pressmedia logo

O MELHOR INVESTIMENTO EM TEMPO DE CRISE

Observador Online

2025-01-25 06:02:03

Quando interligamos as sinergias do "Eu Conto com o Turismo" com as do gerador Património Cultural, o país passa a ter em mãos um instrumento de valor acrescentado. Poder: a habilidade de influenciar ou manipular o comportamento de outrem e o curso dos eventos. A busca pelo poder faz parte do Ser Humano; a capacidade de agir sobre algo ou alguém numa mera manifestação de coragem, autoridade ou simplesmente de razão. O que desconstruindo um pouco mais o conceito, levar-nos-á à questão seguinte: qual o poder dos valores humanos na vida de uma pessoa? Qual o valor venal que atribuímos a um determinado objeto, pessoa, a um momento social, humano ou geográfico, ao ponto de nos fazer desejá-lo, lutar, recantar a experiência ou esquecê-lo da nossa memória? Independente do seu contexto e das suas aceções, a filosofia dos valores humanos, sociais e económicos incorpora a nossa identidade e exerce total poder sobre o nosso comportamento e as nossas escolhas diárias. (In)Conscientes dos limites do Ser Humano, a Neurociência e a Filosofia explicam-nos porque nos é intrínseca a constante necessidade de maximizar o nosso bem-estar, o que na perspetiva da ciência económica é traduzido por de uma função de utilidade, em versão low-cost ou de valor acrescentado. Numa sociedade cada vez mais carente de sentimentos e de novas experiências de vida que ultrapassem o óbvio, o foco dessa "utilidade" tende para o que traduz maior motivação cívica dos cidadãos, onde apenas as ações influenciadoras exercem o poder de provocar o cidadão. Ao o retirar da sua área de conforto, a ação permite que o cidadão transite da sua posição de espetador para a de um instrumento de disseminação, provocando-lhe emoções e garantindo um resultado sustentável, muitas das vezes geracional. Contextualizando o Turismo como uma potência da economia nacional, quando analisado por si só limita-se a uma função de utilidade low-cost, resultante do somatório das partes, sol e praia. Por outro lado, quando interligamos as sinergias do "Eu Conto com o Turismo" (1) com as do gerador Património Cultural, o país passa a ter em mãos um instrumento de valor de acrescentado. PUB . CONTINUE A LER A SEGUIR O Património Cultural sendo constituído por bens que não deixam de pertencer ao país, por bens geradores de investimento e emprego local e que criam hábitos de relação com a terra e os seus cidadãos é, em boa verdade, um fundo de investimento de valor económico e social para o país - o melhor investimento em tempo de crise. Mas para que se alcance o entendimento e aceitação desse facto, a perspetiva de análise sobre o Património Cultural tem (obrigatoriamente) de passar a ser uma estratégica de longo prazo; partindo da razão de ser do Património e integrando-o transversalmente na sociedade civil e na sociedade ministerial. O valor económico e social do Património Cultural é reativo na nossa sociedade. E por esse facto é imperativo que se traduza numa função geradora de ambição e inteligência individual e coletiva, ao serviço do presente e de um futuro sustentável do nosso país. (1) Campanha apresentada em 2025 pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP) com o apoio do Turismo de Portugal. Ana Vieira Martins Universidade Portucalense Ana Vieira Martins