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JORGE ARRIMAR VENCE PRÉMIO DE LITERATURA DSTANGOLA/CAMÕES

Diário do Minho

2024-11-22 06:35:05

romance “Cuéle” foi distinguido por unanimidade Jorge Arrimar vence Prémio de Literatura dstangola/Camões O escritor angolano Jorge Arrimar venceu por unanimidade o Prémio de Literatura dstangola/Camões, com “Cuéle , O pássaro troçador”, uma obra «muito bem documentada sobre uma região de Angola raramente presente» na literatura, anunciaram hoje os promotores. O prémio, promovido pelo dstgroup, em parceria com o Instituto Camões, dedicou-se nesta edição a obras de prosa, fresco grandioso e muito bem documentado sobre uma região de Angola raramente presente na literatura». «O autor tem perfeito domínio da sua expressão, tanto na escrita e na definição das diferentes personagens, como no rigor como caracteriza modos de ser, tradições e comportamentos dos vários estratos sociais, quer do lado africano, quer do lado europeu, num momento decisivo do deção de uma pela outra na concretização da ocupação colonial». O júri destacou ainda a qualidade de grande parte das obras apresentadas este ano a concurso, quer pelo seu domínio da língua e da escrita literária, quer pela originalidade das suas temáticas ou pela sua crítica da realidade atual, que tornaram «mais difícil a decisão final». O prémio tem um valor pecuniário de 15 mil euros, que será entregue de autores angolanos, publicadas em 2022 e 2023, tendo distinguido este romance histórico, situado entre o século XIX e finais do século XX, que recria factos e pessoas do sudoeste angolano, memórias reforçadas por precários vestígios escritos ou conservadas apenas na oralidade. O júri, constituído por José Mena Abrantes, que presidiu, David Capelenguela e Amélia Dalomba, descreveu “Cuéle , O pássaro troçador” como «um senvolvimento do sul de Angola, na transição do século XIX para o século XX», justifica. Na opinião dos jurados, Jorge Arrimar concilia «com naturalidade, num estilo simples e fluido, reminiscências de figuras relevantes da época e da sua própria história familiar e factos históricos profusamente documentados, que revelam tanto o esboço de uma harmonia possível no contacto entre duas culturas diferentes como a violenta-ao vencedor, na quantia correspondente em kwanzas, em Angola, em abril. Nascido em 1953, em Angola, Jorge Arrimar iniciou os seus estudos superiores em Luanda, tendo concluído, posteriormente, em Portugal, a licenciatura em História, a pós-graduação em Ciências Documentais e o doutoramento em História Moderna, bem como, já em Espanha, o doutoramento em Ciências Documentais. Redação/Lusa Jorge Arrimar vai receber um prémio pecuniário de 15 mil euros