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FESTIVAL UTOPIA CONSOLIDA-SE E QUER CONTINUAR A MELHORAR

Diário do Minho

2024-11-26 06:37:03

Organização quer continuar a melhorar o certame que para o próximo ano decorre de 14 a 23 de novembro Festival Utopia é já certame consolidado «mas que não está terminado» A segunda edição do Festival Literário Utopia chegou ontem ao fim e, tanto o presidente da Câmara de Braga como o diretor do festival não têm dúvida que este segundo ano consolidou o certame. Mas, Paulo Ferreira, o diretor do festival, vai mais longe no balanço que traça. «O festival está de facto consolidado, mas não está terminado. Ou seja, temos uma boa base estável, para agora saltar», disse, já a pensar no próximo ano Paulo Ferreira revela que o sucesso deste ano esteve no diagnóstico feito logo no final da primeira edição com a identificação de medidas a melhorar e de introdução de elementos para enriquecer o certame. «Desde logo a ligação com a comunidade que queríamos intensificar ainda mais. Daí que tivessemos aumentado muito as parcerias e falado com mais agentes», salientou. Paulo Ferreira também aponta como indicador do sucesso deste ano o número de visitantes que, segundo a Câmara de Braga, atingiu 18 mil, ultapassando os 15 mil da primeira edição. «Já sabemos que tivemos mais pessoas a assistir. Mas, sejamos justos, tivemos mais horas de programação, que ajuda que este número seja mais fácil de atingir», disse. Novidade este ano foi a introdução de dois ciclos, o “Utopia Negra”, para o policial e para o thriller, e outro para a Europa e o seu papel no novo contexto geopolítico. «Este festival tem isto de querer ser contemporâneo das grandes questões, ou seja, poder acompanhar a agenda e debater os temas que nos vão influenciar. Nós queremos trazer essa discussão para os festivais literários. Sem prejuízo de trazer um especialista em Economia, nós queremos é ouvir um artista a falar de economia. De que forma a Cultura pode estar ao serviço da Economia e da realidade social e política de um país», acrescentou. Em termos financeiros, o balanço do diretor também é positivo. Se o apoio da autarquia é essencial, não me-nos importante é o dos parceiros. E, se na primeira edição o festival teve duas empresas, este ano já foram bastantes mais, o que reflete a confiança que elas encontraram no festival para se promoverem. «Isto é muito importante para nós, para manter a sustentabilidade do projeto e para que possamos, a medio longo prazo, projetá-lo. Nós, neste momento, já estamos a pensar em 2025 e já sabemos algumas coisas que queremos fazer. Há alguns ciclos que estamos a planear para haver diversificação e para que isto esteja sempre a inovar. Não queremos um festival que seja sempre a mesma coisa», revelou. Questionado sobre o que é que há para melhorar em 2025, o diretor do festival responde que prefere mais falar em amplificar. «E gostávamos de amplificar muito a parte social. Gostávamos muito de estar em mais escolas, fazer mais sessões em prisões, nas livrarias. Um maior envolvimento do livro com a comunidade», adiantou. BRAGA P.05 O diretor do festival quer amplificar a parte social da programação. Objetivos do Festival Utopia foram concretizados O presidente da Câmara de Braga, no balanço da edição deste ano do Festival Literário Utopia, sublinha o facto dos objetivos terem sido alcançados. Para Ricardo Rio, se a primeira edição foi um sucesso, esta segunda edição foi a consolidação de uma marca. «Nesta segunda edição conseguimos consistentemente corresponder àquilo que eram os nossos objetivos e àquilo que foi a expetativa e a adesão do público ao festival», disse. O autar lembra que o certame este ano extravasou o contexto do Vita para outros locais, onde o Utopia marcou presença, recordando os projetos liderados pela DST no Estabelecimento Prisional, no Hospital de Braga, em diversas escolas. «E essa capacidade de trazer os autores, os livros, a literatura, a Cultura de uma forma geral, para todo o contexto da nossa comunidade, acho que foi um grande objetivo do Utopia que foi totalmente concretizado», salientou. Para o futuro, realçou ainda o presidente da Câmara de Braga, o objetivo vai continuar a ser «fazer chegar a literatura, a leitura e os autores a cada vez mais pessoas, portanto, continuar esse esforço». No que diz respeito à localização do Festival Literário Utopia, a organização vai continuar no Espaço Vita, onde afirma encontrar todas as condições de que necessita para as atividades programadas. Assim, a edição do próximo ano já está marcada para novembro, mais concretamente, de 14 a 23, com Braga com o título de Capital Portuguesa da Cultura. José Luís Peixoto foi um dos escritores presentes no último dia do Utopia 2024 JOSÉ CARLOS FERREIRA