FESTIVAL LITERÁRIO UTOPIA DE BRAGA REGRESSA PARA 2.ª EDIÇÃO
2024-11-14 06:32:04

As relações entre o Direito e a Literatura, um leque alargado de formações, vários encontros entre escritores, também concertos, exposições, passeios literários, visitas a escolas, atividades para pequenos leitores e uma feira do livro: o Festival Utopia de Braga está de regresso para a sua 2.ª edição, entre os dias 15 e 24, numa iniciativa da Book Company e Penguin Random House Grupo Editorial, com a autarquia como principal parceiro.com cerca de 100 convidados, o encontro realiza-se maioritariamente no Espaço Vita, passando também pela Universidade do Minho e por bibliotecas e livrarias da cidade. “Toda a literatura é uma Utopia e o Utopia abarca e transborda todos os tipos de literatura, o livro nos seus vários formatos e suportes, o livro enquanto peça central das outras artes e manifestações culturais”: com esta filosofia o festival cruza gerações, autores de diferentes géneros literários e artistas de outros campos artísticos. As relações entre “Direito e Literatura”, sobre as quais a prof.ª e vice-reitora da Universidade do Minho Joana Aguiar e Silva reflete nas pp. 27 e 28 desta edição, serão exploradas em três sessões, com cada convidado a falar sobre dois livros. A 16, às 10, na Reitoria da Universidade do Minho, Álvaro Laborinho Lúcio aborda O Estrangeiro, de Albert Camus, e Julgamento de Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt. No mesmo espaço, a 18, às 18, Isabel Pires de Lima comenta Jangada de Pedra e Ensaio Sobre a Cegueira, ambos de José Saramago; e, a 23, às 10, Pedro Mexia focar-se-á em Na Colónia Penal, de Franz Kafka, e Bartleby, o Escrivão, de Herman Melville. Esta iniciativa insere-se na oferta formativa que acompanha a programação do festival e que também passa por cursos sobre "Como escrever uma série policial", por Patrícia Müller (dia 24, às 10, no Espaço Vita), e "Canção: Uma aliança entre música e palavra”, por Carlos Tê (ao longo do dia 16, também no Espaço Vita). Em registo de masterclass, João Tordo falará sobre "Autor, Narrador, Protagonista" (dia 17, às 10, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva) e Martim Sousa Tavares sobre "Os Caminhos da Beleza (dia 21, no Conservatório Bomfim). Na sessão de abertura, dia 15, às 21, no Espaço Vita, com o apoio do dstgroup, a jornalista Maria João Costa entrevista a escritora franco-marroquina Leïla Slimani, uma das mais destacadas vozes francófonas da atualidade, vencedora do Prémio Goncourt com o romance Canção Doce. É a primeira de várias entrevistas de vida ou temáticas que decorrem ao longo do Utopia. A 16, às 15, Miguel Sousa Tavares revela algumas das suas leituras mais marcantes no podcast, gravado ao vivo, Vale a Pena, de Mariana Alvim. À noite, às 21, Augusto Santos Silva apresenta, com Cláudio Garrudo, o seu livro Obrigado por Estarem Presentes, a partir da sua experiência como Presidente da Assembleia da República. No dia seguinte, 17, às 15, a vida e a obra de Rodrigo Guedes de Carvalho em entrevista, também a Maria João Costa, seguida, às 17, da de Gonçalo M. Tavares, conduzida por Afonso Borges. Finalmente, a 24, às 16, conversa com Valter Hugo Mãe. Nas habituais mesas de debate, vários pretextos para conversa. "Entre a Biografia e o Romance Histórico, a Memória" reúne Ana Cristina Silva e Maria Antonieta Costa (dia 6, às 19). A 17, às 16, "Um Quarto Só Nosso", com Aline Bei, Madalena Sá Fernandes e Maria Francisca Gama; e, às 18 e 30, "Os Homens que Odeiam as Mulheres", com Inês Pedrosa e Tatiana Salem Levy. No fim de semana seguinte, “Artes e Literatura: Utopias realizáveis”, com Amadeu Santos, Ana Gabriela Macedo e José Miguel Braga, dia 23, às 11, esta na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Às 14 e 30, de regresso ao Espaço Vita, Carlos Vaz Marques, Jeremy Dauber e Ricardo Araújo Pereira percorrem os caminhos do humor a partir do livro Os Judeus e a Comédia. Às 15 e 30, uma reflexão sobre "A Europa como Utopia possível?", com Bruno Dias Pinheiro, Paul Caruana Galizia e Paulo Rangel. A 24, em duas sessões especiais do podcast O Poema Ensina a Cair, de Raquel Marinho, conversas com José Luís Peixoto, às 15, e Capicua, às 17. Ao longo do festival será ainda apresentado o “Projeto Lua”, que tem como objetivo promover uma coleção de poesia contemporânea em edições bilingues. A 21, às 21 e 30, no Theatro Circo de Braga, o cantor brasileiro Johnny Hooker dará um concerto com entrada gratuita (mas com levantamento prévio de bilhete). E ao longo do encontro Nuno Caravela apresentará, para os mais novos, a sua coleção O Bando das Cavernas.