IB-S ASSUME PAPEL CENTRAL NA RESPOSTA AOS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
2024-12-04 06:00:28

No dia em que comemorou o seu sétimo aniversário, o Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-sustentabilidade (IB-S) da Universidade do Minho deixou ontem a garantia, pela voz do vice-reitor para a Investigação e Inovação, de «continuar a desempenhar um papel central na missão da universidade em produzir conhecimento relevante e transformador», promovendo «respostas inovadoras aos grandes desafios da sustentabilidade ambiental». Vincando as vantagens desta parceria estabelecida entre o Centro de Biologia Molecular e Ambiental e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas e Engenharia, que resultou num modelo «que tem permitido a conjugação de competências científicas e tecnológicas de excelência», Eugénio Campos Ferreira teceu elogios ao IB-S, considerando-o «um exemplo de que a interdisciplinaridade e a cooperação institucional podem gerar impacto significativo». «À medida que enfrentamos desafios globais das alterações climáticas, da gestão sustentável de recursos e da integração da inteligência artificial nas nossas soluções, o IB-S continuará a desempenhar um papel central na missão da universidade em produzir conhecimento relevante e transformador», disse o vice-reitor, considerando que «a colaboração entre a Escola de Ciências e a Escola de Engenharia é um elemento fundamental» para o sucesso do instituto, representando «uma integração exemplar de diferentes áreas de saber em prol de objetivos comuns». Realçou igualmente a importância desta parceria na construção do reconhecimento nacional e internacional do IB-S e reforçou a renovação do compromisso com a ciência e interdisciplinaridade. Na sua intervenção, Eugénio Campos Ferreira aproveitou ainda para lembrar que, «até ao momento, não foi possível fixar o modelo organizacional do IB-S que se enquadre plenamente no quadro estatutário da Universidade do Minho». Uma realidade que, sublinha, «exige uma reflexão aprofundada sobre as condições de continuidade do projeto e sobre a forma como ele pode ser melhor integrado na nossa estrutura organizacional, garantindo que continue a crescer e a gerar impacto científico e social». A sessão de abertura do 7.º aniversário do instituto contou ainda com José Teixeira do dst group, enquanto presidente do Conselho Empresarial do IB-S, que sustentou a sua intervenção no relatório de Draghi, o qual aborda três domínios de ação «para relançar o crescimento», sendo que «dois deles têm a ver com o que no IB-S se estuda e investiga», podendo «aumentar no seu redefinido posicionamento para os próximos anos». São eles inovação e descarborização, ao qual acrescentou o aumento da segurança, pese embora este último «não seja a especialidade do IB-S». Remetendo para o relatório, José Teixeira lembrou que «não há instituições académicas suficientes que atinjam níveis de topo» uma vez que «o investimento nas universidades é miserável e o investimento do setor privado é praticamente inexistente». Tal constitui «uma oportunidade para uma instituição como o IB-S e para a universidade», pelo que se deve «incentivar que os investigadores tenham perspetiva de investidores». Cláudia Pascoal, coordenadora do IB-S, realçou a preocupação do IB-S com a sustentabilidade, alinhado com os ODS. «O futuro está ao nosso alcance e é aí que nasce o IB-S», disse, salientando a vontade de «continuar a criar valor acrescentado» e a abertura a colaborações. RITA CUNHA