MARCHA-ATRÁS DE ESPANHÓIS DEIXA MOTA-ENGIL DE NOVO SOZINHA NA ALTA VELOCIDADE
2025-01-07 07:01:05

FERROVIA Marcha-atrás de espanhóis deixa Mota-Engil sozinha na alta velocidade O agrupamento das seis construtoras portuguesas foi o único a entregar proposta para o troço Oiâ-Soure. O preço levou o consórcio das construtoras espanholas a decidir ficar fora da corrida. mbabo@negocios.pt O consórcio LusoLav, liderado pela Mota-Engil e que integra outras cinco construtoras portuguesas, foi entregar proposta no concurso para a concessão do troço da alta velocidade entre Oiã e Soure, sabe o Negócios. O prazo para a entrega de propostas a este concurso, que tinha um preço base de 1,6 mil milhões único a de euros, terminou esta segunda-feira, tendo apenas sido carregado na plataforma de contratação pública um documento. O consórcio da Mota-Engil, que integra também a Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto, tinha já assegurado que ia apresentar uma oferta, o que concretizou. A proposta tem, contudo, ainda de ser validada pelo júri, depois da abertura das propostas marcada para esta terça-feira. Nessa altura será confirmado se o agrupamento português encaixou no preço base, sendo que também a solução técnica terá de ser avaliada. Já o consórcio das construtoras espanholas FCC, Ferrovial e Acciona acabou por não se apresentar na corrida a este segundo troço da futura linha Lisboa-Porto. Em causa terá estado a questão do preço base definido, que terá levado a que alguma dessas empresas tenha concluído não ser possível encaixar na sua margem. De fora, como o Negócios noticiou, ficou também o consórcio da Sacyr com a DST e a Alberto Couto Alves também devido ao preço definido no concurso lança-do em julho do ano passado, o qual teve um aumento face ao valor inicial de 300 milhões de euros. O troço Oiã-Soure terá uma extensão de cerca de 71 quilómetros de linha de alta velocidade e incluirá a adaptação da atual Estação de Coimbra às necessidades da alta velocidade, a quadruplicação da Linha do Norte entre Taveiro e a entrada sul da Estação de Coimbra e uma subestação de tração elétrica na zona de Coimbra. Incluirá, também, ligações em via única, desniveladas e nos dois sentidos, à Linha do Norte, totalizando, aproximadamente, 34 quilómetros de extensão, a materializar nas proximidades de Oiã, Adémia, Taveiro e Soure. Esta concessão, em regime de parceria público-privada (PPP), será por um período de 30 anos, dos quais os primeiros cinco para a fase de construção. O consórcio da construtora liderada por Carlos Mota dos Santos tinhajá ganho o primeiro concurso do projeto da alta velocidade entre Lisboa e Porto, para a concessão do troço Porto-Oiã, por um valor de 1,66 mil milhões de euros. Este contrato deverá ser assinado no segundo trimestre deste ano, podendo haver trabalhos no terreno ainda em 2025. Já o contrato para o segundo troço - Oiã-Soure - está previsto entrar em vigor no início de 2026, altura em que está também previsto o lançamento do concurso para a segunda fase da alta velocidade, que envolve o troço Soure-Carregado, e que tem neste momento em curso a avaliação de impacto ambiental (ALA). Caso a proposta entregue agora pelo agrupamento da Mota-Engil para o segundo troço não seja aceite pelo júri, a Infraestruturas de Portugal (IP) terá de lançar novo concurso. ¦ CONCURSO Concurso para o troço Oiã-Soure, uma extensão de 71 quilómetros, tem um preço base de 1,6 mil milhões de euros. Consórcio da construtora liderada por Carlos Mota dos Santos tinha já ganho o primeiro concurso do projeto da alta velocidade entre Lisboa e Porto. Trabalhadores do BCP com aumento de 2,5% O BCP e os sindicatos de bancários da UGT chegaram a acordo sobre as atualizações salariais. 0 processo negociai entre o banco liderado por Miguel Maya e os sindicatos afetos à UGT já se encontrava em mediação na dgert após não ter sido alcançado um acordo. Agora, “as partes aceitaram a proposta apresentada pelo mediador, de 3% e 2,5% nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária para 2024 e 2025, respetivamente”, diz o sindicato. 0 BCP, acrescenta o sindicato, resistiu a negociar o aumento para 2025, mas que acabou por aceitar o mesmo valor percentual que o Mais Sindicato, SBN e SBC tinham acordado em outras mesas negociais. Fotografia:Bruno Colaço MARIA JOÃO BABO