MARTIM SOUSA TAVARES ORIENTOU UMA PALESTRA JUNTO DE FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL DE BRAGA - O TRUQUE É SERMOS SUPERIORES AO ERRO E SABERMOS QUE ELE VAI EXISTIR
2025-01-27 07:33:04

o escritor e músico Martim Sousa Tavares orientou, na manhã de ontem, uma palestra dirigida a funcionários do Hospital de Braga na qual estabeleceu um paralelismo entre as aprendizagens adquiridas ao longo de dez anos a dirigir orquestras e a gestão de uma empresa ou organização e mostrando como a arte e a cultura podem influenciar positivamente as comunidades e liderar mudanças. Na sua intervenção, o maestro e diretor artístico começou por referir que, quando as organizações crescem, a pirâmide pode transformar-se num “sistema em cascata”, com duplicação de funções, em que «parece que a informação não flui». «Como contornar este sistema?», questionou, para introduzir o chamado “sistema circular”, em que «todas as pessoas estão em relação equidistante do centro e qualquer uma delas pode estar em contacto com as outras, sem intermediários». Considerando que conhecimento, raciocínio/ interpretação e empatia são os três pilares indispensáveis à profissão de maestro, Martim Sousa Tavares falou ainda do erro e como lidar com o mesmo. «O truque é sermos superiores ao erro e e partirmos do princípio de que ele vai existir. O importante é estarmos preparados para o erro», disse, mostrando como um maestro lida com o erro e fazendo, aqui, um paralelismo com um cirurgião no decorrer de uma cirurgia complexa. Para Martim Sousa Tavares, urge «ter capacidade de decidir o que é verdadeiramente importante». «muitas vezes perdemos a ideia do objetivo porque não sabemos escolher as nossas batalhas e nos dispersamos em coisas menores», referiu. O palestrante deixou ainda uma palavra sobre motivação, dando nota de que «algumas empresas pedem a ideia do propósito» e que «isso também acontece na música». «Qualquer pessoa em qualquer organização tem de ter noção do seu contributo», vincou. Esta iniciativa no Hospital de Braga, denominada “Liderar pela Beleza”, foi organizada pelo dstgroup, focando-se na transformação do ambiente hospitalar pela arte e cultura. A mesma insere-se no compromisso de valorizar a arte e a cultura como elementos transformadores do ambiente hospitalar, promovendo reflexões sobre o impacto da beleza e da criatividade no quotidiano das comunidades. Antes do início da palestra tomou da palavra Paula Vaz Marques, diretora clínica dos cuidados hospitalares da ULS Braga, que deu as boas-vindas e enalteceu esta iniciativa. «É uma honra receber aqui o maestro e termos este evento porque a nossa vida não pode ser só doentes e consultas e temos de ter momentos de convívio entre nós. Estas partilhas fazem bem à nossa saúde mental», realçou a responsável. O maestro fez um pararelismo entre liderar uma orquestra e liderar uma empresa ou organização RITA CUNHA