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CENTROS COMERCIAIS ESTÃO A CHEGAR

Barcelos Popular

2023-04-11 11:43:10

INVESTIMENTO Projectos de grande dimensão em Arcozelo e Barcelinhos Centros Comerciais estão a chegar Pedro Granja Texto e foto O grupo francês Auchan está a tentar recuperar o polémico projecto de construção daquela que poderá vir a ser a maior unidade comercial do concelho, em Arcozelo, junto ao campo de futebol do Núcleo Desportivo “Os Andorinhas”, mais concretamente nos terrenos onde está instalada uma comunidade de etnia cigana. Mas outro projecto está previsto para Barcelinhos, este integrado na nova urbanização que a DST, empresa de Braga, está a construir, já em fase avançada, junto ao novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos. Este, já se sabe que terá entre 25 a 30 mil metros quadrados de unidade comercial, incluindo, também, um hipermercado, lojas e espaços de lazer. Segundo aquilo que o Barcelos Popular apurou, o empreendimento do Auchan é mais uma das tentativas de instalação de um centro comercial que esbarrou, há cerca de 20 anos, em questões de legalidade, por a empresa francesa pretender construir em zona de reserva agrícola e ecológica, questão levantada na altura pela Associação Comercial e Industrial de Barcelos (ACIB). Agora, com a recente alteração legislativa, ficam abertas as portas a que este grupo possa instalar este género de projectos. Até porque, actualmente, só poderão ser contestados, e travados, em caso de apresentação de reclamação e incumprimento das regras do Plano Director Municipal. Neste momento, por exemplo, não necessitam, na sua maioria, de estudo de impacto ambiental, parecer que, no início deste século, inviabilizou um Sportsfórum, do Grupo Amorim, que pretendia construir um centro comercial, numa área de cerca de 45 mil metros quadrados, com um custo de perto de 50 milhões de euros. Recorde-se que, à data, este projecto anunciava a criação de 2000 postos de trabalho directos e indirectos. Tinha mais de 60 lojas, um hipermercado, cinemas, zonas de lazer, praça de restauração e 2700 lugares para estacionamento de viaturas. Agora, a novidade é que, passados mais de 20 anos, com estas alterações da legislação e no âmbito do projecto da Câmara relacionado com a construção de habitação para erradicar as barracas até ao final de 2024, as negociações para a saída dos moradores do local já estarão a decorrer. Número de grandes superfícies comerciais na última década disparou Visto, nos anos 90 e início de 2000, como uma “zona tampão” onde não entravam centros comerciais ou hipermercados, Barcelos disparou nos últimos anos. Primeiro com o Lidl, em Gamil, em 2005, e, já na fase final do último mandato de Fernando Reis, o E.Leclerc, em Rio Covo Santa Eugénia. Com a chegada ao poder do PS, em 2009, e embora o presidente da Câmara fosse Miguel Costa Gomes, ex-líder da ACIB, a realidade é que o cenário mudou completamente, com o aparecimento de perto uma dezena de unidades ligadas a grandes superfícies (Continente, Lidl, Mercadona, Intermarché e Pingo Doce), a juntar a outras de média dimensão que cresceram, como o Supermercado Miranda (Manhente e Vilar do Monte).