TEOLINDA GERSÃO VAI ESTAR NO ENCONTRO DE LEITURAS
2024-11-05 06:00:07

A escritora irá ao clube de leitura do PÚBLICO e da Quatro Cinco Um conversar sobre O Regresso de Júlia Mann a Paraty No ano em que comemorou os 40 anos de carreira literária, em 2021, Teolinda Gersão lançou O Regresso de Júlia Mann a Paraty, que recebeu o Grande Prémio de Literatura dst 2023. Lançado em Portugal pela Porto Editora e publicado no Brasil pela Oficina Raquel, este romance, com várias vozes, mistura realidade e ficção, e é composto por três novelas: “Freud pensando em Thomas Mann em Dezembro de 1938”; “Thomas Mann pensando em Freud em Dezembro de 1930” e “O Regresso de Júlia Mann a Paraty”. Estes monólogos trazem-nos o médico judeu fundador da psicanálise Sigmund Freud, quando já se encontrava refugiado em Inglaterra após a anexação da Áustria pela Alemanha nazi; o Prémio Nobel de Literatura de 1929, autor de Os Buddenbrook, e também a sua mãe, Júlia da Silva Bruhns, que nasceu em Paraty, no Brasil, em 1851, filha de pai alemão e mãe brasileira de origem indígena, e que viveu na fazenda Boa Vista até aos sete anos, altura em que partiu para a Alemanha. O clube de leitura do PÚBLICO e da Quatro Cinco Um, que decorre no Zoom, vai receber Teolinda Gersão no dia 12 de Novembro (22h em Lisboa, 19h em Brasília), para conversar sobre este romance . Como habitualmente, a sessão é aberta a todos os que queiram participar. A ID é a 821 5605 8496 e a senha de acesso 719623. A jornalista Isabel Coutinho, responsável pelo site do PÚBLICO dedicado aos livros, o Leituras, e Paulo Werneck, director de redacção da revista Quatro Cinco Um, apresentam o evento. Neste livro, Teolinda Gersão “faz um retrato da Alemanha nos anos que precederam a Segunda Guerra”, como escreveu no Ípsilon o crítico José Riço Direitinho, que a entrevistou, e fala-nos também do “papel e da condição social da mulher” daquela época. “A ideia de escrever este livro veio sobretudo da minha curiosidade pela personagem de Júlia Mann, sobre a qual, durante muito tempo, além da sua origem brasileira, pouco ou nada sabia. Tive vontade de procurar essa mulher na sua vida real, e escutar, da sua boca, o que ela tinha a dizer”, explicou a autora nessa entrevista. Na realidade, Júlia Mann nunca mais regressou ao Brasil e Teolinda Gersão imagina-o. Teolinda Gersão partiu não só da leitura das memórias de Júlia Mann (Aus Dodos Kinderheit/Da infância de Dôdô), mas também de pequenos textos literários e cartas que a brasileira escreveu. Leu também a biografia da família Mann escrita pelo filho mais novo, Viktor, Éramos cinco, e ainda as Memórias não escritas de Katia Mann, mulher de Thomas. A escritora, que nasceu em Coimbra, em 1940, tinha 41 anos quando publicou o seu primeiro livro, O Silêncio, pelo qual recebeu o Prémio de Ficção do Pen Clube em 1981. Foi leitora de português na Universidade Técnica de Berlim e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde leccionou Literatura Alemã e Literatura Comparada. Em 1995 deixou a academia para se dedicar inteiramente à escrita. O Regresso de Júlia Mann a Paraty Autoria: Teolinda Gersão (Porto Editora; 144 págs; 15,50EUR. Já nas livrarias) A vasta obra de Teolinda Gersão inclui romance, contos, novelas, literatura infantil, ensaio e diários