os elétricos, dadas as potências de carregamento elevadas, sobretudo quando utilizadas as tomadas DC (corrente contínua), mais rápidas (nomeadamente, em modelos com arquiteturas elétricas de 800 V), mas também mais dispendiosas. Ainda assim, a sua utilização é conveniente para viagens mais longas. Porém, a melhor solução é o carregamento doméstico: se num PHEV é possível utilizar uma tomada simples de 230 V (já que a bateria de capacidade reduzida é recuperada muito mais rapidamente), para um veículo 100% elétrico torna-se imprescindível a montagem de uma "wallbox", que permite potências de carregamento superiores (11 kW ou 22 kW), para agilizar os processos de carga, por exemplo, durante a noite. Estes postos de carregamento rápido domésticos são AC (corrente alternada), e tornam os custos de utilização bastante inferiores aos dos animados por motores de combustão. No entanto, necessitam de um espaço próprio de estacionamento, nomeadamente, em garagens ou lugares de condomínio. Z Híbridos VANTAGENS ¦ Tecnologia simples ¦ Sem alteração de hábitos ¦ Consumos/Emissões ¦ Preço mais em conta DESVANTAGENS ¦ Modo elétrico muito limitado ¦ Caixa CVT aumenta ruído de funcionamento Híbridos Plug-ln VANTAGENS ¦ Autonomia elétrica ¦ Sem ansiedade de autonomia ¦ Consumos/Emissões ¦ Prestações ¦ Benefícios fiscais DESVANTAGENS ¦ Requer carregamento ¦ Preço superior ao dos híbridos ¦ Redução da capacidade da mala (nalguns casos...) / Elétricos VANTAGENS ¦ Prestações ¦ Suavidade de condução ¦ Benefícios fiscais Zero emissões * Custos de manutenção/utilização DESVANTAGENS Obrigam a estilo de vida adaptado ¦ Preço ainda elevado Tempos de carregamento PEDRO JUNCEIRO