UTOPIA ULTRAPASSA FRONTEIRAS
2024-11-18 06:33:05

Evento arrancou ontem no espaço vita e prossegue até ao dia 24, com uma programação variada Festival Literário Utopia de Braga visita capitais da cultura e ultrapassa fronteiras Arrancou ontem, com casa cheia, no Espaço Vita, a segunda edição do festival literário "Utopia", evento que se prolonga até 24 de novembro. Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Braga enalteceu os diversos aspetos positivos do festival literário que, para além de visitar as capitais portuguesas de cultura, incluindo Ponta Delgada, nos Açores, vai projetar-se a nível internacional, nomeadamente na América Latina. A cerimónia de abertura contou com a presença e intervenção de Paulo Ferreira, da "The Book Company", entidade organizadora do Festival Literário Utopia de Braga; de Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga; e Kátia Guerreiro, comissária de Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura em 2026, com quem Braga estabeleceu uma parceria. A sessão ficou ainda marcada pela atuação do "Quarteto de Cordas de Matosinhos", que encerrou a cerimónia, antes da entrevista à escritora Leïla Slimani, feita por Maria João Costa. Antes das intervenções, foi exibido um vídeo com alguns dos melhores momentos da edição 2023, «um grande sucesso», projetando a edição deste ano. Foi lembrado que «toda a literatura é uma utopia», onde cabem todos os sonhos e criatividade. O presidente da Câmara reforçou a ideia de uma «forte aposta» de Braga na literatura, agradeceu a todos aqueles que estão a «alimentar a utopia». «Queremos que Braga esteja intimamente associada a esse compromisso com a leitura, à valorização dos autores. E Festival Utopia pela diversidade, pela riqueza da sua programação, é um grande contributo para que assim seja», acredita Ricardo Rio. O autarca fez saber que vão ser renovadas as colaborações que já tinha com Óbidos e com Lisboa, no âmbito dos festivais literários; a parceria celebrada ontem com Ponta Delgada, em que o Festival Utopia vai marcar presença nas capitais portuguesas da cultura, nomeadamente em 2026, vai estar em Ponta Delgada. «Vamos alargar a presença internacional do festival Utopia. Depois de ter ido à Feira do Livro de Buenos Aires, estaremos no próximo ano também a algures na América Latina, como daremos conta ao longo dos próximos meses», anunciou. Segundo Ricardo Rio, o Festival Utopia, pela qualidade da sua programação e capacidade que tem de atrair públicos bastante diferenciados, é uma grande mais-valia para a cidade de Braga, e um fator de atração de muitas pessoas que visitam Braga «expressamente para poder participar nas várias atividades do festival. Assim aconteceu na primeira edição e estou certo que vai voltar a acontecer na edição de 2024, e isso quer a nível nacional, quer até a nível internacional. Portanto, é seguramente também do ponto de vista económico e turístico, uma grande mais-valia. Mas acima de tudo, é também um festival que marca o posicionamento de Braga no âmbito literário. Paulo Ferreira diz que «Cultura foi, é e será a chave-mestra do futuro» Por seu turno, Paulo Ferreira, responsável da The Book Company, promotora do Festival Utopia, deu as boas vindas ao festival com as seguintes palavras: «Sejam bem-vindos ao Festival que faz dos livros a sua Utopia e da Utopia o seu livro». Este responsável referiu que a ideia de construir uma cidade na base do invisível, daquilo que não se vê persiste, nos nossos dias, como Utopia. «A imaterialidade, o intangível, suscita reservas mentais e um enraizado ceticismo». No fundo, no fundo, custa-nos a acreditar que algo de duradouro e transformador se possa fundar numa ideia, na palavra, num objeto chamado livro. A história desmente-nos e Braga também», começou por dizer. No entender de Paulo Ferreira,se alguma declaração de fé e de prática o Festival Utopia tem para dizer é esta: "o desenvolvimento de um território tem na Cultura o seu arco". O arco que sustenta as pedras. Cultura foi, é, e será a chave-mestra do futuro», disse, aproveitando para agradecer ao CEO da dst, José Teixeira, um dos patrocinadores do festival pelo estabelecimento de uma Parceria com Ponta Delgada, "Cidade Portuguesa da Cultura em 2026", representada por Katia Guerreiro. Por sua vez, Kátia Guerreiro agradeceu a confiança da Câmara de Braga e da The Book Company, para realizar um «evento grandioso em Ponta Delgada», em 2026. E deu os parabéns a estas duas instituições e a Braga pela visão e por fazer sonhar as pessoas, dentro do espaço literário. Aliás, Ricardo Rio entende que esta parceria com Ponta Delgada cumpre um dos objetivos do festival que é extravasar fronteiras de Braga e de Portugal. Do programa de hoje, destaque para os livros. Assim, às 15h00, no Espaço Vita, será apresentado "Semear", de Pedro Seromenho»; e às 16h00 é lançado o livro "Lúcio Craveiro da Silva: pensamento e ação", coordenado por Aida Alves, Fernando Machado, José Marques e Manuel Gama. Nos próximos dias, as opções culturais são diversas e para todos os gostos e idades. Basta aparecer e fazer parte da Utopia. Ricardo Rio, Kátia Guerreiro e Paulo Ferreira, lançaram o festival, ontem à noite Espaço Vita encheu-se na abertura do Festival Utopia, que vai trazer a Braga artistas e escritores nacionais e estrangeiros FRANCISCO DE ASSIS