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TRANSPORTES - MOTA-ENGIL VAI ENFRENTAR ESPANHÓIS NA ALTA VELOCIDADE

Negócios

2024-11-12 06:31:03

pedrocurvelo@negocios.pt Além da Lusolav, o consórcio liderado pela espanhola Sacyr deverá avançar para a segunda PPP da alta velocidade. Acciona, FCC e Ferrovial, num consórcio totalmente espanhol, também estão preparadas para avançar. A Mota-Engil. através do consórcio Lusolav, que conta com as construtoras portuguesas Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel AS., conquistou a conceção, construção e manutenção do primeiro troço, entre a Campanhã, no Porto e Oiã, em Aveiro. Foi o único admitido a concurso, depois de o consórcio da Sacyr ter visto acandidatura rejeitada, mas prepara-se para enfrentar concorrênciaespanhola na segunda parceria público-privada (PPP) para a linha de alta velocidade Lisboa-Porto. O consórcio liderado pela espanhola Sacyr e que conta com as portuguesa DST e ACA Engenharia & Construção, está a preparar-se para concorrer a esta segunda PPP que contará também, segundo o EI Economista, com um outro consórcio, desta feita integralmente espanhol. Acciona, FCC e Ferrovial estão preparadas para avançar para o concurso aberto pela Infraestruturas de Portuga] no final de julho. A construtora portuguesa, liderada por Caídos Mota dos Santos, contactada, recusou fazer qualquer comentário sobre a concorrência que enfrentará na concessão da linha ferroviária de alta velocidade entre Oiã, no distrito de Aveiro, e Soure, no distrito de Coimbra. Mas esta é uma realidade para a qual já se estava a preparai-muito antes do concurso sair do papel. Em janeiro de 2023, em entrevista ao Negócios, Carlos Mota dos Santos já tinha alertado para a concorrência de empresas espanholas nas obras para a alta velocidade em Portugal. J á em julho, o gestor da construtora antecipava que na segunda PPP viria a “armada espanhola” toda. Enquanto a primeira PPP, adjudicada há cerca de um mês, inclui uma estação subterrânea em Gaia, um nova ponte sobre o Douro e alterações profundas no terminal de Campanhã, no Porto, nesta segunda PPP está em causa a conceção, projeto e construção de 71 quilómetros de uma nova linha de alta velocidade, num investimento que está estimado em 1.751 milhões de euros. Fazem parte deste projeto a adaptação da atual estação de Coimbra às necessidades da alta velocidade, a quadruplicação da linha do Norte entre Taveiro e a entrada sul da estação de Coimbra, uma nova subestação de tração elétrica na zona de Coimbra e ligações da linha de alta velocidade à linha do Norte, nas proximidades de Oiã, Adémia, Taveiro e Soure. Primeira fase em 2030 Estes dois troços fazem parte da primeira fase da alta velocidade que permitirá reduzir o tempo da ligação entre as duas maiores cidades portuguesas, Lisboa e Porto, das atuais 2h50 para menos de 2 horas, sendo o objetivo último de que esta viagem possa ser feita em apenas 1 horae 15 minutos. Esta primeira fase, que deverá estar concluída em 2030, contará com financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) de 3 mil milhões de euros. Em julho, a Comissão Europeia anunciou que a linha de alta velocidade entre Lisboa e o PorMariline to é um dos projetos selecionados no âmbito das candidaturas ao Mecanismo Interligar a Europa (CEF, na sigla em inglês). As duas primeiras PPP do projeto - os troços Porto-Oiã e Oiã-Soure - receberão cerca de 813,2 milhões de euros. ¦ CONSÓRCIOS A segunda PPP da primeira fase da alta velocidade deverá contar com, pelo menos, três consórcios a concurso. Carlos Mota dos Santos, CEO da Mota-Engil, antecipava “armada espanhola” na segunda PPP da alta velocidade. PEDRO CURVELO