UM VIVEIRO DE PROJETOS!
2025-01-24 07:00:13

escritor e engenheiro do ambiente Estão aí os objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, olhemos ao “Projeto Zambujal 360”, que tornou o Zambujal como o primeiro bairro social do mundo embaixador desta prática. Assente em três eixos, conjuga comércio local, educação pela a saúde e pela arte, resultando na “transformação do bairro através da criação de valor na formação de jovens, no estabelecimento de uma rede de comerciantes, na requalificação de espaços urbanos, assim como na promoção artística, social e cultural”. A transformação do bairro através da criação de valor na formação de jovens, no estabelecimento de uma rede de comerciantes, na requalificação de espaços urbanos, assim como na promoção artística, social e cultural. Fácil de intuir, difícil de instituir, mas ele aí está, uma boa prática de integração social e económica. Desafios, exigentes, mas fáceis de atingir, discutidos em três dias de formação e partilhas, no Seminário Nacional Eco-Escolas 2025, organizado pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação, em Torres Novas. Uma sementeira de projetos e um viveiro de sustentabilidade. Paralelamente ao que decorria no Teatro Virgínia de Torres Novas, do outro lado da rua, nas instalações dos Bombeiros Voluntários, havia espaço para a Eco-Mostra com mais de 40 parceiros e projetos ambientais que se associaram a este evento. Como participante e representante do município de Paredes anoto o painel “Boas Práticas em Municípios”, para mim ainda aquém do necessário. Precisamos de uma abordagem diferente, mais direta ao tema das Eco-Escolas, que deve ser, tal como fazemos em Paredes, uma simbiose entre escolas e municípios. Apesar desta minha opinião, fico extremamente agradado em verificar que já existem tantos bons projetos nos municípios, com mais ou menos recursos, mas com vontade de encarar o ambiente como uma prioridade. Discussão nova, com temas como “Raízes de sustentabilidade - Floresta e solos” na perspetiva da Lei dos Solos, e perceber como salvaguardar os deveres gerais. Os solos vão para lá dos problemas ambientais, com perda da biodiversidade e destruição da paisagem, que exigem discussão séria e planeamento rigoroso. A pertinência do fórum para os representantes dos municípios presentes é algo que tenho a destacar como muito positivo, reunindo técnicos, vereadores e presidentes de todo o país, ilhas incluídas. Todos juntos, a lutar por um país melhor. Para além da partilha que decorreu neste fórum e da troca de sinergias entre municípios, houve espaço para ficarmos a conhecer os projetos que decorrerão nas Eco-Escolas em parceria com o município, onde o “Mar começa aqui” e o “Muros com vida” vão continuar a alertar e a sensibilizar para os temas dos resíduos que vão parar às sargetas e consequentemente ao mar, e sensibilizar para a preservação dos habitats e ecossistemas. Agradado com o regresso do projeto “Rota pelo Clima” que pretende passar testemunhos, compromissos e sugestões de escola em escola, terminando com a entrega no município de um documento compilador de todas as escolas participantes na rota. Termino com uma referência à riqueza natural encontrada na Reserva Natural do Paul do Boquilobo, visita por mim escolhida entre as quatro possíveis para conhecer o património histórico, cultural e ambiental de Torres Novas. Esta visita deixou-me confiante para os bons exemplos que existem em Portugal de áreas protegidas de conservação da natureza, as quais merecem todo o nosso reconhecimento pelos serviços ambientais que nos prestam. íí Precisamos de uma abordagem diferente, mais direta ao tema das Eco-Escolas, que deve ser, tal como fazemos em Paredes, uma simbiose entre escolas e municípios 99 JOÃO COSTA